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sexta-feira, 28 de março de 2014

VINHA D`ERVIDEIRA COLHEITA TARDIA 2012

Cada vez mais as pessoas vão conhecendo os vinhos de colheita tardia. São vinhos doces, bons para acompanhar sobremesas. E sim, existem alguns produtores em Portugal que os fazem. Mas quem nunca provou, não comecem por este por favor. Não é um exemplo de um bom colheita tardia e isso depois vai fazer com que percebam mal o conceito. Um vinho sem o perfil que deve ter, sem equilíbrio entre doçura, acidez e frescura. A casta Antão Vaz não mostra aqui qualquer potencial para fazer este vinho, o que é uma pena. Um vinho pesado, maçudo, sem garra. Não gostei, e quem estava à mesa também teve a mesma opinião.  

Região: Alentejo
Castas: Antão Vaz
Tipo: Colheita Tardia
Produtor: Ervideira Vinhos

Nota Pessoal: 13,5
Preço: ?

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

QUINTA EDMUN DO VAL LATE HARVEST

Este produtor tem um dos alvarinhos que mais gosto. E agora lançou este colheita tardia feito de alvarinho. Estava bastante ansioso de abrir a garrafa, e foi este sábado passado que foi aberta. Um vinho que se quer doce, onde eu aprecio bastante um bom equilibrio entre fruta, acidez e o açucar. Nota-se bem a casta, com notas de banana, pêssego e alguma fruta tropical, acidez bem presente e em harmonia com a fruta, tornando um vinho com alguma elegância na boca mas pouco expressivo no nariz, pois os aromas são todos muito suaves. Quanto à doçura, ela está presente mas para o conjunto podia ter mais um pouco, dando mais corpo ao vinho e ficando um vinho um pouco mais untuoso e complexo. Mas tendo em conta o grau alcoólico deste vinho, é um bom vinho. Gostei, mas para o preço que é vendido, dá que pensar se é escolha certa. E para quem quer provar este vinho, apressem-se, pois só foram produzidas 594 garrafas.



Região: Vinho Verde
Castas: Alvarinho
Tipo: Colheita Tardia
Álcool: 12%
Produtor: Adega Edmun Do Val SL

Nota Pessoal: 16
Preço: 30€

domingo, 15 de dezembro de 2013

THYRO COLHEITA TARDIA 2011

Cada vez mais os vinhos de colheita tardia são muito apreciados. Por serem doces, por serem diferentes dos Vinhos do Porto e Moscatéis, que são igualmente doces mas mais alcoolicos. Este é a nova colheita deste produtor, e é simplesmente maravilhoso. Com uma cor muito carregada, não tão habitual neste género de vinhos, onde são mais dourados, este faz lembrar em cor os Tokaj, da Húngria. E não é só na cor que este vinho tem parecenças com os húngaros, na boca faz lembrá-los e muito. O produtor de inicio não gostou muito da cor, pois estava a fujir ao que já tinha feito, mas o facto de se ter "esquecido" das uvas e fazer a apanha das mesmas muito tarde mesmo, deu este néctar. Na boca é um vinho encorpado, com frescura e acidez perfeitas, uma doçura bem integrada no conjunto, onde se faz sentir as frutas cristalizadas e os frutos secos, sendo um vinho intenso e de final longo e persistente. Estamos em época de Natal, e como tal pode ser um bom motivo para comprar uma garrafinha. Para acompanhar sugiro os bolos secos como bolo rei, trança de Natal ou então algum doce com ovos.




Região: Douro
Castas: Semillon
Tipo: Colheita Tardia Branco
Álcool: 13,5%
Produtor: João Cardoso Lopes

Nota Pessoal: 16,5
Preço: a rondar os 14€

segunda-feira, 23 de julho de 2012

GRANDJÓ COLHEITA TARDIA 2006

Que maravilha esta. É espectacular quando abrimos uma garrafa e deparamos com tamanha qualidade, tamanha satisfação, tamanha grandeza dentro dum bocado de vidro. Caí no copo com algum corpo, dizendo que algum açúcar se vai notar quando metido à boca. Cor dourada, límpido, capaz de nos fazer água na boca antes mesmo de o provar. Notas de mel, fruta passa, ligeira madeira. Boca doce, encorpado, laranja cristalizada, floral, nunca deixando a sua frescura de lado, intenso e de final longo e persistente. Um colheita tardia português de grande classe.












Região: Douro
Castas: Semillon
Tipo: Colheita Tardia Branco
Álcool: 12%
Produtor: Real Companhia Velha

Nota Pessoal: 17,5
Preço: a rondar os 15€ em garrafeiras

segunda-feira, 25 de junho de 2012

CONCHA Y TORO LATE HARVEST 2009

Este Colheita Tardia chegou-me ás mãos pelo meu amigo Luís. Veio directamente do Chile, atravessou o Atlântico e veio cá parar a casa, juntamente com outros vinhos que lhe tinha pedido para trazer. Mas este foi surpresa. E que boa surpresa. Já tinha provado um Colheita Tardia deste produtor, Concha Y Toro, e que gostei bastante, mas este ainda é melhor. Obrigado Luís.

De cor amarelo dourado, límpido e de lágrima presente.
Nos aromas, destacou-se mel, pêssegos maduros e papaia, intenso. Na boca revelou um excelente corpo, cheio, untuoso, com notas de mel e ligeira fruta madura, mas presente. Muito suave, intenso e de final longo e persistente. 

Acompanhou na perfeição um Bolo de Rolo maravilhoso, e podem ler a receita aqui.






Região: Chile
Castas: Sauvignon Blanc
Tipo: Colheita Tardia
Álcool: 12%
Produtor: Viña Concha y Toro S.A.

Nota Pessoal: 16,5

quinta-feira, 5 de abril de 2012

MONTE CASCAS COLHEITA TARDIA 2010

Feito com Fernão Pires, vinha com 104 anos em Almeirim, este colheita tardia tem raça. Vindimadas as uvas no final de Outubro, este vinho está muito bem feito e com grande equilíbrio. Esta casta é um risco devido a ser muito frágil e sensível ás geadas e ás secas, sendo por isso mesmo as primeiras a serem vindimadas. Ainda bem que o clima foi bom para conseguirem as uvas no ponto certo para este vinho.

Aspecto límpido, de cor amarelo palha e de lágrima presente, com 10,5% de álcool.

No nariz, floral,  frutado, com toranja e alperce, mel.

Na boca, doce, com excelente equilíbrio entre a fruta e acidez, com açúcar perfeito, untuoso, novamente mel, fruta bem madura, intenso e de final de boca médio/ longo. 
Um colheita tardia perfeito para acompanhar uma boa sobremesa, como uma maçã assada com bolacha crocante e canela.



Nota: 16
Preço: 12,90€
Produtor: Casca Wines
Enólogo: Hélder Cunha e Frederico Vilar

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

EISWEIN 2010

Vinho do gelo é um vinho alemão e é produzido com as uvas congeladas tendo assim grande concentração de açúcar e de acidez. As uvas só são colhidas em fins de Novembro inicio de Dezembro, como os colheita tardia, e só são apanhadas, manualmente, quando a temperatura desce aos -8º. Todos estes vinhos são controlados pelo governo alemão e se não tiverem as características ideais, não poderá ser produzido. Este vinho aqui hoje apresentado foi uma descoberta muito boa de um bom vinho, a um preço espectacular e que vale bem a compra para provarem e ficarem fãs deste tipo de vinhos.

Aspecto límpido, cor amarelo palha e lágrima presente. No nariz mel, fruta madura, com boa complexidade, sendo na boca a parte mais intensa do vinho. Um equilibrio muito bom entre a fruta e a acidez, dando um vinho doce mas não enjoativo. Intenso, meloso, acidez perfeita, encorpado, com final de boca excelente. Pena o rótulo não ter muita informação sobre o produtor deste vinho. Foi comprado no supermercado Aldi, e se encontrasse  mais, comprava umas garrafas. Acompanha na perfeição sobremesas com base em ovos ou tarte de limão e maracujá.


Nota: 16,5
Preço: 5,99€
Produtor: Andreas Oster
Enólogo: ?

segunda-feira, 11 de julho de 2011

CHÂTEAU LES COUTINES 2009

Num almoço, um amigo diz-me que trouxe um vinho branco para beber-mos. Um vinho branco que o tio, que vive em França e é produtor de Champagne, trouxe para o pai do meu amigo, e que como não aprecia vinho branco, colocou a garrafa no frigorífico. Como já estava a ocupar no frio, resolveu levar sem saber o que era. Ao almoço, bem fresquinha, a garrafa vai para a mesa. Pela cor, fiquei interessado, e logo que pousou no copo, ainda mais. Mas, depois de lhe tomar o aroma, disse-lhe para colocar novamente a garrafa no frio, porque ia-mos saborear o vinho no final. Porquê? Porque estávamos perante um magnifico colheita tardia. Com um aspecto limpido, lágrima média e de cor dourado. No nariz, potente. Limpo, jovem e pronunciado. Frutos tropicais como abacaxi e damasco, mel com boa intensidade, floral. Na boca, doce, encorpado, confirmando o aroma com mel e papaia muito madura, muito frutado, intenso e de final de boca médio/alto. Excelente acidez e de qualidade muito boa. Um vinho magnifico. Separados apenas pelo Sauternes Garonne, os vinhos doces de Saint-Croix-du-Mont são conhecidos por serem os melhores na margem direita, e o açúcar residual que têm  dá-lhes um excelente potencial de envelhecimento. Adorei.

Nota: 18,75
Preço:?

quinta-feira, 24 de março de 2011

SPATLESE LATE HARVEST


Ontem fui a um supermercado Aldi ver os vinhos que por lá têm. Encontrei umas coisas interessantes mas o que me despertou mais foi este. Pelo rótulo, não comprava, mas como eu gosto de ler os contra-rótulos, veio comigo para tirar teimas. Pelo preço e o tipo de vinho que dizia ser, não ia vingar nem no copo nem em lado nenhum, mas foi uma agradável surpresa. Um colheita tardia alemão, do Baron Von Schorlemer de Rembert, em Tyskland. Abri a garrafa e gostei, considerando o preço do vinho, é uma boa escolha.
Para quem nunca provou um colheita tardia por serem fora do orçamento para a maioria, pois normalmente começam nos 9€ uma garrafa de 375 ml, este é de 750 ml e o preço apenas 1,99€., este é um bom começo para provar este tipo de vinhos, e que este não sendo nenhum vinho de arromba, mostra o que é mais parecido com este tipo de vinhos e dá ás pessoas a oportunidade de provar um colheita tardia light, que é o nome que lhe dei.

Com uma cor amarelo palha, limpido e lágrima média.

No nariz, limpo, pera cozida, manga de lata, melaço.

Na boca, muito fresco, agradável, frutado, com boa acidez, intensidade média e de final médio.

Um vinho que gostei, pois vou voltar para comprar mais umas garrafas, pois em relação qualidade/ preço é muito bom. Provei sózinho, depois com queijo Roquefor mas podem experimentar  com queijos mais fortes e intensos, e também experimentei com um doce de abóbora e queijo fresco, ao qual o vinho casou na perfeição. Não se trata de um colheita tardia genuino, mas pelo preço, vale muito a compra.

Nota: 14,5
Preço: 1,99€ nos Supermercados Aldi.

terça-feira, 22 de março de 2011

HÉTSZÕLÕ 2002

Mais um colheita tardia provado, e que vinho. Muitos dos colheitas tardias que temos por cá são de garrafas de 375 ml mas este é de 500 ml e com um preço muito interessante. Tokaji é a denominação recebida pelos vinhos produzidos na região de Tokaj-Hegyalja  na Hungria e também numa pequena extensão da Eslováquia. Vinhos bons para sobremesas, ligeiramente adocicados que dão muito prazer ao bebê-los. Este mostrou-se com uma cor dourado, limpido e com lágrima persistente. No nariz, maravilhoso. Mel, maçã madura e alguma baunilha. Na boca, muito suave, espesso, excelente acidez a casar muito bem com o seu doce, intenso e de final de boca longo. Também calha muito bem com queijo Roquefor. Quem puder experimente, vale muito a prova.

Nota: 17,5
Preço: 16€ nas garrafeiras, este foi comprado na Delidelux em Lisboa.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

OUTONO DE SANTAR 2005

Quem nunca provou ou sequer ouviu falar de vinhos de colheita tardia, tem aqui uma boa hipótese para começar a saber o que são. São vinhos geralmente mais doces, ditos de sobremesa. As uvas são apanhadas mais tarde que a vindima normal, desidratando a uva e ganhando o nome de podridão nobre. Já na fase de caminhar para passa, a uva consegue dar estes magnificos vinhos. Este Outono de Santar 2005 é um vinho agradável para começar a saber como são estes vinhos.

Aspecto limpido, lágrima persistente e de cor amarelo palha.

No nariz, limpo, fruta seca, amêndoa, terra molhada. 

Na boca, meio-doce, fresco, algum citrino, casca de laranja, untuoso, de intensidade fraca e de final de boca médio.

Como disse, para quem não conhece, acho que é um bom vinho para começar a apreciar, mas a mim não me convenceu, pois conheço outros e este fica bem atrás deles. Acompanhem com um bolo de chocolate ou um doce regional que vai acompanhar muito bem. Beber fresco.

Nota: 15,5
Preço: a rondar os 11€, garrafa de 0,50l. Podem encontrar no Jumbo.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

OREMUS LATE HARVEST 2007

Comprei este colheita tardia para o jantar de ano novo. Ouvi falar muito bem deste produtor e quis experimentar. Os vinhos que realmente me dão prazer nas sobremesas são os colheitas tardias, pois não são muito doces e jogam muito bem com alguns doces. Este não fugiu à regra.

Aspecto limpido, lágrima persistente e de cor amarelo. No nariz, limpo, jovem e de intensidade média. Os aromas foram muito tropicais, como manga e ananás, com ligeiro toque floral. Na boca, meio doce, acidez média e a jogar bem, frutado, encorpado, quase meloso, com uma intensidade média e de final de boca médio. Boa qualidade foi o que encontrei neste vinho, que me agradou bastante.

Nota: 16,25
Preço: 12€

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

ACOMPANHAMENTO DO JANTAR E ALMOÇO DE NATAL


Mais um Natal passou, com saúde, e tudo o que achamos que nos faz feliz neste dia. Para mim, familia e bom convivio. Ao jantar, o bacalhau e o polvo com os respectivos acompanhamentos, e ao almoço do dia seguinte, o belo do perú recheado. Claro que se abriu uns vinhos para acompanhar a comida, para nos acompanhar numas boas conversas, e tudo o que viesse. O Natal foi em casa de familiares, e as escolhas vinicas foram do meu cunhado. Boas escolhas.



Para começar, um Quinta da Alorna Abafado 5 Anos.
Aspecto limpido, lágrima persistente e de cor ambar. No nariz, limpo, jovem, intensidade médio , amendoa e figo, com algum pessego bem maduro. Na boca, mostrou-se ainda mais. Doce, baixa acidez, encorpado, amendoa e mel em destaque, mas sem ser enjoativo. Um bom licoroso à qual fiquei fã.



Depois ao jantar, a companhia foi Quinta da Pedra Alta Touriga Nacional 2007.
Aspecto limpido, lágrima persistente e de cor vermelho violeta. No nariz, limpo, jovem e de intensidade média. Frutos vermelhos, floral, um pouco especiado, e algum caramelo suave. Na boca, seco, corpo médio +, especiado, taninos suaves, intenso e de final de boca longo. Um bom Touriga Nacional, bem trabalhado e com potencial de guarda.

Foto tirada do blogue Comer, Beber e Lazer

No final, um Moscatel Roxo da Casa Agricola Horácio Simões.
Aspecto limpido, lágrima persistente e de cor castanho. No nariz, limpido, desenvolvido e de intensidade pronunciado, flor de laranjeira, figos e mel. Na boca, doce, encorpado, acidez baixa, intensidade média e de final de boca longo. Excelente qualidade.



Ainda se abriu um Niepoort LBV 2005.
Aspecto opaco, lágrima persistente e com cor vermelho violeta escuro. No nariz, limpo, jovem, de intensidade média. Fruta em compota, ameixa e cereja, amêndoa, noz. Na boca, doce, encorpado, meloso, mais fruta madura, de intensidade média e de final de boca longo. Um bom LBV.



No dia seguinte, a acompanhar o almoço, o Manta Preta Reserva 2005.
Um vinho que não vingou à mesa. Esperava muito mais deste Touriga Nacional com Tinta Roriz, mas foi desilusão. Aspecto limpido, lágrima média e de cor vermelho acastanhado. No nariz, limpo, desenvolvido e de intensidade suave. Pouca fruta, má casamento entre as castas e a madeira, com nuances de frutos do bosque, framboesa e amoras. Um pouco vegetal, espargos, madeira suave. Na boca, seco, baixa acidez, corpo suave, taninos suaves, intensidade suave e de final de boca médio -. Este vinho para mim estava numa transição, em que, ao abri-lo, revelou-se fraco, diferente e a caminhar para má saude.




De seguida, o Reserva Pessoal 2006 da Quinta da Pedra Alta.
Aspecto limpido, lágrima persistente e de cor violeta carregado. No nariz, limpo, desenvolvido, intensidade média, com frutos do bosque. Na boca, seco, corpo médio, frutado, taninos suaves, de intensidade média e de final de boca longo. Bom tinto.



Para acabar, o colheita tardia da Quinta da Sequeira 2008.
Aspecto limpido, lágrima persistente e de cor dourado. No nariz, limpo, jovem, de intensidade média+, alperce e figo. Na boca, meio doce, acidez baixa, meloso, frutado, intensidade média e de final de boca longo. Muito bom.

Foram as escolhas para este Natal, e que aconselho.

Notas:

Quinta da Alorna Abafado 5 Anos - 16
Quinta da Pedra Alta Touriga Naqcional 2007 - 16,75
Moscatel Roxo da Casa Agricola Horácio Simões - 16,5
Niepoort LBV 2005 - 16
Manta Preta Reserva 2005 - 14,25
Reserva Pessoal 2006 da Quinta da Pedra Alta - 17
Quinta da Sequeira 2008 Colheita Tardia - 16,75




sexta-feira, 30 de abril de 2010

QUINTA DA ALORNA COLHEITA TARDIA 2006


Nunca tinha bebido um colheita tardia, até um dia, em casa de familiares, me darem a provar um e a deixar-me com curiosidade de abrir um em casa e saboreá-lo a gosto.

Mais ou menos á 20 anos atrás, ouvia, mais da parte da manhã, nas tascas perto de casa, os velhotes a pedirem muito um branco velho. E não era vinho com muitos anos, nem vinhos que tinham estado a envelhecer para se tornarem velhos, mas sim vinho novo, mas feito com as uvas deixadas para trás na vindima. Provei em miudo e lembro-me que era maravilhoso.

Entretanto esse vinho foi proibido de ser vendido, pois as autoridades diziam que fazia mal á saude, pois este vinho era feito com uvas já podres. Deixou-se de se ouvir pedir, " Um branco velho sff".

Pois é, mas quem os fabricava, sabia que as uvas não eram assim tão podres e que não fazia mal nenhum, pois era um vinho como outro qualquer, mas mais adocicado devido ao tempo de amadurecimento que as uvas tinham em cima. Ora surgiu os vinhos Colheita Tardia, mais apurados, mais concentrados, mais trabalhados e com um nivel de qualidade melhor, mas surgiu e conseguiu-se dar a volta a uma situação que parecia perdida. E ainda bem, pois merecem destaque e estaremos cá para o dar.

Quinta da Alorna Colheita Tardia é um vinho bastante agradável, bonito pela cor que tem e saboroso pelo gosto. Vinho Ribatejano, feito com uvas Fernão Pires, tipo doce e com um grau de 13%.

Em termos aromáticos achei este vinho meio fechado, com algumas notas de madeira mas um pouco escondido. Quem o cheira não sabe o que vai provar.
Na boca, fruta bastante madura, madeira e leves notas de castanha pilada, o que achei bastante interessante. Um pouco licoroso, cheio e com um final médio. Talvez tenha um toque de secura.

Este vinho foi servido como aperitivo, a uma temperatura de 7º a acompanhar um queijo leve e um chouriço de Trás-os-Montes.

Aconselho a quem quiser provar, e que não se vai arrepender de gastar cerca de 12€.

Nota: 16
Preço: 12€