quinta-feira, 12 de agosto de 2010

CLASSIFICAÇÃO DADA AOS VINHOS

Existem revistas mensais que nos falam das novidades de certas quintas, produtores, novos desafios, novos vinhos a sairem para o mercado, etc. Compramos, lemos, para estar a par das novidades. Mas por vezes deparo-me com situações em que a minha cabeça fica a pensar. A classificação que dão aos vinhos nas revistas. O grande interesse dos produtores é terem notas altas nos seus produtos, mas como é que isso se adquire? Tem realmente o vinho, classe para ter a nota dada pelas revistas? Como é que temos produtores que vão para o estrangeiro com os seus produtos e trazem de lá medalhas de ouro, e cá não passam de vinhos com notas ditas normais? Por vezes esses produtores não são conhecidos como as grandes quintas já conhecidas, mas o pouco que têm para investir, querem investir em concursos no estrangeiro, e com isso, fazerem-se conhecidos cá dentro. É que assim, fica-lhes muito mais barato. Mas é vergonhoso terem que ser eleitos por fora para conseguirem vingar no nosso cantinho. As revistas são pagas com publicidade, e nenhum produtor quer fazer publicidade ao seu produto, tendo os avalistas dado uma nota menos boa aos seus vinhos, pois não ia vender. É muito mais cómodo e menos complicado fazer com que acreditem num produto, do que ter um produto bom. A falta de "tomates" que o português tem impressiona-me, só é pena haver pouca gente na luta contra estes defeitos que a sociedade tem.
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