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segunda-feira, 30 de março de 2015

POUCA ROUPA by JOÃO PORTUGAL RAMOS

Uma coisa que muita gente está à espera, é que venha o calor, o Verão, precisamente para poderem andar com pouca roupa. Estes vinhos são o recente lançamento de João Portugal Ramos, e é a primeira vez que o produtor faz um lançamento de um vinho desta gama, pois até agora só os topos de gama e reservas tinham esse tratamento.

Estes vinhos seguramente vão surpreender pela positiva. Vinhos com frescura, nada pesados, vinhos muito eequilibrados, onde a fruta, acidez  e alcool  são bem trabalhados para dar ao cliente um produto final muito interessante. Gostei dos 3 vinhos, mas o branco deixou-me bastante satisfeito. O Pouca Roupa Tinto é feito com as castas Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Alfrocheiro, o Pouca Roupa Branco 2014 com as castas Verdelho, Sauvignon Blanc e Viosinho, e o Rosé Pouca Roupa 2014 é feito com Aragonez, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon. Estes são os primeiros vinhos de João Portugal Ramos e seu filho João Maria, que teve um papel muito importante, pois é ele que seguiu todo o processo e vai continuar a desenvolvê-lo. Vinhos jovens, fáceis, para estar à conversa com amigos ou um simples jantar descontraído. Sempre com Pouca Roupa.  

terça-feira, 3 de junho de 2014

SÃO LOURENÇO DO BARROCAL TINTO 2012

São Lourenço do Barrocal, Alentejo. Uma herdade de perder de vista, pois a sua dimensão é enorme, com cerca de 7,8 milhões de m2, assim está referenciado no site do produtor. Com 150.000 m2 de vinha, este produtor engarrafa duas referências: branco e tinto.

Vamos ao tinto. O que se quer mais quando se prova um vinho e dá vontade de beber mais? É o que acontece com este tinto alentejano, dá prazer pela frescura que tem, com a sua fruta presente sem chatear a boca, com acidez presente para limpar o palato de comidas mais condimentadas, com um equilíbrio muito interessante, com uma especiaria elegante e um final nada exagerado, mas correcto. Um vinho que está pronto a beber, que é feito para o dia a dia, e que depois de o provar, vai querer tê-lo por casa.

A compra para já é por email, caixa de 6 garrafas, e com sorte, não paga portes.


Região: Alentejo
Castas: Aragonês, Alicante Bouschet e Touriga Nacional
Tipo: Tinto
Álcool: 14%
Produtor: Maria do Carmo Martins Pereira
Enólogo: Susana Esteban

Nota Pessoal: 15,5
Preço: 5€ (30€ a caixa) no site do produtor por aqui   info@barrocal.pt

domingo, 12 de janeiro de 2014

4º ANIVERSÁRIO ADEGA DOS LEIGOS E UM RESERVA 2007


Mais um ano que passou a correr, com coisas boas e outras menos boas. E já lá vão 4 anos que criei este espaço para divulgação de vinhos, em especial portugueses. Vou continuar a escrever e a divulgar sempre que possa, para que vocês tenham sempre boas referências de compra, pois é esse o objectivo deste blogue. Obrigado a todos que por aqui passam e leêm o que escrevo e espero que seja sempre uma boa ajuda na escolha de um vinho.

E para continuar e celebrar mais um ano deixo-vos aqui um alentejano de raça, este Herdade de São Miguel Reserva Tinto 2007. Um vinho fantástico. Já o tinha provado à cerca de 2 anos, ler aqui, e agora voltei a provar. Grande evolução. Muito mais macio, mais elegante, ainda com um corpo interessante mas ainda com potência na boca. Aromáticamente ainda algum floral a notar-se, juntamente com notas tostadas e algum mentol. Um vinho que deve sempre considerar caso queira surpreender numa ocasião especial ou simplesmente beber um bom vinho.


Região: Alentejo 
Castas: Alicante Bouschet, Aragonez e Cabernet Sauvignon
Tipo: Tinto
Álcool: 14%
Produtor: Herdade de São Miguel


Nota Pessoal: 17
Preço: a rondar os 17€ em alguns supermercados e garrafeiras

sexta-feira, 5 de julho de 2013

HERDADE DA AJUDA SYRAH E TOURIGA NACIONAL 2007

Cheira a bifanas. Podia dizer-se deste vinho, pois é um produtor de Vendas Novas, a terra da boa bifana. Não é a bifanas que cheira, mas tem nos seus aromas boa fruta, notas vegetais, resina e menta. Já é um vinho de 2007, e para mim está no ponto para ser bebido. Como disse, toques vegetais e ligeiro quimico sobressaem nos aromas, não afectando em nada a sua boca. Seco, frutado, especiado, complexo, com frescura e acidez q.b.. Um vinho que não é fácil mas que dá imenso gozo em decifrá-lo, em andar de volta dele a ver a cada minuto o que ele nos reserva. Taninos suaves, de médio corpo, intenso e de final médio/ longo. Este precisa de comida a acompanhar, e que melhor companhia para um vinho que não seja comida?

Região: Alentejo
Castas: Syrah e Touriga Nacional
Tipo: Tinto
Álcool: 13,5%
Produtor: Herdade da Ajuda
Enólogo: António Ventura

Nota Pessoal: 16
Preço: 12€

sexta-feira, 24 de maio de 2013

HERDADE DE TORAIS, VISITA


   Foi no dia 6 de Abril que fui até ao Alentejo, Montemor-o-Novo, onde está situada a Herdade de Torais. Fernando Pedro Pereira Coutinho é produtor de vinhos mas também tem exploração de cereais, pastagens e gado bovino. Mas foram os vinhos que me levaram até estas terras maravilhosas. A herdade tem cerca de 200 héctares, mas em vinha são somente 20 héctares que tem em produção, escolhendo cerca de 10% para fazer os vinhos da Herdade de Torais, vendendo a restante uva. A herdade não tem adega própria, recorrendo a uma adega que aluga para fazer os vinhos e deixar a estagiar.






   Os vinhos já estavam à nossa espera, e, antes de almoçar um maravilhoso cozido à portuguesa, provámos os brancos e um rosé. Herdade de Torais Branco 2012, está prontinho para sair para o mercado mas ainda à espera do melhor momento. Ainda muito jovem, frutado, cítrico, muito vegetal e a deixar ligeiro amargo no final, com a madeira ainda a moldar-se, boa acidez, complexo e encorpado. Seguiu-se o Herdade de Torais Branco 2011. Excelente evolução. Boas notas de fruta madura, mais suave que o 2012, boa complexidade, acidez alta, fresco, bom corpo, com baunilha ligeira e toque de manteiga. Intenso e de final médio. Está no ponto. Provámos um Rosé 2012, que não está nem vai para venda, somente para consumo do proprietário, na qual tenho pena, pois gostei bastante. Framboesas, ligeiro doce mas sem chatear, frescura, boa acidez e toque floral. Feito com Syrah e Touriga Nacional. 



 Os vinhos foram acompanhados de queijos e enchidos da zona.



Seguiu-se o almoço, onde pudemos provar o Herdade de Torais Tinto 2008 que acabou de sair para o mercado. Fruta madura com ameixa passa, ligeiro chocolate. Frutado, acidez alta, frescura, encorpado, complexo e com final longo. Por gentileza do proprietário, seguiu-se o Torais Tinto 2004, Torais Tinto 2005 e para finalizar o Torais Reserva 2007. O primeiro, mostrou-se cheio de vida, com notas de cacau, ligeiro balsâmico, fruta passa, compota, com boa acidez, frescura e alguma evolução. O 2005 mostrou muita frescura, mais frutado, chocolate e notas de café, com ligeira adstringência no final. Bom corpo, intenso e final longo. E por fim, o Reserva 2007, muito vibrante, fruta bem presente, muito seco, complexo, intenso, músculado. Dos tintos, o 2005 está perfeito, é pena já não haver para comprar.



 Depois do almoço, um passeio pela herdade de trator, com uns belos bancos de palha. Ou se está no campo ou não se está. Uma visita guiada pelas vinhas, e por toda a herdade. Soube bem e a vista era linda.











 Mais umas explicações do Dr. Fernando Pedro Pereira Coutinho

E final da visita. Podem encontrar este vinhos à venda em garrafeiras, no El Corte Inglês e alguns restaurantes.

Herdade de Torais Branco 2012
Nota: 15
Preço: ainda não se encontra no mercado

Herdade de Torais Branco 2011
Nota: 16
Preço: a rondar os 9€

Herdade de Torais Tinto 2008
Nota: 15
Preço: a rondar os 9€

Herdade de Torais Reserva Tinto 2007
Nota: 16,5
Preço: a rondar os 24€

Herdade de Torais Tinto 2004
Nota: 16,5

Herdade de Torais Tinto 2005
Nota: 17,5

quarta-feira, 24 de abril de 2013

CORTES DE CIMA SYRAH 2009

Fico sempre com um pé atrás quando vejo um vinho deste produtor. São bem feitos, tem mercado mas eu não me identifico. Este foi mais um. Muito bom preço, num restaurante. O vinho, esse, violeta opaco, com notas de baunilha, alguma fruta, ligeira evolução. Na boca seco, frutado, madeira presente, álcool em demasia. Acidez média, pouca frescura, pesado e enjoativo. Intensidade média e de final médio.

Nota: 14,5
Preço: 13€