Visão, olfacto e paladar: estes são os sentidos que têm de estar bem apurados quando se saboreia um vinho. A prova é utilizada para avaliar o vinho e apesar de parecer um pouco complexa, qualquer um pode realizá-la.
Comece por olhar o vinho e repare bem na sua cor. Depois, leve o copo ao seu nariz e sinta os aromas que estão a ser libertados. Se quiser, mexa o copo ligeiramente para estimular a libertação de outros aromas. Leve o copo à boca e beba um gole: o sabor é a combinação entre aquilo que o olfacto detectou e aquilo que é sentido pelo paladar. Na boca vai sentir a estrutura do vinho e a sua acidez.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Como se faz o vinho
A boa qualidade das uvas é uma condição essencial para a elaboração de vinhos de qualidade, mas não a única. É essencial controlar a forma de transportar as uvas, seleccioná-las, controlar as cubas onde o mosto fermenta, realizar operações enológicas necessárias e decidir quanto tempo o vinho ficará em estágio.
Ainda que a história de um vinho comece na vindima e termine na garrafa, os métodos para produzir um vinho diferem. Na elaboração de vinho branco é essencial retirar as peles dos bagos e qualquer parte lenhosa do cacho, por outro lado, nos vinhos tintos as peles ricas em taninos e pigmentos são utilizadas na fermentação e fundamentais para criar vinhos com boa cor e complexos. Os vinhos rosés podem ser elaborados através de métodos semelhantes aos do vinho branco ou tinto.
Fonte: Infovini
Ainda que a história de um vinho comece na vindima e termine na garrafa, os métodos para produzir um vinho diferem. Na elaboração de vinho branco é essencial retirar as peles dos bagos e qualquer parte lenhosa do cacho, por outro lado, nos vinhos tintos as peles ricas em taninos e pigmentos são utilizadas na fermentação e fundamentais para criar vinhos com boa cor e complexos. Os vinhos rosés podem ser elaborados através de métodos semelhantes aos do vinho branco ou tinto.
Fonte: Infovini
Taninos, o que são e como encontrá-los
PARA QUE SERVEM OS TANINOS, como reconhecê-los, onde estão? A palavra é aplicável a brancos ou está restrita ao mundo dos tintos? Esta palavra tão comum, e simultaneamente tão incompreendida, significa o quê? Os taninos não possuem aroma ou paladar, limitando-se a acrescentar sensações tácteis ao vinho. Numa explicação forçosamente simplista, taninos são compostos químicos (polifenóis) que têm a interessante capacidade de interagir com as proteínas, aglutinando-as, aumentando dessa forma a sua dimensão molecular. Em termos práticos, os taninos criam estrutura.
Literalmente! Ou seja, os taninos interagem com as proteínas naturais da nossa saliva, alterando a sua composição e textura, criando uma superfície rugosa, plena de arestas – a famosa adstringência, que não é mais do que a impressão de secura e rugosidade provocada pelos taninos. Em vez da “humidade lisa” a que estamos habituados quando passamos a língua pelo palato, experimentamos uma resistência ao escorregamento, como se a língua se tivesse tornado cortiçada. Os taninos vêm predominantemente da uva e, em menor parte, da eventual madeira nova de estágio. A pele, grainhas e engaço são particularmente ricas em taninos, ao contrário da polpa. Logo, quanto maior for o contacto com grainhas, películas e engaço, maior será o potencial taninoso do vinho. Como a maioria dos vinhos brancos e rosados não estiveram em contacto com grainhas, películas e engaço, o seu nível de taninos é substancialmente inferior ao presente no vinho tinto. No entanto, a ideia de que os vinhos brancos não têm taninos não passa de um mito. Técnicas enológicas como o estágio em madeira nova e/ou a “battonage” (agitamento periódico das borras) podem potenciar o nível de taninos.
PARA QUE SERVEM OS TANINOS?
Os taninos actuam como conservantes naturais que prolongam a vida activa do vinho. À medida que os vinhos envelhecem, os taninos suavizam-se, tornando-se mais aprazíveis, provocando texturas mais delicadas e menos agrestes.
PERCEBER OS TANINOS... BEBENDO CHÁ
Os taninos não são um exclusivo do vinho. Encontram-se na pele fina das nozes, por exemplo, e sobretudo no chá. Experimente fazer chá preto, chá a sério, da folha de chá e não o dos pacotinhos. Deixe assentar, e sirva-o sem qualquer acrescento que o suavize, açúcar incluído. Vai entender de imediato o efeito do tanino! Aliás, a apetência oriental pelo chá explica, em parte, a facilidade com que vinhos jovens e taninosos são tão bem recebidos no Oriente.
■ Experimente um vinho jovem da Bairrada, da casta Baga. Para além do travo de acidez, encontrará com facilidade a forte presença de taninos, uma secura que tornará a língua e o palato extremamente rugosos.
■ Experimente um Beaujolais Nouveau ou um vinho novo alentejano. Irá perceber a docilidade da boca, a suavidade no palato. Inevitavelmente, terá de os beber muito jovens, por não terem capacidade de envelhecimento.
Literalmente! Ou seja, os taninos interagem com as proteínas naturais da nossa saliva, alterando a sua composição e textura, criando uma superfície rugosa, plena de arestas – a famosa adstringência, que não é mais do que a impressão de secura e rugosidade provocada pelos taninos. Em vez da “humidade lisa” a que estamos habituados quando passamos a língua pelo palato, experimentamos uma resistência ao escorregamento, como se a língua se tivesse tornado cortiçada. Os taninos vêm predominantemente da uva e, em menor parte, da eventual madeira nova de estágio. A pele, grainhas e engaço são particularmente ricas em taninos, ao contrário da polpa. Logo, quanto maior for o contacto com grainhas, películas e engaço, maior será o potencial taninoso do vinho. Como a maioria dos vinhos brancos e rosados não estiveram em contacto com grainhas, películas e engaço, o seu nível de taninos é substancialmente inferior ao presente no vinho tinto. No entanto, a ideia de que os vinhos brancos não têm taninos não passa de um mito. Técnicas enológicas como o estágio em madeira nova e/ou a “battonage” (agitamento periódico das borras) podem potenciar o nível de taninos.
PARA QUE SERVEM OS TANINOS?
Os taninos actuam como conservantes naturais que prolongam a vida activa do vinho. À medida que os vinhos envelhecem, os taninos suavizam-se, tornando-se mais aprazíveis, provocando texturas mais delicadas e menos agrestes.
PERCEBER OS TANINOS... BEBENDO CHÁ
Os taninos não são um exclusivo do vinho. Encontram-se na pele fina das nozes, por exemplo, e sobretudo no chá. Experimente fazer chá preto, chá a sério, da folha de chá e não o dos pacotinhos. Deixe assentar, e sirva-o sem qualquer acrescento que o suavize, açúcar incluído. Vai entender de imediato o efeito do tanino! Aliás, a apetência oriental pelo chá explica, em parte, a facilidade com que vinhos jovens e taninosos são tão bem recebidos no Oriente.
■ Experimente um vinho jovem da Bairrada, da casta Baga. Para além do travo de acidez, encontrará com facilidade a forte presença de taninos, uma secura que tornará a língua e o palato extremamente rugosos.
■ Experimente um Beaujolais Nouveau ou um vinho novo alentejano. Irá perceber a docilidade da boca, a suavidade no palato. Inevitavelmente, terá de os beber muito jovens, por não terem capacidade de envelhecimento.
quarta-feira, 24 de março de 2010
TAPADA DO BARÃO 2008

Este vinho alentejano, não parece alentejano. Com as castas Aragonez, Trincadeira, Castelão e Tinta Caiada, e uns apontamentos de Alicante Bouschet, Syrah e Merlot, torna-se um vinho algo confuso.
Cor aberta, com um aroma a fruto maduro, e alguma baunilha proveniente das barricas de madeira.
Na boca, encorpado q.b., taninos médios e uma acidez mediana.
Um vinho onde quiseram fazer tudo e quase tudo perderam.
Queria deixar aqui o meu agradecimento a Telmo Carvalho pela amostra para apreciação deste vinho.
Nota: 14/20
Preço: 4,5€
segunda-feira, 22 de março de 2010
CASTELO RODRIGO DOC 2004 TINTO

Este vinho é produzido a partir de vinhas situadas numa região de clima continental mediterrâneo, com solos de xistos e arenitos. É vinificado com castas Tinta Roriz, Rufete, Marufo e Touriga Franca. Criado com uvas de Castelo Rodrigo.
Com uma côr ruby, aroma bastante maduro a frutos silvestres, alguma madeira e notas de especiarias.
Na boca é suave, com gosto de fruta madura do bosque, e uma leve sensação de lima, muito completo e um final bastante longo.
Conheço bem a zona e já tinha comprado mesmo na adega vinho tinto em caixa, porque gostei bastante do vinho quando lá estive. Agora vi este vinho de 2004 engarrafado, e decidi comprar para comprovar se se mantinha a sua qualidade. Falei á tempos que o Quinta de Cabriz era um dos melhores vinhos que provei em termos de qualidade/preço, mas ao beber este Castelo Rodrigo 2004, verifiquei que este vinho é bastante superior. Aconselho a todos a sua compra e respectiva prova, pois é digno de ser apreciado por quem gosta de vinho. Excelente.
Nota: 16,5/20
Preço: 2,80€
terça-feira, 16 de março de 2010
Vale de Raposa Tinto 2007

É um vinho jovem com uma boa estrutura e personalidade
Constituido por Tinta Roriz , Touriga Franca, Tinta Barroca e Touriga Nacional, este vinho é feito com desengace total e uma suave fermentação com pelicula. Estagia cerca de 6 meses em barricas de carvalho francês.
Cor rubi . Aroma intenso a frutos vermelhos bem casados com a madeira . Na boca é macio , taninos suaves e um final ligeiramente frutado . Este vinho é para beber jovem, embora tenha uma boa capacidade de envelhecimento.
Queria agradecer desde já a Telmo Carvalho pela amostra que disponibilizou deste vinho, para uma apreciação e devido comentário no nosso blog.
Nota: 14,5/20
Preço: 4€
domingo, 14 de março de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
QUINTA DE CABRIZ 2007 TINTO

Até aos 3€, este vinho supera qualquer outro concorrente. Desde a garrafa, tipica do Dão, ao produto final, este vinho é extremamente jovem, bem estruturado e com um aroma muito convidativo.
Um aroma com algum impacto, bom fruto, tostado e a fruta madura , corpo médio, mas com uma bela presença. Presente na boca, acentuando a acidez média, terminando com persistência.
Um vinho que pode ser bebido de imediato, como guardar umas garrafas até 5 anos, e ir abrindo uma por ano para se sentir as diferenças.
Um borrego no forno ou queijos moles a acompanhar, este vinho torna-se versátil e bastante apelativo.
Nota: 16/20
Preço: 2,95€
domingo, 7 de março de 2010
HERDADE DA COMPORTA TINTO 2006
Este vinho foi-me oferecido por uma amiga nos anos. Não conhecia, mas o que li sobre ele dizia-me que ia beber um bom vinho.
Com uma côr granada vivo e um bom aroma a fruta madura, amoras e madeira, foi o que senti ao chegar o nariz ao copo. Na boca, muito suave e licoroso, deixando um sabor muito longo, com nuances de fumeiro, com final muito agradável.
É realmente um vinho digno dos prémios que já recebeu, apesar de ser novo, o seu enólogo sabe o que faz.
As castas usadas são Alicante Bouschet, Aragonez, Touriga Franca e Trincadeira, com um grau de 14%, que mal se nota ao beber.
Recomendo a todos.
Nota: 16,5/20
Preço: 7€
quarta-feira, 3 de março de 2010
Portimão Wine Festival!
Em pleno verão, produtores e consumidores, voltam a encontrar-se na aprazível zona turística do Alvor, num ambiente desprendido, propicio a tertúlias e convívio.
Consumidores experientes, simples curiosos, profissionais ou apaixonadas do vinho, encontrarão motivo para nos visitarem e comprovarem a variedade e excelência dos vinhos portugueses!
Nesta edição, para acompanhar as provas de vinho, vamos promover em simultâneo uma mostra de sopas, numa viagem a um universo alimentar, simples, saudável e muito variado! As degustações com variadas e interessantes propostas, serão um casamento perfeito com o vinho, seja ele tinto, branco ou verde!
A entrada é livre e o custo do copo para prova é de 3€.
Consumidores experientes, simples curiosos, profissionais ou apaixonadas do vinho, encontrarão motivo para nos visitarem e comprovarem a variedade e excelência dos vinhos portugueses!
Nesta edição, para acompanhar as provas de vinho, vamos promover em simultâneo uma mostra de sopas, numa viagem a um universo alimentar, simples, saudável e muito variado! As degustações com variadas e interessantes propostas, serão um casamento perfeito com o vinho, seja ele tinto, branco ou verde!
A entrada é livre e o custo do copo para prova é de 3€.
Colecção privada Domingos Soares Franco

" Domingos Soares Franco, é o representante mais novo da sexta geração da
família, que desde a fundação preside aos destinos da José Maria da Fonseca.
Para além de vice-presidente, é o enólogo desta casa, e por isso referência
incontornável no panorama vitivinícola da região e do país.
Embora assine todos os vinhos da José Maria da Fonseca, existem uns que
reserva para si como especiais. Traduzem o seu espírito criador, a paixão que
sente pela viticultura e enologia, e a influência que tem do Novo Mundo. Chamoulhes
Domingos Soares Franco – Colecção Privada.
A colheita de 1998 permitiu a Domingos Soares Franco apresentar, no âmbito da
sua Colecção Privada, este vinho generoso produzido a partir da uva Moscatel na
sua versão tinta : o Moscatel Roxo. Trata-se de uma uva bastante rara, que chegou
a correr riscos de extinção. Apesar de se poder considerar similar à sua homónima
branca, a sua aparência é bem diferente dada a sua cor roxa. Este Colecção
Privada DSF Moscatel Roxo é um vinho frutado e muito elegante."
Texto retirado do produtor
Comprei uma garrafa deste Moscatel quando fui em visita mais a familia ás caves JMF. Duas semanas mais tarde, a seguir a um bom jantar, abri então a garrafa para poder provar. Adorei o cheiro, muito floral, com uma mistura de erva-doce e canela. Uma cor topázio carregado. Paladar untuoso, redondo, a encher completamente a boca, com uma frescura assinalável que realça as especiarias presentes. Final de prova muito longo. Como o meu cunhado diz, acho que quando acabar vou comprar mais, pois é digno de se ter na garrafeira.
Nota: 17/20
Preço: 17,5€
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