sexta-feira, 30 de abril de 2010

QUINTA DA ALORNA COLHEITA TARDIA 2006


Nunca tinha bebido um colheita tardia, até um dia, em casa de familiares, me darem a provar um e a deixar-me com curiosidade de abrir um em casa e saboreá-lo a gosto.

Mais ou menos á 20 anos atrás, ouvia, mais da parte da manhã, nas tascas perto de casa, os velhotes a pedirem muito um branco velho. E não era vinho com muitos anos, nem vinhos que tinham estado a envelhecer para se tornarem velhos, mas sim vinho novo, mas feito com as uvas deixadas para trás na vindima. Provei em miudo e lembro-me que era maravilhoso.

Entretanto esse vinho foi proibido de ser vendido, pois as autoridades diziam que fazia mal á saude, pois este vinho era feito com uvas já podres. Deixou-se de se ouvir pedir, " Um branco velho sff".

Pois é, mas quem os fabricava, sabia que as uvas não eram assim tão podres e que não fazia mal nenhum, pois era um vinho como outro qualquer, mas mais adocicado devido ao tempo de amadurecimento que as uvas tinham em cima. Ora surgiu os vinhos Colheita Tardia, mais apurados, mais concentrados, mais trabalhados e com um nivel de qualidade melhor, mas surgiu e conseguiu-se dar a volta a uma situação que parecia perdida. E ainda bem, pois merecem destaque e estaremos cá para o dar.

Quinta da Alorna Colheita Tardia é um vinho bastante agradável, bonito pela cor que tem e saboroso pelo gosto. Vinho Ribatejano, feito com uvas Fernão Pires, tipo doce e com um grau de 13%.

Em termos aromáticos achei este vinho meio fechado, com algumas notas de madeira mas um pouco escondido. Quem o cheira não sabe o que vai provar.
Na boca, fruta bastante madura, madeira e leves notas de castanha pilada, o que achei bastante interessante. Um pouco licoroso, cheio e com um final médio. Talvez tenha um toque de secura.

Este vinho foi servido como aperitivo, a uma temperatura de 7º a acompanhar um queijo leve e um chouriço de Trás-os-Montes.

Aconselho a quem quiser provar, e que não se vai arrepender de gastar cerca de 12€.

Nota: 16
Preço: 12€

terça-feira, 27 de abril de 2010

Festa do Vinho na Régua, de 20 a 23 de Maio

Este ano e pela primeira vez o evento irá decorrer no Espaço Multiusos, junto à Avenida do Douro, no mesmo local onde terminará, no dia 23 de Maio - Domingo, a Meia Maratona do Douro Vinhateiro; dois eventos que se realizam em simultâneo e que vão criar sinergias na promoção da Região como destino turístico, complementado pela vertente comercial e de divulgação e promoção de produtos – o vinho, o azeite, o fumeiro e muitos outros e também pela primeira vez na divulgação dos hotéis, das casas de turismo rural e do enoturismo.
Apesar de ser um evento com uma vertente profissional muito importante – com a presença de importadores e distribuidores - a Festa do Vinho, Produtos Regionais & Turismo está aberta ao público e tem entrada gratuita, permitindo aos visitantes a descoberta dos sabores e aromas da Região, assim como da sua oferta turística.
Paralelamente e no mesmo espaço decorrerão um conjunto de acções de animação com tasquinhas e música popular.
Este evento é organizado pela NERVIR – Associação Empresarial, em parceria com as Câmaras Municipais de Peso da Régua, Lamego e Vila Real e o apoio logístico da AICEP Portugal Global e das suas delegações no estrangeiro.
Esta iniciativa é co-financiada pelo ON2 O Novo Norte e QREN, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional. Mais informações no site da Nervir.

Fonte: Revista de vinhos

quinta-feira, 22 de abril de 2010

CABEÇA DE BURRO TINTO RESERVA 2007


Este tinto do Douro foi produzido a partir das castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca pela Cooperativa Vitivinícola do Peso da Régua , Caves Vale do Rodo.

Cor rubi, um aroma de fruta madura, frutos vermelhos, talvez mais evidente a morangos e framboesas, com alguma especiaria.

Na boca revela-se um vinho bastante suave, com fruta madura a envolver-se com a madeira, deixando-nos a pensar em algo que não consegui decifrar á primeira. Na segunda prova, tudo o que atrás foi dito, acrescentando um toque de lima e baunilha, largado pelas pipas onde estagiou. Vinho encorpado, cheio, e de final médio. Um bom vinho tinto.


Nota: 15,5/20
Preço: 7,5€


quarta-feira, 14 de abril de 2010

QUINTA DA PEDRA ALTA TINTO 2004


Um vinho que comprei porque tenho um familiar que trabalha para o produtor, e porque tinha curiosidade de provar um vinho dele.

Este vinho é de 2004, um ano que foi bom para a região do Douro. Daí, com os vinhos produzidos nesta quinta a serem quase todos medalhados, comprei este para o saborear.

Um aroma com bastante fruto, intenso e exuberante. Notas de cereja. Na boca, muito suave, frutado e encorpado. Um pouco de marmelo na sua acidez, com pouco toque a madeira. Final bastante longo a deixar este vinho com uma nota considerável. Gostei bastante.

Nota: 16/20
Preço: 4,20€

segunda-feira, 12 de abril de 2010

ADEGA COOP. DE BORBA RESERVA 2005

Este vinho é sempre lançado no mercado, quando nesse ano as uvas atingem a sua excelência. Vinho produzido com as castas Aragonez, Trincadeira, Castelão e Alicante Bouschet, com um estágio de 12 meses em barricas de 2º e 3º ano, de carvalho francês, e em tonéis de madeira exótica, com envelhecimento de 6 meses em garrafa.



Com uma cor granada escuro, ligeiramente acastanhado. Aroma a madeira, fruta madura, especiarias e alguma baunilha.

Na boca, um pouco áspero, o que o torna um pouco seco, fruta madura, frescura bem presente durante toda a passagem de boca.

É um bom vinho, apesar de na minha opinião, ser mais um vinho alentejano.

Nota: 15,5/20
Preço: 8€ a 10€

sábado, 10 de abril de 2010

QUINTA DO TEDO GRANDE RESERVA SAVEDRA 2005

Este vinho foi comprado em setembro de 2007 quando numa ida para terras do Douro, visitei algumas quintas, nomeadamente a Quinta do Tedo.

Em 1992, Vincent Bouchard e sua esposa Kay STEFFEY Bouchard viram seu sonho de possuir uma adega se tornar uma realidade. Eles compraram e começaram a restaurar os 250 anos de idade, com 35 hectares, a Quinta do Tedo propriedade localizada às margens do rio Douro, em Portugal. Com grande visão, paixão e energia infinita, Vincent e Kay continuaram a revitalizar sua propriedade e, ano após ano eles produzem premiados Portos Vintage.

Vincent foi criado na propriedade borgonhesa de Bouchard Père et Fils, onde o avô ensinou-lhe como criar um vinho, do solo, na vinha, e todo o caminho até o produto engarrafado. Com a grande ajuda de Jorge Alves, o enólogo da quinta e seu braço direiro, pois é ele que controla toda a quinta e sua produção de vinhos de mesa e vinhos do Porto, escolhendo as melhores uvas para conseguirem tais néctares, fazem hoje um trabalho notório e são de uma hospitalidade rara. Vale a pena, a quem passar perto de Armamar, visitar esta maravilhosa quinta, pois podem provar os vinhos lá feitos e fazer uma visita guiada, pelo próprio enólogo.

Abri este vinho hoje, na companhia de familiares, e acompanhámos com um lombo de porco, recheado de farinheira de porco preto, e a acompanhar umas batatas assadas e umas couves lombardas.

Um vinho com um aroma forte, sendo a madeira a sobressair devido ao seu estágio de 2 anos em barricas. Fruta bastante madura, amoras e passas, e algo floral.
Na boca, taninos firmes, encorpado, alguma especiaria e madeira. Um toque de amargo, talvez cacau. Final longo e vivo.
Este vinho é excelente para consumo imediato, mas quem quiser guardar uns 10 anos, aguenta-se muito bem.
Fiz a prova lá na quinta, e hoje que abri, todo ele me fez lembrar como se lá estivesse novamente. Não é um vinho barato, mas quem for á quinta não deixe de trazer uma garrafa para recordar tão boas sensações lá vividas em tão pouco tempo.

Nota: 17,5/20
Preço: 25€

domingo, 4 de abril de 2010

MEIA ENCOSTA 2007


Este vinho foi aberto para acompanhar uma sopa de hortaliças, chouriço, queijos e pão.
Com uma cor grená, o seu aroma dava-lhe alma. Muito frutado, mas a meu ver com fruta demasiado madura. Na boca, taninos redondos, acidez q.b., com final equilibrado.

Um vinho que poderia estar bem melhor se na boca fosse encorpado e com final mais longo.

Nota: 14/20
Preço: 3,5€

MARQUÊS DE BORBA 2007


Já tinha bebido este vinho mas de outros anos, e como já não bebia á uns tempos, e como tinha companhia, abrimos uma garrafa de colheita de 2008.

Todas as zonas têm bons vinhos, mas cada vez mais os alentejanos, na minha opinião, ficam numa escala abaixo do esperado.

Cor grená, com um aroma jovem, de fruta madura, com nuances de ameixa.
Na boca, muito concentrado, com taninos algo poderosos, mas com boa acidez. Para muitos talvez seja um vinho guloso, mas para mim, é um vinho armonioso, mas falta-lhe corpo.

Nota: 15/20
Preço: 5,90€