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quinta-feira, 8 de maio de 2014

SERRADAYRES RESERVA 2012

Um vinho fácil, para o dia a dia, sem grandes pretensões. Fruta madura presente, docinho, sente-se uns especiados ligeiros, madeira presente, acidez alta. Só não entendo a designação Reserva para um vinho desta qualidade e deste preço.




Região: Tejo
Castas: Touriga-Nacional, Castelão,Trincadeira
Tipo: Tinto
Enólogo: Carlos Eduardo
Produtor: Caves Velhas

Nota Pessoal: 14
Preço: 3,79€ no Continente

terça-feira, 9 de abril de 2013

PROVA DE VINHOS MONTE CASCAS


Foi no passado dia 21 de Março, que fui à prova de vinhos Monte Cascas, no restaurante Avenue, onde também foram lançados os novos vinhos Single Vineyard. O projecto tem a enologia de Hélder e Frederico, ambos apaixonados por vinhos. O conceito é fazerem vinhos de excelência, procurando por todo o território nacional uvas com um carácter próprio de cada região, e conseguirem colocar no mercado vinhos genuínos. A gama é bastante grande. Quanto aos preços dos seus vinhos, já ouvi vários consumidores desabafarem que, principalmente nas gamas mais altas do produtor, serem um pouco elevados. E porquê? Isso deve-se ao preço que pagam pelas uvas, pois são uvas quase únicas e que são pagas a peso de ouro. Juntamente com o estágio, encaresse o produto.

Os vinhos provados foram o Colheita Douro Branco 2012, feito com Códega do Larinho, Gouveio e Rabigato. Seco, frutado, acidez alta, muita frescura, vegetal, boa intensidade. De seguida, o Reserva Regional Minho Branco 2010, feito com Arinto e Alvarinho. Amarelo palha. Aromas citricos mas ligeiros, vegetal. Boca seco, excelente acidez, grande frescura, a notar-se ligeira evolução, intensidade média. Gostei bastante. Seguiu-se o Reserva Alentejano Tinto 2010, feito com Alicante Bouschet, Petit Verdot e Trincadeira. Aroma frutado, onde predominam ameixas passa e amoras negras. Seco, encorpado, frutado, alcool presente, madeira muito bem harmonizada com a fruta. Boa acidez, fresco e intenso, com final longo. Passando ao tinto do Douro, que foi o Reserva Douro Tinto 2010, feito com Touriga Franca, Touriga Nacional e Tinta Roriz, mostrou-se com aromas a frutos silvestres, cacao, amoras pretas, compota e alcool presente. Na boca, seco, encorpado, frutado, suave, intenso com final longo e persistente. Excelente Douro este.

Grande Reserva Alentejano Tinto 2009, feito com Alicante Bouschet e Petit Verdot. Aromas intensos, fruta bem madura, chocolate. Na boca, seco, fruta madura, alcool bem presente, madeira ligeira, quente e encorpado. Um vinho também com muita frescura, aliada ao alcool presente, mostra bem o potencial de guarda que tem.


Sempre com boa disposição, a boa conversa e explicação de Hélder e Frederico era contagiante. Ouvi-los mostra a verdadeira paixão com que se dedicam ao projecto e aos vinhos que fazem.

Seguiu-se o Grande Reserva Douro Tinto 2009. Aromas quentes, fruta compotada, especiado. Na boca, seco, suave, bom corpo, fruta madura presente, intenso, frescura, acidez perfeita, longo e persistente.

Passando para a classe dos Single Vineyard, Vinha da Padilha Branco 2009, um vinho do Tejo, feito com Fernão Pires, está fantástico. Aromas ligeiros, com lima e toranja, ligeiro ananás, folha de cidreira. Na boca, seco, acidez média/alta, cítrico, fresco, intenso e longo. Vamos ver até quando conseguem produzir este vinho, pois a qualquer momento o produtor, tal como quase todas as outras vinhas, pode arrancar a vinha ou simplesmente deixar de vender as uvas. Vinha do Vale Douro Tinto 2009, é único. Fizeram este vinho e não vão poder fazer mais ano nenhum, pois o produtor arrancou as vinhas. Porquê? Porque lhe apeteceu, sem nada dizer a nenhum dos enólogos que contavam com estas vinhas magnifícas. Este vinho é feito de vinhas velhas e apresenta-se com notas de cacao, ameixa passa, compota, frutos secos, madeira suave, bem inserida no resto do conjunto. Boca seco, frutado, encorpado, frutos secos em destque, intenso, boa complexidade, longo e persistente. Grande vinho. Agora um Bairrada, Vinha das Cardosas Tinto 2010. Mais uma vinha bem antiga descoberta, esta por uma amiga dos enólogos, que prontamente se puseram a caminho para ver o que por lá vinha. Certinho, direitinho, negociaram com a pessoa responsável e voilá. Feito de Baga, Moreto de Cantanhede e Tinturão, apresenta-se com aromas a morangos, flores e ligeiro eucalipto. Na boca, seco, frutado, corpo médio, fresco, boa intensidade, acidez presente a compôr o conjunto, complexo e de final médio. Belíssimo. Por fim, chegamos ao Dão, de onde vem o Vinha da Carpanhã Tinto 2010. Feito com Jaen e Touriga Nacional, aromáticamente com fruta madura, lichies, flores e amêndoa. Na boca, seco, fruta madura presente, ligeira adstringência, excelente frescura, com corpo médio, intenso, de final longo e persistente.

Queria desde já agradecer o convite e que continuem o bom trabalho.

Monte Cascas

Colheita Douro Branco 2012 - 14,5
Preço: 5,75€
Reserva Regional Minho Branco 2010 - 16
Preço: 9,95€
Reserva Regional Alentejo Tinto 2010 - 15,5
Preço: 9,95€
Reserva Doc Douro Tinto 2010 - 16
Preço: 9,95€
Grande Reserva Regional Alentejo Tinto 2009 - 16,5
Preço: 21,5€
Grande Reserva Doc Douro Tinto 2009 - 17
Preço: 21,5€
Vinha da Padilha Doc Tejo Branco 2009 - 17
Preço: 27,5€
Vinha do Vale Doc Douro Tinto 2009 - 17,5
Preço: 33,5€
Vinha das Cardosas Doc Bairrada Tinto 2010 - 18
Preço: 33,5€
Vinha da Carpanhã Doc Dão Tinto 2010 - 17,5
Preço: 33,5€

segunda-feira, 25 de março de 2013

TERRAS DA GAMA TINTO 2011

Projecto de um produtor da zona de Mação, este 2011 é a quarta colheita deste produtor do Tejo. Ainda não tinha provado nenhum dos anteriores, e cá está ele para ser provado e comentado. Vamos ao vinho.

Com uma cor violeta escuro e opaco, começa a impressionar no nariz assim que o começamos a querer percebê-lo. Limpo, jovem e intenso. Notas de fruta madura, ginja e ameixas, especiaria muito suave, ligeiro vegetal, madeira suave. Na boca, seco, acidez média, bom corpo a conseguir envolver-se na boca, frutado, especiado q.b., de intensidade média, alcool presente mas sem destoar do conjunto, com um final de boca médio e bastante agradável. Ligeira complexidade a finalisar, dando gozo. Um vinho de boa qualidade, que desconhecia por completo e que me agradou imenso.

 Região: Tejo
Castas: Aragonêz, Alicante Bouschet e Touriga Nacional
Tipo: Tinto
Álcool: 15%
Produtor: Sociedade Agrícola Terras da Gama, Lda.

Nota Pessoal: 16
Preço: 4€ no produtor

segunda-feira, 23 de abril de 2012

VISITA À QUINTA DA FONTE BELA ( PARTE 2 )

Depois da visita à Quinta da Fonte Bela, seguimos para a sala de provas onde Cristina Antunes tinha já preparado alguns vinhos para se provar. Bons vinhos de entrada, gama média de qualidade e que me agradou imenso, e por fim uns monovarietais com grande potencial de evolução. Mais uma vez agradeço a Cristina Antunes pela excelente prova. Fica então a prova dos vinhos. 

Portada Branco 2011, maçã verde, muito fresco, suave, mineral, com acidez correcta, intensidade média e de final curto e agradável.

Nota Pessoal: 14















Paxis Arinto 2011, muito citrico, frutos de árvore ainda verdes, limão, muito fresco, acidez alta, intensidade média e
de final médio. Excelente para o verão.

Nota Pessoal: 15
Grand´Arte Alvarinho 2011, de nariz citrico, limão suave, marmelo e alguma líchia, com flor de laranjeira à mistura. Na boca complexo, macio, encorpado e persistente.

Nota Pessoal: 15,5
Portada Tinto 2009, frutado, boa estrutura, fácil, com algum corpo, intensidade média e de final médio e guloso.

Nota Pessoal: 15
DFJ Pinot Noir e Alfrocheiro 2008, rubi com rebordo acastanhado, fresco, alfarroba, ligeiro doce, complexo, corpo médio, intenso e de final longo.

Nota Pessoal: 16
Paxis Tinto 2009, seco, frutado, cor violeta, frutos vermelhos, bom corpo, fresco, intensidade m+edia e de final médio.

Nota Pessoal: 14,5
DFJ Touriga Nacional e Touriga Franca 2008, frutado, ameixas pretas, intenso, floral. Boca cheia de fruta, boa frescura, acidez perfeita, encorpado, taninos presentes, intenso e de final longo e persistente.

Nota Pessoal: 16,5
DFJ Caladoc e Alicante Bouchet 2008, frutado, com mirtilos e amoras pretas bem maduras, intenso, escuro, tosta. Excelente na boca, complexo, expressivo, encorpado, cheio de fruta bem madura muito bem casada com a madeira e acidez perfeita, intenso e de final longo.

Nota Pessoal: 16,5

Grand´Arte Touriga Nacional 2009, floral, frutos vermelhos, violeta. Na boca enche por completo, fruta madura, com boa frescura, caramelo suave no final.

Nota Pessoal: 16
Grand´Arte Alicante Bouchet 2009, ataque com espargos verdes acabados de cortar, café, fruta. Na boca encorpado, fruta madura, intensidade média, taninos médios e de final médio, com madeira ainda muito presente. Precisa de garrafa.

Nota Pessoal: 15,5
Grand´Arte Shiraz 2009, aromas intensos, vegetal, fruta madura, iogurte, ameixa passa, tosta, vinoso, intensidade média e de final longo.

Nota Pessoal: 15,5
Grand´Arte Touriga Nacional Special Selection 2007, aroma atraente, com fruta madura, cacau, fresco. Na boca, seco, fruta e madeira em conjunto com uma acidez perfeita, untuoso, muito elegante, complexo e de final longo e persistente. Excelente e a pedir comida.

Nota Pessoal: 16,5

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

CASA CADAVAL TRINCADEIRA 2007 VINHAS VELHAS

No almoço que a malta do grupo TWA fez em Janeiro, e onde o tema era Rui Reguinga vs Anselmo Mendes, foi um Casa Cadaval Trincadeira Vinhas Velhas 2006 que escolhi para levar a prova cega, pois tinha-me calhado levar um vinho do Rui Reguinga. Todo entusiasmado com a escolha que fiz, chapéu, tinha rolha que tresandava e estava impróprio para consumo. Acontece. Nunca queremos que nos calhe a nós, mas é mesmo assim. não demorei muito tempo e comprei este, um ano mais novo. Adorei. Um vinho que transbordou vida, com aromas intensos, muito equilibrado, gostoso, a dar prazer a cada vez que ia ao copo, tanto com o nariz como com a boca para goles de apreciação pura. Vermelho rubi, límpido, com aromas a couro, vegetal e especiado. Na boca mostrou-se com boa acidez, boa fruta, elegante mas vaidoso, intenso, com notas de tabaco e cacau, e de final longo e persistente. Um vinho que realmente aconselho, pois tem uma qualidade/ preço muito boa. Acompanhou na perfeição um arroz de cabidela.


Nota: 16,5
Preço: 9€
Produtor: Casa Cadaval
Enólogo: Rui Reguinga

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

CASA SANTOS LIMA FERNÃO PIRES 2010


Casa Santos Lima é um produtor de vinhos da zona de Alenquer. Trata-se de uma empresa familiar e desde 1996 que iniciaram a comercialização de vinhos engarrafados. Este Fernão Pires é um dos vários vinhos que esta casa tem, pois ainda são alguns. Em relação qualidade/ preço, é um vinho honesto. De aroma jovem, frutado, com notas tropicais e alguma lima, tendo na boca uma boa acidez, suave, fresco e de um final curto. Mais vocacionado para dias mais quentes, não ficou mal no frio de Novembro, acompanhando umas endivias com alheira de caça com caviar.









Nota: 14
Preço: 3€ no El Corte Inglês
Produtor: Casa Santos Lima
Enólogo: José Neiva Correia

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

ENCOSTA DO SOBRAL TINTO 2007

Mais um vinhos deste produtor de Tomar, que no Reserva mostrou um bom trabalho. Neste não desviou caminho, e apesar de ser um vinho de nível mais baixo, mostra qualidade para estar em qualquer mesa. Um conselho, tenham atenção aos vinhos do Tejo, cada vez mais versáteis, com qualidade bem alta e que vão dar que falar no futuro, basta os produtores assim o quererem. Vinho feito com 50% de Castelão, 30% de Touriga Nacional e 20% de Cabernet Sauvignon, com estágio de 12 meses em carvalho francês. Revelou-se com uma cor granada, límpido e de lágrima presente. No nariz notas de frutos vermelhos, groselha e ginja, frutos secos e ligeiramente vegetal com relva molhada e algum pimento e boa frescura. Na boca, seco, média acidez, frutado, taninos presentes, média intensidade e de final médio/ longo. Um vinho de boa qualidade com preço justíssimo.


Nota: 15,25
Preço: 4,5€
Produtor: Encosta do Sobral, Soc. Agrícola Lda.
Enólogo: Pedro Sereno

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

ENCOSTA DO SOBRAL RESERVA 2007


Encosta do Sobral encontra-se no Ribatejo, mais propriamente em Tomar. Com 70 hectares de vinha, produz vinhos de excelência na sua adega reestruturada e com tecnologia avançada. O vinho provado, Encosta do Sobral Reserva Tinto 2007, agradou e muito. Estagiou em madeira e em garrafa antes de ser lançado.

Com uma cor vermelho violeta fechado, limpo e de lágrima persistente. No nariz mostrou-se bastante vivo, interessante. Fruta madura, compota, floral e algum mentol, sentindo-se ligeiramente o tostado. Na boca, seco, confirmando o aroma, bastante equilibrado, excelente acidez, com taninos médios, intenso e de final de boca persistente. Excelente vinho ribatejano.

Nota: 17
Preço: 12€