segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

TERRAS DO DEMO ESPUMANTE 2008

Ora aqui está um espumante que me deliciou em todos os aspectos. Muito bem feito, com uma imagem e garrafa muito bem conseguidas, este espumante deu-me imenso prazer, e é isso que gosto cada vez mais nos vinhos que bebo. Têm que dar prazer a beber, senão não vale a compra. Este foi, entre espumantes e champagnes, bebido na passagem de ano. Contra alguns champagnes de topo, este Terras do Demo fez sucesso. E isso deve-se ao excelente trabalho realizado pelos enólogos da Adega Cooperativa de Távora, na região de Távora-Varosa. Uma acidez muito equilibrada com a fruta, frutado, bolha fina, com persistência média, com uma boca suave, macio, persistente e longo. Se o virem numa prateleira, não olhem para ele duas vezes e levem-no.




Nota: 16
Preço: 8€
Produtor: Adega Cooperativa de Távora
Enólogo: Jaime Brogo

MERUGE 2010 NO MERCADO


Branco de Inverno: ‘Meruge 2010’ é a nova colheita da Lavradores de Feitoria


E porque não só de tintos vive o Inverno, a Lavradores de Feitoria – projecto único no Douro que reúne 15 produtores, proprietários de 18 quintas distribuídas pelos melhores terroirs do Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior – sugere o seu novo ‘Meruge branco 2010’. Um branco com estágio em madeira portuguesa, encorpado, menos exuberante ao primeiro impacto, mas muito mais complexo.


O ‘Meruge branco 2010’ surge como homenagem merecida a uma casta de boa qualidade tipicamente do Douro e Trás-os-Montes (existe desde o século XIX), sendo elaborado 100% a partir de Viosinho, em parte proveniente de vinhas velhas e, por isso, resultante de uma criteriosa selecção. Com 12,5% de grau alcoólico, é um vinho com potencial de guarda e que se insere na categoria de “brancos de Inverno”, acompanhando bem com pratos de peixe e uma boa conversa. Deve ser servido à temperatura de 12ºC.

O enólogo Paulo Ruão inovou não só ao apostar num monocasta de Viosinho, mas também ao eleger barricas de carvalho português (de 225 litros) para a realização da fermentação e do estágio. O resultado: um branco com uma cor de palha dourada, brilhante e limpo. O aroma é limpo, suave e complexo, apresentando toques de baunilha – fruto do seu estágio em madeira –, que evoluem para aromas a frutos secos, do tipo noz e avelã. À medida que fica no copo, vão-se libertando mais frutos, tornando-o muito rico e complexo. No paladar, a primeira sensação é fresca – boa acidez e equilíbrio –, surgindo de seguida a sensação de frutos secos do tipo avelã, passando no final de boca para especiarias e algum figo. Muito harmonioso, tem um final de boca saboroso e longo. Promete longevidade.

PVP recomendado: € 17,00.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

RIO SOL TINTO 2006

Não conhecia, nunca vi à venda mas tem mão portuguesa. A Dão Sul e a ViniBrasil fizeram este vinho. A ver um catálogo de um distribuidor, achei curioso ver o que os tugas andam a fazer com uva brasileira, e decidi comprar. Nota-se o começo de evolução. Limpido e de cor granada, tem um nariz limpo, ligeiramente desenvolvido, começando a cortar os aromas de fruta e a notar-se já aromas menos doces. Vegetal, com relva e espargos no primeiro ataque, especiado, não sendo muito intenso. Na boca é seco, acidez alta e adstringente, especiado, taninos médios, pouco intenso novamente, com complexidade média e final de boca médio.  Não desiludiu mas também não é grande coisa. Vinho bem feito, correcto, mas há melhor pelo mesmo preço para aconselhar e sair uma boa compra.




Nota: 13,5
Preço: 4,40€
Produtor: ViniBrasil

FLOR DE NELAS RESERVA 2008

Ainda não o provei, mas como também sou seguidor de blogues de colegas, fiquei com o nome no goto depois d ler a critica feita pelo Copo de 3. Estou a postar só para alertar que começa hoje no Lidl a promoção de leve 2 pague 1 deste vinho, e o preço é 3,49€. Vale bem tentarem comprar e lerem este post. Quando abrir a minha garrafa volto aqui novamente para dar a minha opinião. E vocês, se comprarem, venham aqui fazer o mesmo. http://copod3.blogspot.com/2011/09/flor-de-nelas-reserva-2008.html

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

CAZAS NOVAS 2010

Um vinho de Baião, terra de vinhos verdes, e este não foge à regra. Feito com as castas Avesso e Arinto, o resultado que o produtor fez foi bem feito. Arinto todos amam, ou quase todos, Avesso muitos odeiam ou nem sequer conhecem. Estas duas castas deram um resultado muito equilibrado entre a fruta e a acidez das mesmas, sendo, para mim, um vinho com uma acidez média mas bem casada com a fruta, e que torna este vinho mais encorpado que a maioria dos verdes mais conhecidos. Floral, com aromas tropicais, de cor esverdeada, fresco e de final de boca muito bom. 
Este vinho ou já está ou vai estar à venda em breve e deve rondar os 6/7€. Uma boa companhia que teve foi umas tostas com requeijão e salmão fumado que estiveram à altura do vinho, e vice-versa.



Nota: 15,5
Preço: entre os 6€ e os 7€
Produtor: Cazas Novas

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

ROVISCO GARCIA RESERVA 2008

Desta vez trago mais um tinto alentejano cheio de força e ainda a querer dar os primeiros passos, pois estará no auge com mais um ou dois anos de garrafa. Mas não deixa de estar pronto para ser bebido. Este vinho mostrou-se com muita pujança, com poder, ainda com a fruta bem madura, bem casada com a madeira. Um equilíbrio notável, especiado, com ligeira pimenta em destaque. Olhando novamente para ele, a sua cor é poderosa, com um vermelho bem fechado e tons de violeta. Seco, fruta, acidez um pouco alta, taninos presentes e firmes, complexo e com final de boca longo e persistente. Um vinho que muitos de vocês certamente vai gostar, pois é um bom vinho para a nossa boa gastronomia. Um borrego assado no forno ou um bom pernil assado tiram as dúvidas a qualquer um.




Nota: 16
Preço: ?
Produtor: Rovisco Garcia
Enólogo: Miguel Matos Chaves

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

QUINTA DA ROMANEIRA RESERVA 2008

Um verdadeiro requinte este vinho do Douro. É um prazer absoluto poder estar com um néctar destes no copo, cheirando e saboreando todo o trabalho que originou este belo vinho. Com uma cor rubi, este vinho deixa-nos agarrados ao copo por alguns momentos para decifrar os aromas que saem do copo. Em frutas nota-se bastante as groselhas envolvidas num especiado elegante e ligeiras notas de madeira. Ligeiro floral com esteva e violeta a destacar-se. Passando à boca, um vinho cheio, com fruta presente e elegante, sem enjoar, com taninos presentes, muita frescura, intenso, complexo e de final longo e persistente.

Os vinhos da Romaneira estão com uma qualidade impressionante, graças ao trabalho de António Agrellos e a toda a equipa que os produz, e graças à qualidade das vinhas. É deste tipo de vinhos que todos deviam beber e ter à mesa para se regalarem com a boa gastronomia portuguesa. Excelente vinho, pena o preço, pois nem todos conseguem alcançar.


Nota: 18,5
Preço: 42€
Produtor: Quinta da Romaneira
Enólogo: António Agrellos

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

‘Lavradores de Feitoria Douro branco 2011’ já à venda

A Lavradores de Feitoria – projecto duriense que reúne 15 produtores, proprietários de 18 quintas distribuídas pelos melhores terroirs do Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior – tem já à venda no mercado nacional e internacional o seu mais recente branco, o ‘Lavradores de Feitoria Douro branco 2011’. Um DOC Douro, fermentado em inox, que cativa pela frescura e que se revela uma boa proposta para aperitivo ou como companhia de pratos de peixe, algumas massas e queijos leves.

A atestar a qualidade deste vinho, esteve, entre outras, a recente distinção feita pela crítica de vinhos e jornalista britânica Jancis Robinson ao eleger o ‘Lavradores de Feitoria Douro branco 2010’ como um “grande branco”, numa lista de 25 referências em que foi o único português, e ao recomendá-lo para o Natal.

O ‘Lavradores de Feitoria Douro branco 2011’ apresenta uma bonita cor citrina limão. No aroma, é limpo e tem boa densidade aromática, com uma fruta fresca lembrando alperce e ananás; embora menos que na colheita de 2010, apresenta uma ligeira nuance a frutos tropicais. No paladar, a entrada é fresca, frutada e muito saborosa. Com uma boa acidez, é muito equilibrado, apresenta uma boa mineralidade, suportada por sabores de fruta fresca como ameixa e romã e com nuances de maracujá. O final é frutado e bastante saboroso.

É um vinho de lote, cujas uvas provêm de quintas associadas à Lavradores de Feitoria situadas nas zonas mais altas e frescas da região demarcada do Douro. Fermentado em inox a temperaturas controladas, pretende ser fresco, frutado e muito saboroso, exaltando as características das castas utilizadas (Malvasia Fina, Síria e Gouveio). Está disponível em garrafas de 75 cl por € 3,50.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

SINO DA ROMANEIRA 2008

Aqui está o entrada de gama desta casa. Um tinto de boa qualidade.Este entrada de gama está acima de alguns que por aí se vê, pois é o perfil do produtor ter vinhos com muita qualidade e nota-se bem. Límpido, de cor violeta, não sendo carregada, lágrima presente. Fruta madura, fresco, ligeiro fumado. Na boca marca presença o especiado em conjunto com fruta, bem doseado e equilibrado, não sendo enjoativo. Taninos suaves, acidez presente e fresca, intenso e viciante, com final longo e persistente. Um vinho que não nos deixa ficar mal em parte alguma, sendo a escolha para comida ou como boa companhia.






Nota: 16
Preço: 12€
Produtor: Quinta da Romaneira
Enólogo: António Agrellos

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

RUI REGUINGA VS ANSELMO MENDES

Foi no sábado passado que, no restaurante O Jacinto, no Lumiar, se juntou meia dúzia de enófilos para um almoço convívio, mas sempre em redor de vinhos para provar e avaliar. Nesta vez o desafio foi avaliar dois enólogos portugueses em prova cega, Anselmo Mendes e Rui Reguinga, e avaliar se os vinhos produzidos por estes dois senhores tinham sempre a mesma linha, mesmo alterando a região onde o vinho era feito, ou se havia mais o perfil do terroir, do produtor e enólogo em conjunto. Pois bem, foi interessante ver que que ganhou o Rui Reguinga, mesmo em quantidade de vinhos, mas não por um estilo próprio, onde seriam os vinhos todos com um perfil idêntico, mas sim vários estilos de várias regiões e um trabalho bem feito. Todos os vinhos foram provados em prova cega, não sendo eu fã deste tipo de provas. Mas as regras do jogo estavam lançadas.

 O primeiro vinho foi o Social Reserva Branco 2010, uma surpresa feita pela equipa do restaurante, vinho este do próprio restaurante e de enologia de Aníbal Coutinho. E que agradável surpresa. Mineral, algum vegetal, frutado, com o tropical a notar-se. Boca com boa acidez, erva molhada, confirmação de frutos tropicais, algum citrino, de intensidade média, algum fumo no final e final de boca médio. 15 
De seguida surge outro branco. Mais leve que o anterior, mais acidez, fruta cozida, frescura, frutos secos, com pouco corpo. Intensidade baixa e com final curto, a notar-se no final excesso de acidez. A nota que dei foi um 14, a este Intensus 2010 que de intenso nada tem.
 

 Monte da Ravasqueira Branco 2010 foi o seguinte. Vegetal, citrino, boa acidez, ovo cozido, equilibrado, com uma intensidade média e de final médio. Boa surpresa. 15
Passando aos tintos, mais uma rasteira por parte da equipa do restaurante. Canela, ligeiro adocicado, lácteo, a notar-se muito a madeira mas não de barrica, uns barrotes quaisquer que para lá meteram, fruta nem vê-la. Ligeira sensação de pó de madeira cortada no final. Por muito barato que se faça um vinho, um enólogo devia recusar-se a fazer este tipo de vinho. Talvez para inexperientes ainda a tirar o curso. Tirem-me isto da frente. Este Social Reserva Tinto 2010 nada a ver com o irmão branco 2010. 12,5


De seguida veio um vinho alaranjado, com aroma a fósforo e pimentos cortados, frescos. Uma boca com excelente acidez, cacau, intenso de de final maravilhoso a deixar ligeiro amargo mas prazeroso. Foi o Grou Cabeção 2007. 16
Para meu azar, o vinho que levei, este Casa Cadaval Trincadeira 2006, tinha tudo para ser um dos melhores à prova, mas a maldita rolha, e mais rolha e rolha novamente, traiu os presentes, pois estava já morto à uns tempos. Tenho que arranjar mais uma a ver se está boa.

Quinta do Soque 2006. Fruta madurinha, ligeiro mofo, espargos, madeira, bem feito, sem defeitos, com final médio. 14
Pedra Basta 2008. Frutos secos, ligeiro floral, frutos secos, boa acidez, madeira, final picante, mentol. 14,5

De seguida veio outro tinto, desta feita um vinho a notar-se fruta madura ligeira, pimentos, adocicado. Boa acidez, corpo médio, taninos redondos e de final médio e seco. Quinta da Carregosa Colheita 2008. 14,5
Um bom vinho do Douro, que provei recentemente e em prova cega não me desiludiu. Fruta em compota, fruta cozida, especiado com pimenta, fumo e ligeiramente lácteo. Bom corpo, taninos presentes e suaves, intenso e de final longo. Lua Nova em Vinhas Velhas 2009. 15,5

Para mim o vinho do almoço, o grande vencedor deste confronto. Aroma muito fresco, limpo, algum caramelo, mineral, com carvão a notar-se. Notas de chocolate, ligeiramente adstringente, taninos presentes mas suaves, equilibrado, intenso e de final de boca longo e persistente. Belo vinho sim senhor. Quinta das Maias Jaen 2006. 16,5


 Bom almoço, boa conversa e companhia.

 Social Reserva Branco 2010  15
Intensus 2010  14 
Monte da Ravasqueira Branco 2010  15

Social Reserva Tinto 2010  12,5
Grou Cabeção 2007  16

Quinta do Soque 2006  14

Pedra Basta 2008  14,5

Quinta da Carregosa Colheita 2008  14,5

Lua Nova em Vinhas Velhas 2009 15,5
Quinta das Maias Jaen 2006 16,5

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

ATENÇÃO PRODUTORES, TWA ESPUMANTIZA PORTUGAL

Uma iniciativa espectacular para ver se o seu vinho dá ou não para ser espumantizado. Fica aqui o link com mais informações.

http://wizardapprentice.blogspot.com/2012/01/twa-espumantiza-portugal.html

BRANCOS MADUROS VS BRANCOS JOVENS

 Aqui fica um texto escrito e muito bem por um colega blogger, onde estou totalmente de acordo, e, no meu gosto pessoal, também gosto ds brancos maduros, com evolução e madeira qb. Não deixem de visitar o blogue dele.



" Quem me conhece sabe que me bato pelo consumo dos vinhos brancos maduros. Não é que não goste deles acabados de sair. Gosto e muito, mas retiro um prazer especial dos vinhos com um pouco mais de idade. Ok! Ok! São para consumir em alturas diferentes. Sei disso!
Regra geral, os vinhos que evoluem positivamente, só com a idade mostram a verdadeira essência. Só passado o período do deslumbramento tropical, floral e frutal (sei que a palavra não existe. Sou burro, mas não sou tanto!),…, é que vemos revelada toda a sua magia.
A esta altura da argumentação, já me começa a enrolar a língua, engadanham os dedos, entorpece o cérebro. Os argumentos não querem sair e os impropérios que passo a cuspir não são suficientes para me satisfazer na explicação.
Aqui há dias, tentava eu mais uma vez dar luz aos argumentos quando por fim a vi (por acaso foi no dia de um jogo do SLB, mas esta luz nada tem a ver com a da catedral). Epifania por fim. Ainda que altamente machista (as meninas que me perdoem) penso que todos entenderão visto tratarem-se de estereótipos comuns na sociedade.
Se comparar os vinhos brancos a perfis femininos, vejo no novo a “gaja boa”. Carinha laroca e um corpo deslumbrante (com ou sem plástica) que faz palpitar todo o sistema hormonal de um homem. Em maior ou menor escala há o apelo primário à satisfação da carne e pouco mais.
Já um vinho com mais idade, com alguma evolução, comparo à mulher madura, elegante, não necessariamente bonita no sentido “barbie” mas, charmosa e inteligente, profunda e com mais camadas para ir descobrindo. Apelo emocional em detrimento do hormonal.
Não tem mal preferir um ao outro. Ambos têm atributos distintos e adaptáveis ao momento. Já fico contente se passarem a considerar os dois como propostas válidas e abandonarem essa ideia ainda reinante de que branco que não seja mamado em novo mais vale ser gasto nos tachos. Este tipo de vinhos, feitos com tecnologia apropriada, tem todas as condições para durar bons anos. Quando feitos propositadamente para o efeito… muitos anos.
A vantagem nos vinhos é que a sociedade não torce o nariz se andármos a bicar ora na gaja boa, ora na madura.
Cá por casa andamos nos brancos com mais idade, com alguma evolução. Procuramos a mineralidade, o salgadinho e a complexidade harmoniosa. Procurem, procurem voçês também que vão encontrar agradáveis surpresas.
Não tenham medo de experimentar, não tenham medo de errar, não se deixem formatar.
Peço-vos."

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

ALENTEJO E DOURO REIS EM MACAU

Quem trabalha com vinhos garante que Macau brinda cada vez mais à vida ao sabor de marcas portuguesas. Douro e Alentejo estão no topo das preferências locais.
Para muitos, "Putaoya" é apenas Portugal em mandarim. No entanto, o significado desta palavra de pronúncia complicada pode ser revelador, já que quer dizer nada mais, nada menos do que "país da uva". Coincidência? Talvez não.

Reconhecidos dentro e fora de portas, os vinhos portugueses coleccionam prémios e um dos mais recentes chegou do Continente, depois de o "TRePA tinto 2007″ter sido colocado na lista do "Ruby Award Top 100 Wines in China 2011" pela revista Wine in China. Apetece dizer que o galardão é apenas mais um a juntar-se a tantos outros. Contudo, tal análise seria pouco cuidada e irrelevante. Pelo menos aos olhos da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

De acordo com dados de 2010, as taxas de crescimento das exportações portuguesas para a China cresceram 155 por cento, tendo atingido os 7,4 milhões de dólares americanos, a que se somaram ainda 2,1 milhões para Hong Kong (mais 123 por cento) e 0,44 milhões para Taiwan (mais 99 por cento). Quanto a Macau, na altura, sofreu um recuo (6,1 milhões de USD, ou seja, menos 5,8 por cento).

Já em 2011, estimativas da AICEP apontavam para um aumento no Continente próximo dos 100 por cento e uma ligeira recuperação em Macau, onde é possível constatar que têm maior protagonismo os vinhos de duas regiões em particular: Douro e Alentejo.

"O interesse, claro, continua a existir", começa por explicar a gerente de marca da empresa de distribuição Seapower, Andrea Chang. "No entanto, temos assistido a uma mudança na procura de vinhos portugueses. Além dos tradicionais, que podem ser encontrados nos supermercados, existem mais pessoas interessadas em algo moderno e com maior qualidade, mais próximo do estilo francês. Os produtores sabem disso, daí que já existam vinhos mais internacionais, com misturas de castas".

Os tintos continuam a ser os mais procurados, mas o mercado também tem espaço para brancos e outras bebidas alcoólicas, caso do champanhe, conhaque e whisky.

A extensa variedade de produtos também se reflecte nas suas origens e, no caso dos produtos vitivinícolas distribuídos pela líder de mercado da RAEM, os principais "adversários" de Portugal são made in França e Itália. Depois, há ainda que contar com a concorrência da Austrália, Chile, Estados Unidos da América (Califórnia), e Nova Zelândia.

"Oferta é enorme"

Em Macau, Tomás Pimenta é um nome indissociável destas lides. E sobre a existência de vinhos portugueses no mercado, o marchand da Vino Veritas considera que "a oferta é enorme".

Quanto ao seu portfólio, destaca a excelência dos vinhos do Douro, não esquecendo os alentejanos. Ambos, na sua opinião, são "líderes". Um facto realçado pela aceitação no mercado: "Ao nível de vendas, no geral, é equilibrado".

Quem também lida, todos os dias, com garrafeiras e palatos mais ou menos apurados é David Higgins. O fundador da casa de vinho Macau Soul, situada junto às Ruínas de São Paulo, não tem dúvidas em afirmar que a qualidade dos vinhos do Douro e Alentejo servem "uma mistura de sabores fantásticos". No entanto, neste "duelo" de excelência, acaba por enaltecer as qualidades do primeiro, já que, no espaço que gere, muitos clientes procuram especificamente os néctares da região norte de Portugal.

"O Douro tem uma imagem trabalhada. Toda a gente já ouviu falar da região", explica Higgins antes de apontar o Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2005 como um dos mais recentes ex-libris da região. Um vinho que, em 2008, foi considerado o terceiro melhor do mundo pela revista norte-americana Wine Spectator.

Crescimento em perspectiva

David Higgins e a sua mulher Jacky há muito que conhecem a realidade de Macau, no que diz respeito aos vinhos. "Nos anos 1960 e 1970, as pessoas que vinham maioritariamente de Hong Kong tinham, aqui, poucas possibilidades de escolha. Mas nos últimos 15 anos, o mercado estendeu-se e a oferta cresceu muito", assinala o casal inglês que tem no seu espaço cerca de 430 vinhos portugueses.

A ajudar a este desenvolvimento está a indústria hoteleira e o sector do jogo, uma vez que ambos "procuram oferecer produtos internacionais de qualidade", aponta Andrea Chag da Seapower. Para a responsável da empresa de distribuição, tanto a RAEM como a RAEHK têm crescido em termos de mercado, mas é no Continente que "existe um verdadeiro aumento". Uma boa razão para apostar, ainda mais, na promoção dos vinhos portugueses em Macau, acredita Tomás Pimenta, que aproveita para lançar um conselho: "Trazer diversos chefs de Portugal e fazer jantares ou almoços com sentido gastronómico. Ou seja, escolhia-se um vinho português para fazer par com alguns pratos". Querem melhor apresentação?

Para todos os gostos

Entre os vinhos do Douro e do Alentejo, o enófilo Luís Herédia realça que existem claras diferenças. Primeiro, porque "não existe só um Alentejo". "Da zona de Estremoz e para cima é possível fazer vinhos mais frescos que conseguem ganhar mais acidez, o que os torna menos pesados. Tem que ver com a altitude do terreno", explica.

No entanto, na restante região o vinho é "bastante frutado e fácil de beber". "O que isto quer dizer? Não tem muita acidez, coisa que, aqui, os chineses não gostam muito".

Quanto à Região Demarcada do Douro, o também vice-presidente da Confraria de Vinhos de Macau destaca que "os vinhos com grande aceitação são os de Cima Corgo e do Douro Superior". Ai, "há terrenos com boa exposição, vinhas velhas bem tratadas, adegas bem apetrechadas que permitem ter vinhos de alta categoria com uma característica: as castas portuguesas, não só como a Touriga Nacional, mas também como a Touriga Franca, Tinta Roriz".

Fonte:
http://pontofinalmacau.wordpress.com/ P.G.

EISWEIN 2010

Vinho do gelo é um vinho alemão e é produzido com as uvas congeladas tendo assim grande concentração de açúcar e de acidez. As uvas só são colhidas em fins de Novembro inicio de Dezembro, como os colheita tardia, e só são apanhadas, manualmente, quando a temperatura desce aos -8º. Todos estes vinhos são controlados pelo governo alemão e se não tiverem as características ideais, não poderá ser produzido. Este vinho aqui hoje apresentado foi uma descoberta muito boa de um bom vinho, a um preço espectacular e que vale bem a compra para provarem e ficarem fãs deste tipo de vinhos.

Aspecto límpido, cor amarelo palha e lágrima presente. No nariz mel, fruta madura, com boa complexidade, sendo na boca a parte mais intensa do vinho. Um equilibrio muito bom entre a fruta e a acidez, dando um vinho doce mas não enjoativo. Intenso, meloso, acidez perfeita, encorpado, com final de boca excelente. Pena o rótulo não ter muita informação sobre o produtor deste vinho. Foi comprado no supermercado Aldi, e se encontrasse  mais, comprava umas garrafas. Acompanha na perfeição sobremesas com base em ovos ou tarte de limão e maracujá.


Nota: 16,5
Preço: 5,99€
Produtor: Andreas Oster
Enólogo: ?

2º ANIVERSARIO ADEGA DOS LEIGOS

É com enorme prazer que venho aqui hoje deixar um forte agradecimento a todos os que seguem o blogue, aos que me conhecem pessoalmente, aos que gostam, aos que gostam menos, aos que adoram vinho e tudo o que envolve o tema. São dois anos de evolução, ainda leigo mas com muita vontade de querer aprender e querer saber mais, para transmitir sempre uma informação digna e fiel. Um muito obrigado a todos, continuem a seguir o blogue para ver se comemoramos o 3º aniversario juntos. 

Muito obrigado,

Nuno Ciríaco
Adega dos Leigos

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

IMPÉRIO RESERVA 2001

Caves do Freixo é o produtor deste vinho. Um vinho feito com 95% de Baga e 5% Touriga Nacional.  É um vinho da Bairrada, que mostrou-se de boa saúde e com muita qualidade. 

Aspecto límpido, lágrima presente e de cor vermelho escuro com nuances acastanhados.

No nariz, aromas a fruta madura, cacau e pimenta, couro.

Na boca revelou-se elegante, especiado, boa acidez, bom equilíbrio, intensidade média e de final de boca médio.
Um vinho com bom corpo, a notar-se alguma evolução mas sem se perceber demasiado a idade que tem.





Nota: 16
Preço: 11€
Produtor: Caves do Freixo
Enólogo: Rui Alves

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Novos Esporão Reserva Tinto 2009 e Esporão Private Selection Tinto 2008


Produzido apenas nos melhores anos, o Esporão Private Selection tinto 2008 “Garrafeira” foi feito a pensar na evolução em garrafa, sendo vinificado em pequenos lagares seguindo-se um período de estágio de 30 meses.

A estrutura e carácter do Private Selection 2008 são o resultado da frescura da Primavera e condições extremas do Verão de 2008 e da selecção das castas  DOC Alicante Bouschet, Aragonês e Syrah.
Proveniente de uvas colhidas manualmente de vinhas com uma idade média de 20 anos, produziu-se este vinho, de intensa cor granada, onde predominam as sugestões de frutos pretos envolvidos em ligeiro tostado. O Esporão Private Selection 2008 é um vinho robusto, ideal para acompanhar pratos de caça ou queijos de pasta mole e que deve ser consumido a uma temperatura entre os 16 e os 18ºC.
O Esporão Private Selection Tinto 2008 tem um preço recomendado de €35 e encontra-se disponível nas melhores garrafeiras.



O Esporão Reserva Tinto 2009 resulta de um Verão que se caracterizou por muito quente e que originou uvas de grande concentração. A partir das nossas melhores vinhas com uma idade média de 15 anos, seleccionamos e colhemos manualmente, o Aragonês, a Trincadeira, o Cabernet Sauvignon e Alicante Bouschet. Seguiu-se a fermentação com temperaturas controladas, em lagares de inox, depois um estágio de 12 meses em carvalho Americano e Francês, e após o engarrafamento seguiram-se outros 12 meses em garrafa. Assim surge o Esporão Reserva Tinto, de aspecto límpido e de cor granada, onde predominam os aromas intensos a frutos vermelhos maduros com suaves notas de madeira nova. Um sabor envolvente que é ideal para acompanhar entradas com cogumelos Míscaros ou Portobello. Deve se consumido a uma temperatura dos 16 aos 18ºC.

O Esporão Reserva Tinto 2009 foi fermentado com temperaturas controladas, entre os 22º e os 25ºC, em lagares de inox. Após um estágio de 12 meses em carvalho Americano e depois Francês, seguiu-se o engarrafamento durante mais de 12 meses em garrafa.

O Esporão Reserva Tinto 2009 tem um preço recomendado de €16.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

MOSCATEL ROXO SETÚBAL 2007

Sivipa, Sociedade Vinícola de Palmela é o produtor deste vinho licoroso, feito com a casta Moscatel Roxo. Feito apartir de vinhas com média de 8 anos, este moscatel traz bons aromas, boa acidez e boa boca. Um vinho equilibrado, bem feito e com relação preço/ qualidade muito boa.

Aspecto límpido, lágrima persistente e de cor âmbar. 

No nariz, casca de laranja, figos secos e mel. 

Na boca mostra-se muito equilibrado, untuoso, meloso, com laranja cristalizada, acidez e açúcar no ponto, intenso de de final de boca longo. Bom vinho.





Nota: 15,5
Preço: 11€ pvp
Produtor: SIVIPA
Enólogo: Filipe Cardoso

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

PEQUENOS REBENTOS 3 BARRICAS GRANDE RESERVA 2008

Começamos então o ano a comentar mais um vinho do enólogo Márcio Lopes, produtor e enólogo do Pequenos Rebentos. Já tinha comentado aqui o Pequenos Rebentos Alvarinho 2010 e chegou-me ás mãos este Pequenos Rebentos  3 Barricas Grande Reserva. Um vinho do Douro, feito com a casta Touriga Nacional, sendo produzidas apenas 900 garrafas. 

Com um aspecto límpido, cor vermelho carregado com laivos violeta e de lágrima persistente. Nos aromas mostrou-se em pleno, com ameixa preta, violeta mas agora em flor, canela e especiarias. Na boca o casamento da fruta com a madeira está excelente, complexo, fresco, não está pesado como alguns vinhos do Douro, acidez muito equilibrada, com taninos redondos, intenso e de final de boca longo e persistente. Pena não haver muitas garrafas.



Nota: 16,5
Preço: 14€
Produtor: Márcio Lopes
Enólogo: Márcio Lopes

BOM ANO DE 2012

Caros leitores, enófilos de topo, de baixo e dos lados, todos aqueles que seguem o blogue, um desejo muito forte de um ano 2012 muito positivo, que corra bem, que haja saúde, boa pinga e daqui a nada estamos noutra passagem de ano. Mas até lá, vamos viver o melhor que podermos. Espero que continuem a seguir o blogue, pois eu vou tentar estar sempre a dar informação, noticias, comentar vinhos e tudo o que me for possível fazer para estarem devidamente informados. Tenham um ano 2012 completo.                                                                                                                                                           
Nuno Ciríaco