sexta-feira, 10 de setembro de 2010

COMPANHIA DAS QUINTAS NA DELIDELUX

A Companhia das Quintas, criada em 1999, é hoje uma das maiores empresas portuguesas de vinho e bebidas espirituosas, tendo desde a sua génese adquirido várias quintas emblemáticas, nomeadamente:

QUINTA DA ROMEIRA

Na região de Bucelas, este projecto de produção de vinhos teve início em 1988 com a plantação de 80 hectares de vinhas, na sua maioria da casta Arinto, casta originária da região.

QUINTA DA FRONTEIRA

Esta propriedade, fundada pelo escritor Guerra Junqueiro, situa-se na secção do rio Douro, com cerca de 1,5km de margem de rio. Sendo um terreno xistoso, os 16 ha de vinhas são plantados em patamares, na melhor tradição de viticultura duriense.

HERDADE DA FARIZOA

A Herdade da Farizoa fica localizada em Elvas, na região demarcada de Borba, Alentejo. Esta propriedade era parte de uma ordem religiosa onde fica situado o Mosteiro da Farizoa que remonta a 1808. A recente construção de uma adega permite a utilização das melhores e mais modernas técnicas aliadas às tradições da região.

QUINTA DE PANCAS

Propriedade localizada na região de Alenquer, na Estremadura, rodeada por serras que a protegem dos ventos do Atlântico, onde encontramos 50ha de vinhas, com destaque para as castas Touriga Nacional e Cabernet Sauvigon.



À prova estiveram os vinhos:

Branco Morgado de Santa Catherina Reserva 2008
Espumante Quinta da Romeira 2005
Tinto Fronteira Reserva 2007
Tinto Herdade da Farizoa Reserva 2006
Tinto Quinta de Pancas Touriga Nacional Reserva 2007
Tinto Quinta de Pancas Reserva 2007

Cheguei cedo à loja, o que me permitiu abrir a prova, conseguindo ouvir o Sr. Vasco a explicar tudo ao pormenor a uma senhora inglesa que me acompanhou na abertura.
Um homem bastante culto na área, dava gosto ouvi-lo. Comecei com o Espumante Quinta da Romeira 2005, boa cor, um aroma agradável, com nuances citricos. Na boca mostrou-se meio seco e final médio. Foi o que menos gostei.
Depois seguiu-se Branco Morgado de Santa Catherina Reserva 2008. Com uma cor quase dourada, o seu aroma era de fruta madura em compota, alguma maçã. Na boca mostrou boa acidez, fruta bem presente, com um final longo. Passámos aos tintos, que estavam ali a pedirem a prova. Comecei com o Tinto Quinta de Pancas Touriga Nacional Reserva 2007, com uma cor vermelho violeta, muito limpo. O aroma a notar-se mais foi frutos silvestres, amoras pretas bem presentes. Na boca, guloso, com acidez perfeita para um monocasta Touriga Nacional, e que gostei bastante.
Seguiu-se a maior surpresa para mim, pois não esperava tanto. Tinto Quinta de Pancas Reserva 2007, um vinho bonito em cor, fruta madura e um caramelo em rebuçado presente, suave, encorpado e de final bastante longo. A minha escolha da noite. Tinto Herdade da Farizoa Reserva 2006 já foi um vinho menos atraente mas com personalidade e bem feito. Cor bonita, aroma a fruta madura, ameixa e algum marmelo bem maduro, encorpado q.b., de final médio e seco, tão seco que deixava a boca encortiçada. Pensei logo em ter ali por perto um cabrito assado no forno ou um belo borrego assado para degustar ainda mais este vinho. Por ultimo, um Douro muito atraente, Tinto Fronteira Reserva 2007, com uma cor vermelho violeta bem limpa, e com um aroma espectacular. Fruta bem madura, mas a sobressair amendoa, por vezes amarga, devido ao estágio em madeira de 18 meses. Encorpado, taninos firmes e de final longo. Uma prova deveras muito boa, tanto em vinhos, como em conversa com o Sr. Vasco e Sr. João, e com uma música jazz de fundo que completava um final de tarde bastante agradável. Parabéns à Delidelux e à Companhia das Quintas.

Notas:
Branco Morgado de Santa Catherina Reserva 2008 - 16,25
Espumante Quinta da Romeira 2005 - 15,5
Tinto Fronteira Reserva 2007 - 17
Tinto Herdade da Farizoa Reserva 2006 - 16,75
Tinto Quinta de Pancas Touriga Nacional Reserva 2007 - 17
Tinto Quinta de Pancas Reserva 2007 - 17,25
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