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terça-feira, 19 de junho de 2012

CARACÓIS COM VINHO? PORQUE NÃO?

É sabido pela maioria que o belo do caracol vai bem com uma boa cerveja fresquinha. Pelo menos a mim sabe-me muito bem mesmo. Mas, e quem não gosta de cerveja? Não tem direito? Com sumo? Não me parece. Foi então que perguntei a alguns especialistas na área e fui para casa para as comprovar. Ora, caracóis, bastantes oregãos, bacon, cebola, azeite, ligeiro piripiri e..........


um belo dum espumante bruto para acompanhar os meninos ou a escolha de vinhos brancos com acidez alta. Ficam muito bem casados na boca, e isso é o que se quer. Os vinhos ficam à vossa escolha, pois têm aqui no blogue muitas opções. Experimentem e depois digam de vossa justiça.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

QUE VINHOS O CONSUMIDOR PREFERE

Já por várias vezes, em supermercados, vejo grandes consumidores de vinho. Normalmente, metade não escolhe, nem olha para outras garrafas, vão directos à marca que preferem, ou que podem comprar. Quando um consumidor, habituado a beber vinho todos os dias, que compra vinho até 2,5€ por garrafa, quando escolhe comprar um vinho de 5€ ou mais nota a diferença no vinho? Ou nota diferença no preço?

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

10 CONSELHOS PARA A ESCOLHA DE UM VINHO

 1 Atenção à temperatura
Evite os vinhos expostos ao calor. Altas temperaturas são terríveis, porque cozinham o vinho e muitas vezes estufam a rolha, permitindo a entrada de ar e a oxidação da bebida.

2 Cuidado com a luz
Evite os vinhos expostos ao excesso de luz, o que acelera o processo de oxidação da bebida. Claro que num supermercado não sabemos por onde o vinho andou.

3 Nada de vinhos caros
 Rótulos de mais de 25€ não são para o dia a dia e é melhor comprá-los nas distribuidoras ou em certas garrafeiras.Existem muito bons vinhos a preços excelentes.

4 Observe a cápsula
Se estiver estufada ou com vazamento é um péssimo sinal, geralmente prova de que o vinho foi exposto ao calor.

5 Tampa de rosca não é defeito
Não tenha preconceito com a screwcap, a tampa de rosca: ela não é indicação de vinhos piores. Há grandes produtores usando o novo conceito em vez de rolha.

6 Não tenha medo de errar
Ouse, compre vinhos que não conhece. Se o vinho não agradar, será só uma garrafa, mas se cair no seu amor, você terá ganho um novo rótulo para variar.

7 Peça ajuda
Os grandes supermercados costumam ter entusiasmados vendedores, que vão saber orientar e tirar suas dúvidas.

8 Desconfie de ofertas muito sedutoras
Se o preço for baixo demais, compre só uma garrafa e prove. Se o vinho valer a pena, volte e compre mais.

9 Fique atento à idade
Certos tipos de vinhos e uvas não aguentam muito, desconfie das garrafas com mais de 5 anos na prateleira do supermercado .

10 Não beba rótulos
Há deliciosos produtos em todas as faixas de preço e para todas as ocasiões. Não tenha vergonha de provar vinhos mais baratos.
 
Espero ter ajudado.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Como saborear um vinho

Visão, olfacto e paladar: estes são os sentidos que têm de estar bem apurados quando se saboreia um vinho. A prova é utilizada para avaliar o vinho e apesar de parecer um pouco complexa, qualquer um pode realizá-la.

Comece por olhar o vinho e repare bem na sua cor. Depois, leve o copo ao seu nariz e sinta os aromas que estão a ser libertados. Se quiser, mexa o copo ligeiramente para estimular a libertação de outros aromas. Leve o copo à boca e beba um gole: o sabor é a combinação entre aquilo que o olfacto detectou e aquilo que é sentido pelo paladar. Na boca vai sentir a estrutura do vinho e a sua acidez.

Como se faz o vinho

A boa qualidade das uvas é uma condição essencial para a elaboração de vinhos de qualidade, mas não a única. É essencial controlar a forma de transportar as uvas, seleccioná-las, controlar as cubas onde o mosto fermenta, realizar operações enológicas necessárias e decidir quanto tempo o vinho ficará em estágio.

Ainda que a história de um vinho comece na vindima e termine na garrafa, os métodos para produzir um vinho diferem. Na elaboração de vinho branco é essencial retirar as peles dos bagos e qualquer parte lenhosa do cacho, por outro lado, nos vinhos tintos as peles ricas em taninos e pigmentos são utilizadas na fermentação e fundamentais para criar vinhos com boa cor e complexos. Os vinhos rosés podem ser elaborados através de métodos semelhantes aos do vinho branco ou tinto.
Fonte: Infovini

Taninos, o que são e como encontrá-los

PARA QUE SERVEM OS TANINOS, como reconhecê-los, onde estão? A palavra é aplicável a brancos ou está restrita ao mundo dos tintos? Esta palavra tão comum, e simultaneamente tão incompreendida, significa o quê? Os taninos não possuem aroma ou paladar, limitando-se a acrescentar sensações tácteis ao vinho. Numa explicação forçosamente simplista, taninos são compostos químicos (polifenóis) que têm a interessante capacidade de interagir com as proteínas, aglutinando-as, aumentando dessa forma a sua dimensão molecular. Em termos práticos, os taninos criam estrutura.

Literalmente! Ou seja, os taninos interagem com as proteínas naturais da nossa saliva, alterando a sua composição e textura, criando uma superfície rugosa, plena de arestas – a famosa adstringência, que não é mais do que a impressão de secura e rugosidade provocada pelos taninos. Em vez da “humidade lisa” a que estamos habituados quando passamos a língua pelo palato, experimentamos uma resistência ao escorregamento, como se a língua se tivesse tornado cortiçada. Os taninos vêm predominantemente da uva e, em menor parte, da eventual madeira nova de estágio. A pele, grainhas e engaço são particularmente ricas em taninos, ao contrário da polpa. Logo, quanto maior for o contacto com grainhas, películas e engaço, maior será o potencial taninoso do vinho. Como a maioria dos vinhos brancos e rosados não estiveram em contacto com grainhas, películas e engaço, o seu nível de taninos é substancialmente inferior ao presente no vinho tinto. No entanto, a ideia de que os vinhos brancos não têm taninos não passa de um mito. Técnicas enológicas como o estágio em madeira nova e/ou a “battonage” (agitamento periódico das borras) podem potenciar o nível de taninos.

PARA QUE SERVEM OS TANINOS?
Os taninos actuam como conservantes naturais que prolongam a vida activa do vinho. À medida que os vinhos envelhecem, os taninos suavizam-se, tornando-se mais aprazíveis, provocando texturas mais delicadas e menos agrestes.

PERCEBER OS TANINOS... BEBENDO CHÁ
Os taninos não são um exclusivo do vinho. Encontram-se na pele fina das nozes, por exemplo, e sobretudo no chá. Experimente fazer chá preto, chá a sério, da folha de chá e não o dos pacotinhos. Deixe assentar, e sirva-o sem qualquer acrescento que o suavize, açúcar incluído. Vai entender de imediato o efeito do tanino! Aliás, a apetência oriental pelo chá explica, em parte, a facilidade com que vinhos jovens e taninosos são tão bem recebidos no Oriente.

■ Experimente um vinho jovem da Bairrada, da casta Baga. Para além do travo de acidez, encontrará com facilidade a forte presença de taninos, uma secura que tornará a língua e o palato extremamente rugosos.

■ Experimente um Beaujolais Nouveau ou um vinho novo alentejano. Irá perceber a docilidade da boca, a suavidade no palato. Inevitavelmente, terá de os beber muito jovens, por não terem capacidade de envelhecimento.