terça-feira, 9 de abril de 2013

PROVA DE VINHOS MONTE CASCAS


Foi no passado dia 21 de Março, que fui à prova de vinhos Monte Cascas, no restaurante Avenue, onde também foram lançados os novos vinhos Single Vineyard. O projecto tem a enologia de Hélder e Frederico, ambos apaixonados por vinhos. O conceito é fazerem vinhos de excelência, procurando por todo o território nacional uvas com um carácter próprio de cada região, e conseguirem colocar no mercado vinhos genuínos. A gama é bastante grande. Quanto aos preços dos seus vinhos, já ouvi vários consumidores desabafarem que, principalmente nas gamas mais altas do produtor, serem um pouco elevados. E porquê? Isso deve-se ao preço que pagam pelas uvas, pois são uvas quase únicas e que são pagas a peso de ouro. Juntamente com o estágio, encaresse o produto.

Os vinhos provados foram o Colheita Douro Branco 2012, feito com Códega do Larinho, Gouveio e Rabigato. Seco, frutado, acidez alta, muita frescura, vegetal, boa intensidade. De seguida, o Reserva Regional Minho Branco 2010, feito com Arinto e Alvarinho. Amarelo palha. Aromas citricos mas ligeiros, vegetal. Boca seco, excelente acidez, grande frescura, a notar-se ligeira evolução, intensidade média. Gostei bastante. Seguiu-se o Reserva Alentejano Tinto 2010, feito com Alicante Bouschet, Petit Verdot e Trincadeira. Aroma frutado, onde predominam ameixas passa e amoras negras. Seco, encorpado, frutado, alcool presente, madeira muito bem harmonizada com a fruta. Boa acidez, fresco e intenso, com final longo. Passando ao tinto do Douro, que foi o Reserva Douro Tinto 2010, feito com Touriga Franca, Touriga Nacional e Tinta Roriz, mostrou-se com aromas a frutos silvestres, cacao, amoras pretas, compota e alcool presente. Na boca, seco, encorpado, frutado, suave, intenso com final longo e persistente. Excelente Douro este.

Grande Reserva Alentejano Tinto 2009, feito com Alicante Bouschet e Petit Verdot. Aromas intensos, fruta bem madura, chocolate. Na boca, seco, fruta madura, alcool bem presente, madeira ligeira, quente e encorpado. Um vinho também com muita frescura, aliada ao alcool presente, mostra bem o potencial de guarda que tem.


Sempre com boa disposição, a boa conversa e explicação de Hélder e Frederico era contagiante. Ouvi-los mostra a verdadeira paixão com que se dedicam ao projecto e aos vinhos que fazem.

Seguiu-se o Grande Reserva Douro Tinto 2009. Aromas quentes, fruta compotada, especiado. Na boca, seco, suave, bom corpo, fruta madura presente, intenso, frescura, acidez perfeita, longo e persistente.

Passando para a classe dos Single Vineyard, Vinha da Padilha Branco 2009, um vinho do Tejo, feito com Fernão Pires, está fantástico. Aromas ligeiros, com lima e toranja, ligeiro ananás, folha de cidreira. Na boca, seco, acidez média/alta, cítrico, fresco, intenso e longo. Vamos ver até quando conseguem produzir este vinho, pois a qualquer momento o produtor, tal como quase todas as outras vinhas, pode arrancar a vinha ou simplesmente deixar de vender as uvas. Vinha do Vale Douro Tinto 2009, é único. Fizeram este vinho e não vão poder fazer mais ano nenhum, pois o produtor arrancou as vinhas. Porquê? Porque lhe apeteceu, sem nada dizer a nenhum dos enólogos que contavam com estas vinhas magnifícas. Este vinho é feito de vinhas velhas e apresenta-se com notas de cacao, ameixa passa, compota, frutos secos, madeira suave, bem inserida no resto do conjunto. Boca seco, frutado, encorpado, frutos secos em destque, intenso, boa complexidade, longo e persistente. Grande vinho. Agora um Bairrada, Vinha das Cardosas Tinto 2010. Mais uma vinha bem antiga descoberta, esta por uma amiga dos enólogos, que prontamente se puseram a caminho para ver o que por lá vinha. Certinho, direitinho, negociaram com a pessoa responsável e voilá. Feito de Baga, Moreto de Cantanhede e Tinturão, apresenta-se com aromas a morangos, flores e ligeiro eucalipto. Na boca, seco, frutado, corpo médio, fresco, boa intensidade, acidez presente a compôr o conjunto, complexo e de final médio. Belíssimo. Por fim, chegamos ao Dão, de onde vem o Vinha da Carpanhã Tinto 2010. Feito com Jaen e Touriga Nacional, aromáticamente com fruta madura, lichies, flores e amêndoa. Na boca, seco, fruta madura presente, ligeira adstringência, excelente frescura, com corpo médio, intenso, de final longo e persistente.

Queria desde já agradecer o convite e que continuem o bom trabalho.

Monte Cascas

Colheita Douro Branco 2012 - 14,5
Preço: 5,75€
Reserva Regional Minho Branco 2010 - 16
Preço: 9,95€
Reserva Regional Alentejo Tinto 2010 - 15,5
Preço: 9,95€
Reserva Doc Douro Tinto 2010 - 16
Preço: 9,95€
Grande Reserva Regional Alentejo Tinto 2009 - 16,5
Preço: 21,5€
Grande Reserva Doc Douro Tinto 2009 - 17
Preço: 21,5€
Vinha da Padilha Doc Tejo Branco 2009 - 17
Preço: 27,5€
Vinha do Vale Doc Douro Tinto 2009 - 17,5
Preço: 33,5€
Vinha das Cardosas Doc Bairrada Tinto 2010 - 18
Preço: 33,5€
Vinha da Carpanhã Doc Dão Tinto 2010 - 17,5
Preço: 33,5€
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