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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

QUINTA DA BASÍLIA BRANCO 2013

A vida tem altos e baixos, e é isso que faz com que a vida seja maravilhosa, pondo-nos sempre à prova para resolver as coisas. Depois de estar algum tempo ausente, pois a frequência de posts tem sido reduzida, estou de volta. Para os que gostam de ler o meu espaço,porreiro. 

E começamos com um branco que adoro. Vem do Douro, este Quinta da Basília 2013 está muito bom. Na boca sente-se grande frescura, uma acidez vibrante, mineral e com fruta presente. Um vinho bastante gastronómico, prontinho para i imediato, mas com potencial de se guardar uns anos.

Região: Douro
Castas: Viosinho e Rabigato
Tipo: Branco
Produtor: Quinta da Basília
Enólogo: João Brito e Cunha


Nota Pessoal: 16,5
Preço: 9,90€ na garrafeira Coisas do Arco do Vinho

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

QUINTA DA BASÍLIA COLHEITA BRANCO 2012

Provei este vinho, ainda sem estar rotulado, e acabado de ter saído do seu estágio, na Essência do Vinho deste ano. O produtor fez questão de ter o seu branco para prova, mesmo sem estar acabado, para mostrar o enorme potêncial do seu produto. E prometia. Provei e dei a provar a algumas pessoas e acharam o vinho fantástico. 
E aqui está ele, já na mesa, para poder acompanhar pratos, para se poder abrir com amigos ou outras situações. O que posso falar deste vinho, agora, é que é sem sombra de dúvidas um dos melhores vinhos brancos que provei este ano, na gama dele e em gamas acima dele. Um vinho cheio de força, vibrante, com fruta fresca, a saltar os citricos pelo copo e notas minerais. Na boca tem frescura, acidez potente, fruta, mas muito equilibrado. Um vinho intenso, complexo e de final médio.
Uma escolha acertada e que pode comprar na garrafeira Coisas do Arco do Vinho, em Belém.






Região: Douro
Castas: Viosinho, Rabigato, Sauvignon Blanc e Alvarinho
Tipo: Branco
Álcool: 13%
Produtor: Quinta da Basília
Enólogo: João Brito e Cunha

Nota Pessoal: 16,5
Preço: 9,90€

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

BÉTULA 2011

Mais um ano, mais um vinho de excelência. E a cada ano que passa fica mais afinado, mais completo. Este vinho foi um dos melhores brancos que bebi este ano. E ainda tem muito para dar com algum estágio em garrafa. Senti uma ligeira diferença este ano, mais cítrico, menos tropical, menos doce, menos enjoativo. Este ano, saltando os citrinos para a frente de combate, a madeira fica mais suave e mais integrada, criando uma harmonia quase perfeita, e ainda não digo perfeita porque acho que mais uns 6 meses e está no ponto. 
Aspecto límpido, amarelo pálido e lágrima média. No nariz, limpo, com limão e lima em destaque, erva cortada, mineral, boa complexidade. Na boca, seco, frutado, confirmação de aromas, com limas bem presentes, bom corpo, untuoso, excelente frescura, excelente acidez, intenso e de final de boca médio/ longo.
Um vinho regional duriense que, mais uma vez mostra como ser um dos melhores em Portugal.




Região: Douro
Castas: Sauvignon Blanc ( 50% ) e Viognier ( 50% )
Tipo: Branco
Álcool: 12%
Produtor: Quinta do Torgal
Enólogo: Francisco Montenegro

Nota Pessoal: 17
Preço: a rondar os 12€

terça-feira, 10 de julho de 2012

QUINTA DA BASÍLIA BRANCO 2011

Chegou à pouco ao mercado o primeiro branco da Quinta da Basília. Sempre com uma imagem sóbria e elegante, os vinhos desta quinta têm sido sucesso e vão continuar a ser se o produtor se mantiver no perfil escolhido até aqui. Este branco é um vinho novo, com uma cor amarelo pálido com ligeiros rebordos esverdeados. No nariz mostrou-se complexo, notas florais, dando uma boa estrutura ao aroma. Ligeiro citrino. Na boca, seco, boa frescura, uma acidez muito equilibrada com a fruta, de corpo médio, com uma intensidade média e de final de boca médio. Ligeiro vegetal no final. Um vinho de boa qualidade, bem trabalhado e com potencial de guarda. Quero prová-lo daqui a 2 ou 3 anos.


Região: Douro
Castas: Viosinho e Rabigato
Tipo: Branco
Álcool: 13%
Produtor: Quinta da Basília
Enólogo: João Brito e Cunha

Nota Pessoal: 16
Preço: a rondar os 8€

quarta-feira, 2 de maio de 2012

D. PAIO VELHO BRANCO 2011

Vinho produzido para a exportação e que me chegou por meio de Victor Marques. Primeira curiosidade, garrafa azul. Este vinho é um sucesso em Inglaterra e Canadá, e estava curioso em abri-lo. Imagem e nome pouco trabalhado, mas quem o prova apercebe-se que está perante um vinho com muita qualidade.

Aspecto límpido, de cor amarelo palha e com lágrima média.

No nariz, limpo, jovem e de intensidade média, muito tropical, com manga a destacar-se e um toque cítrico com limão a envolver-se no tropical mas a deixar um aroma ligeiramente adocicado. Floral com tília a aparecer.

Na boca, seco, acidez média, bom corpo, confirmação do aroma, frutado, álcool médio, tudo muito bem casado dando um vinho com boa estrutura, muito agradável. Intensidade média e final médio. Boa qualidade.


Região: Douro, Santa Marta de Penaguião
Castas: Malvasia Fina, Fernão Pires, Moscatel Galego Branco e Códega do Larinho
Tipo: Branco
Álcool: 13%
Produtor: Maria do Rosário Carvalhais de Matos
Enólogo:

Nota Pessoal: 15
Preço:

sexta-feira, 9 de março de 2012

ZS Branco 2008

Elaborado com as castas Viosinho, Rabigato e Moscatel Galego branco, este vinho estagiou em barricas de carvalho francês. Um vinho produzido pela Sociedade de Vinhos do Tua, em Carrazeda de Ansiães. O meu agradecimento a Victor Marques.

Quanto ao vinho, gostei. Com um aspecto amarelo palha, límpido e de lágrima presente. Passando ao nariz, surgiu um vinho limpo, desenvolvido e de boa intensidade, mostrando uns aromas a citrinos com toranja em destaque, e frutos de árvore com pêra e com ligeira maçã verde. Vegetal, ligeiro especiado, frutos secos e madeira presente, bem equilibrado. Na boca, seco, acidez média bem equilibrada com a fruta e a madeira, corpo médio, frutado q.b., alcool médio, com uma complexidade média e interessante, de intensidade média e de final de boca médio. Um vinho que gostei bastante e achei muito gastronómico.


Nota: 15
Preço: ?
Produtor: Sociedade de Vinhos do Tua
Enólogo: Zito Santos

domingo, 4 de março de 2012

TONS DE DUORUM BRANCO 2011

Já está no mercado o mais recente Tons de Duorum. Com grande sucesso no ano anterior, esgotando o stock, este na minha opinião vai pelo mesmo caminho. É bom poder ter à mesa um vinho que se saiba comportar tanto como aperitivo, como à mesa com uma boa comida para o acompanhar. Este vinho assim que se abre a garrafa mostra logo algum carácter. 

De aspecto límpido, de cor amarelo cítrico e de lágrima média. No nariz, limpo, jovem e pronunciado, fruta tropical com o maracujá a sobressair, muito maracujá, floral e com algum mineral. Na boca, seco, boa acidez, com corpo médio, frutado, fresco, intensidade média e de final de boca curto/ médio.
Um vinho muito equilibrado, muito atraente e que vai vender pela sua qualidade e preço.




Nota: 15,5
Preço: 4€
Produtor: Duorum Vinhos
Enólogo: José Luis Moreira da Silva

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

LAVRADORES DE FEITORIA, 9 DE DEZEMBRO 2011



Lavradores de Feitoria, 9 de Dezembro de 2011

Foi no dia 9 de Dezembro que fiz a visita à Lavradores de Feitoria, em Sabrosa. Localizada na zona industrial, o que não é comum mas percebe-se. Este grupo foi criado em 2000, e tem 18 Quintas associadas ao longo do Douro, sendo 15 produtores, e, para haver um consenso entre todos, optou-se por não utilizar uma quinta como é costume, mas sim um espaço onde todos iriam depositar as suas uvas, e assim fazer-se em conjunto os vinhos. A zona industrial tem como benefícios água potável, electricidade industrial, esgotos e acessos, tendo também instalado uma Etar para tratamento de águas para lavagens de depósitos e afins. Na minha opinião, este projecto é um exemplo e devia ser seguido por mais produtores de todo o País em vez de alguns baixarem os braços e desistirem. Como administradores, este grupo tem entre outros Dirk Niepoort, amado por muitos, menos amado por alguns, mas com toda a certeza um dos grandes homens do Douro, que fez ver a todos que se pode fazer muito pela região, pelo vinho e pelo País.

Fui recebido pelo Paulo Ruão, enólogo do projecto, que nos foi contando a história do enquanto íamos passeando pelo exterior e depois interior das instalações, que mais abaixo podem ver em fotografias. Depois de uma boa conversa sobre como tudo começou e como ele foi lá parar, pois o Paulo Ruão estava na Ramos Pinto, fomos então à prova.

Começámos com o Lavradores de Feitoria Branco 2010, muito frutado, fácil, boa acidez, excelente para o Verão com relação preço/ qualidade muito boa. De seguida, o Três Bagos Branco 2010, mais trabalhado, com outra estrutura, devido a 30% ter estagiado em barricas. Muita fruta, mais encorpado que o anterior, mais tropical, algum fumo. Bom final. Três Bagos Sauvignon 2010, muito bem feito e de boa qualidade. Frutado, mineral, espargos e leve maracujá a sentir-se de inicio, mais complexo e de final médio. Gostei. Para acabar os brancos, Meruge 2010, feito com a casta Viosinho e com estágio em carvalho português durante 6 meses. Brilhante. Fruta em excelente casamento com a madeira, fumo, boa acidez, longo, complexo, cheio, untuoso. Um vinho que dá gosto de namorar e desvendar seus segredos à medida que agitamos o copo, cheiramos e provamos. Vinho do Douro, aroma do Douro é o que nos dá este Viosinho.

Passando aos tintos, começámos com Lavradores de Feitoria Tinto 2009. Vinho fácil, de dia-a-dia, pronto a beber, suave e bem trabalhado. O Três Bagos 2007 já se apresentou mais complexo. Frutado, mas sendo o primeiro ataque a suor, ervas ou relva verde, frutos vermelhos, ligeiramente especiado, com taninos presentes mas suaves e final médio/ longo. Passámos ao Gadiva Reserva 2007, novidade recentemente lançada, ficou um pouco atrás do Três Bagos 2007. Frutado, fresco, mais aberto, menos complexo, ou seja mais fácil, com boa estrutura, taninos presentes e final longo. O grande público vai gostar. Meruge 2007, o vinho. Feito para ser diferente, para se chegar mais a vinhos da Borgonha, com menos fruta e mais complexidade, fabuloso. Frutado q.b., elegante, fresco, untuoso, com taninos suaves e de final longo e persistente. Também estagiou em carvalho português, o que pelo explicar do Paulo Ruão, foi a madeira que mais gostou e conseguiu o efeito pretendido, dando outra complexidade ao vinho e diferenciando-o por isso mesmo. Por último, Quinta da Costa das Aguaneiras 2007, um Douro genuíno. Frutado, compota, especiado, ligeiramente adstringente, longo e persistente. Mastiga-se a cada gole que fazemos. Muito bom.

Queria desde já agradecer ao Paulo Ruão pela disponibilidade e amabilidade que teve, agradecer também à Olga Martins pela companhia no final da visita, e agradecer à Joana Pratas pela visita que me proporcionou. Obrigado a todos.

Nuno Ciríaco












Notas

Lavradores de Feitoria Branco 2010 - 14
Três Bagos Branco 2010 - 15
Três Bagos Sauvignon 2010 - 15,5
Meruge Branco 2010 - 16,5

Lavradores de Feitoria Tinto 2009 - 14
Três Bagos 2007 - 15,5
Gadiva Reserva 2007 - 15
Meruge Tinto 2007 - 17,5
Quinta da Costa das Aguaneiras 2007 - 17,5

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

BÉTULA 2010

Olá.
Hoje estou aqui para vos dar a conhecer a nova colheita do Bétula, o 2010. Este vinho é sem dúvida um dos vinhos brancos do Douro com grande categoria, para mim. Feito com as castas Viognier e Sauvignon Blanc, 50/50,  este vinho branco mostra-se com aspecto limpido, lágrima média e de uma cor amarelo limão pálida. No nariz, limpo, pronunciado, com aromas citrinos e alguma fruta tropical. Na boca, seco, acidez alta, frutado, a notar-se abacaxi, alguma tosta, fresco, corpo médio e de final de boca médio-longo. Um excelente vinho branco, excelente qualidade e a um preço que justifica. Com apenas 12,5º, menos que o irmão do ano anterior, este vinho vai ter uma evolução significativa, por isso provem agora e guardem uma garrafinha 1 ano.



Nota: 17
Preço: 13€
Produtor: Catarina Montenegro
Enólogo: Francisco Montenegro

terça-feira, 28 de junho de 2011

GRANDJÓ MEIO DOCE 2010

Encontrei este vinho na prateleira do supermercado e despertou-me curiosidade. Um vinho com nome já conhecido e com grande reputação, mas por sua vez, o que mais me deu curiosidade foi ser um vinho meio doce, acabadinho de sair. Com um aspecto limpido, lágrima média e de cor amarelo pálido com nuances esverdeados, foi no nariz que fiquei surpreendido. Limpo, jovem e de intensidade pronunciada, com aromas tropicais, maracujá e algum lichies, alguns frutos secos, a sobressair mais a amêndoa. Na boca, meio doce, acidez média, algo encorpado, frutado, de intensidade média e de final de boca curto. Um vinho excelente para aperitivo ou para acompanhar alguns queijos de pasta mole. As senhoras vão gostar.

Nota: 15,5
Preço: a rondar os 4,20€ nos supermercados Continente

domingo, 22 de maio de 2011

QUINTA DA MASSÔRRA COLHEITA SELECIONADA 2008

Um vinho limpido, lágrima média e de cor amarelo dourado. No nariz, limpo, desenvolvido e de intensidade média. Citrico, ligeiro tropical e nuances florais. Frutos secos e madeira presente. Na boca, seco, acidez média, com corpo médio. Confirmação do aroma, frutado, especiado, de intensidade média e final de boca médio, com uma complexidade média e qualidade muito boa. Um vinho branco de excelência, com boa extrutura para acompanhar peixes assados no forno e algumas carnes magras.

Nota: 16,5
Preço: ?

terça-feira, 19 de abril de 2011

CRASTO BRANCO 2010

Mais um branco do Douro, mais um branco de 2010 a chegar aos mercados para um Verão que se avizinha. Cada vez gosto mais dos brancos do Douro, apresentam-se cada vez mais bem trabalhados, mais jovens, frescos, de agradar a todos. Este branco mostra isso mesmo, trabalho, dedicação, um dos melhores brancos que provei de 2010 sem estágio em madeira.

Na cor, amarelo pálido. Limpido e de lágrima média, pois este ano vem com 12% em vez dos 13,5% anterior, o que lhe dá mais frescura e juventude. No nariz, muito citrico, mas também ligeiro toque tropical. Na boca é muito mineral, notas de fruta de caroço, fruta citrica, muito boa acidez em conjunto com a fruta, mais untuoso, intensidade média e de final de boca médio. Fiquei maravilhado com este vinho, pois estamos a falar de um vinho de excelente qualidade e que para mim, um vinho que vai estar em muitas mesas e bocas.

Pode encontrar este vinho em supermercados e garrafeiras de todo o país com um preço muito bom para a qualidade do vinho. Pode acompanhar este vinho a solo, ou com pratos de peixe graúdo, comida japonesa ou um arroz de marisco.

Nota: 16,25
Preço: a rondar os 9€

quarta-feira, 13 de abril de 2011

DUAS QUINTAS BRANCO 2010

Mais um Verão a chegar, e as novidades a aparecer. E esta, da casa Ramos Pinto, é um daqueles vinhos que todos esperam. Duas Quintas é sinónimo de qualidade, de que nunca nos vai deixar mal em situação alguma, seja branco ou tinto, um vinho que ninguém esquece. Este é mais uma vez a prova disso.

Um vinho de cor amarelo pálido, lágrima média e limpido. No nariz, limpo, aromas a pêssego e citrinos, complexidade aromática. Na boca, um vinho bem estruturado, a notar-se madeira ligeira,  bom corpo, ligeiramente gorduroso, mas muito fresco e uma acidez perfeita, com intensidade média e de final de boca longo, a ficar a fruta madura até ao fim. Um vinho de muito boa qualidade que aconselho. 

Para acompanhar este vinho, sugiro um peixe assado no forno com batatinhas, que vai acompanhar muito bem.

Nota: 16,5
Preço: PVP 8,95€, em garrafeiras e alguns supermercados

segunda-feira, 14 de março de 2011

CADÃO BRANCO RESERVA 2009

Este vinho, produzido por Mateus e Sequeira Vinhos S.A., é um vinho do Douro, mais propriamente de Trás-os-Montes, São João da Pesqueira. Levei este vinho para um jantar com amigos, pois era para acompanhar um prato que pedia vinho branco com madeira. Sugeri que quem fosse comer aquele prato, bebe-se o branco e depois logo provava os outros vinhos. Como quase todos fazem, gosto mais de tintos mas vamos lá ver o que trouxeste. Simplesmente, passaram para os tintos porque este branco acabou. Um vinho branco diferente, muito fresco, excelente acidez, mel, flores, com notas de limão presentes. Muito agradável e viciante, aromas muito frescos e uma boca intensa e de final médio/ longo. Adorei.

Acompanhou um hamburguer italiano com arroz e salada. Também aconselho como aperitivo.

Nota: 16
Preço: a rondar os 4€ no produtor

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

TEIXEIRÓ BRANCO 2009

Não tenho muito a dizer deste vinho. Abri, mas foi uma desilusão.

Aspecto limpido, de lágrima média e de cor amarelo suave.

No nariz, jovem, citrico, fresco, apelativo, simpático.

Na boca, seco, acidez baixa, pesado.

Um vinho que me dizia algo antes de o abrir, mas que não gostei muito.

Nota: 13,75
Preço: Cerca de 8€, encontrando nos supermercados

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

ENCOSTAS DE SÃO JOÃO 2009

Mais um vinho da Quinta da Massôrra, desta vez um Arinto. Surpreendeu-me. Bem mais atractivo que o irmão tinto, que apesar de ser um vinho bem feito e gastronómico, este ganha alguns pontos.

Aspecto limpido, lágrima persistente e de cor amarelo palha.

No nariz, limpo, jovem e com muita vida. Citrino, frutado, mineral e intenso.

Na boca, seco, boa acidez, corpo médio, frutado, com uma intensidade média e de final de boca longo.

Um vinho de muito boa qualidade. Como sugestão gastronómica para acompanhar este vinho aconselho uma boa salada, pratos de peixe graúdo ou mariscos.

Nota: 16
Preço: 4,75€, sendo vendido na quinta.
Mail da Quinta da Massôrra: quintadamassorra@gmail.com

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

ADEGA DOS LEIGOS NA CÁLEM


Foi neste sábado que passou, dia 29 de Janeiro, que o Adega dos Leigos juntamente com os Portuguese WineBloggers, visitou a Sogevinus e a Andresen para uma prova de Vinhos do Porto Velhos. Uma prova de sonho para qualquer enófilo. Chegámos a Gaia de comboio, perto das 11 horas da manhã, e à nossa espera na Cálem estava a Cátia Moura, Joana Gonçalves, António Montenegro e Pedro Sá. Começámos com uma bela visita ás caves, onde estagia os seus vinhos, e onde nos explicaram a história da empresa. Depois da visita, foi-nos mostrado um filme com a história narrada anteriormente. Depois da visita, fomos ter com Pedro Sá, o Enólogo da empresa, e António Montenegro, Director Comercial. A prova ia começar.







Pedro Sá começou por nos apresentar as marcas do grupo, Barros, Burmester, Cálem, Kopke e Gilberts e de seguida, fomos para o primeiro vinho.






KOPKE WHITE 40 YEARS OLD

Aspecto limpido, de uma cor dourada, no nariz destaca-se casca de laranja e frutos secos. Na boca, muito boa acidez, muito boa estrutura, especiado e muito fresco. Final de boca longo e de uma intensidade impressionante.
Nota: 18,5

CÁLEM COLHEITA 1961

Aspecto limpido e de cor aloirada. No nariz, mais trabalhado por ser cascas tintas, tabaco em evidência, mel e especiado. Na boca, doce, gordo, alcool em armonia, boa acidez e de intensidade persistente com final de boca longo.
Nota: 18,75

BURMESTER COLHEITA 1960

Aspecto limpido e de cor castanho claro esverdeado. No nariz, complexo, especiado, caramelo e com madeira seca tostada, que me agradou muito. Na boca, boa acidez, equilibrado e bem casado, de intensidade persistente e de final de boca suave e longo. A minha escolha.
Nota: 19,25

BARROS COLHEITA 1950

Aspecto limpido e de cor castanha. No nariz, intenso, frutos secos e especiado, com algum mel. Na boca, com bastante corpo, a encher bem a boca, especiado e de final longo.
Nota: 18,75

BURMESTER COLHEITA 1940

Aspecto limpido e de cor âmbar. No nariz, poderoso, iodo, especiado e café a combinarem na perfeição. Na boca, sedoso, belissima acidez, muito complexo e de final de boca muito longo.
Nota: 19

KOPKE COLHEITA 1937

Aspecto limpido com cor castanho esverdeado. No nariz, complexo, madeira verde, figos e amêndoa. Na boca, boa acidez, muito equilibrado, untuoso e muito suave, com um final de boca longo e prazeroso.
Nota: 18,5

BARROS COLHEITA WHITE 1935

Aspecto limpido e de cor amarelo escuro. Nariz complexo, frutos secos, especiado e mel. Na boca, intenso, encorpado, suave, excelente acidez, com um travo amargo/seco que adorei. O final é persistente e mostra bem que um Porto Branco tem que se lhe diga.
Nota: 18,5

BURMESTER COLHEITA 1900

Magnifico. Aspecto limpido e de cor castanho com nuances esverdeadas. No nariz, intenso, frutos secos, floral, madeira suave de excelência. Na boca, poderoso, acidez brilhante, mel de urze, fruta passa, sedoso com uma intensidade persistente e de final de boca longuissimo. Como disse Pedro Sá, uma experiência inesquecível.
Nota: 20







Depois desta prova de sonho, depois de uma boa conversa e convivio, fomos almoçar no espaço da Cálem. Um espeço com uma vista deslumbrante, pertissimo da Ponte D. Luís. A ver os barcos a passar e o elevador do outro lado a levar as pessoas no meio do bairro em rampa ingreme, numa simplicidade agradável e descontraida. No almoço provámos 3 vinhos de mesa.




CURVA RESERVA BRANCO 2009

Aspecto limpido, lágrima persistente e de cor amarelo pálido. No nariz, limpo, Fernão Pires em evidência. Frutos tropicais, mineral. Na boca, seco, boa acidez, fruta madura, intensidade média e de final de boca curto. Um vinho que para mim, falta-lhe ter um final mais longo.
Nota: 15,75

KOPKE DOC DOURO TINTO 2008

Aspecto limpido, lágrima persistente e de cor violeta escura. No nariz, limpo, intenso, caramelo, floral. Na boca, seco, corpo médio, frutado, especiado, taninos suaves, com intensidade médio e de final de boca longo. Gostei bastante.
Nota: 16,5

CASA BURMESTER RESERVA TINTO 2008

Aspecto limpido e de cor violeta carregada. No nariz, fechado, mas a sair uma fruta compotada, floral, madeira escondida. Na boca, seco, encorpado, frutado, especiado, intensidade média e de final de boca longo.
Nota: 16,25

Queria desde já agradecer à Sogevinus por ter proporcionado esta magnifica prova, com vinhos magnificos, excelente companhia e convivio entre todos, fomos muito bem recebidos, com um excelente almoço e uma visita que adorei. Obrigado por tudo.





sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

COROA D´OURO BRANCO 2008

" Produzido a partir de castas tradicionais da Região Demarcada do Douro, a marca Coroa D'Ouro é já uma referência no seu segmento, tanto no mercado nacional como na exportação."




Feito por uma das grandes casas do Douro, Poças, este vinho já teve um 2006, 2007 e 2009, sem a designação reserva. Estranho é que eu comprei um 2008 e no site do produtor não existe.

Aspecto limpido, lágrima média e de cor amarelo esverdeado.

No nariz, limpo, jovem e de intensidade suave. São os citrinos a denunciarem-se mais, como limão, mas à medida que vai abrindo aparece uns tropicais meio escondidos. Algum vegetal à mistura.

Na boca, seco, acidez média, médio de corpo, frutado, com uma intensidade suave e de final de boca curto.

Um vinho agradável, fresco, com uma qualidade aceitável para um vinho de 3,8€. Na minha opinião, existem vinhos com mais paixão ao mesmo preço. O Coroa D'Ouro Branco 2008 encontra-se à venda no Intermarché e nos hipermercados Continente.

Foi servido a 12º e acompanha bem pratos de peixe graúdo ou comida japonesa.

Nota: 14,25
Preço: a rondar os 4€

domingo, 12 de dezembro de 2010

MUXAGAT 2009 E MONTEFINO RESERVA 2005

Este fim de semana abri dois vinhos, um branco do Douro e um tinto do Alentejo. O branco, Mux 2009, que em anos anteriores era Muxagat, provei-o pela primeira vez no evento Porto e Douro Wine Show. Os aromas que na altura senti, e a boa conjugação de nariz e boca, fizeram-me escolher este vinho para apreciar bem em casa.


Aspecto limpido, lágrima persistente e de cor amarelo pálido. No nariz, mostrou estar limpo, jovem, com uma intensidade pronunciada. Frutos de árvore, maçã, mais tropical em certos momentos, talvez quando a temperatura subiu um pouco, ligeiras notas minerais. Na boca, seco, acidez médio menos, fresco, encorpado, frutado, com intensidade média e de final de boca médio. Um vinho muito bem feito, com aromas muito agradáveis, e na boca mostrou ser muito competente.

O segundo vinho foi o Montefino Reserva 2005. Esta casa tem uns vinhos fabulosos, mesmo os vinhos de entrada. Não são iguais aos outros, têm personalidade, história. Quando se bebe um vinho desta casa, aprecia-se vinhos feitos como antigamente, bebe-se a terra como era. Agora, salvo raras excessões, bebe-se os vinhos e pergunta-se de onde é. Este é tipico e agrada-me bastante.

Aspecto limpido, lágrima persistente e de cor vermelho acastanhado escuro. No nariz, limpo, desenvolvido e de intensidade média. Frutos vermelhos, ameixas e cerejas vermelhas, especiado e algum fumado. Na boca, seco, acidez baixa, corpo médio, frutado, madeira presente mas suave, taninos suaves, de intensidade média e de final de boca médio mais. Um vinho muito agradável para qualquer refeição, muito gastronómico, e muito prazeroso fora da comida.

Dois vinhos que aconselho.

Notas

Mux Branco 2009 : 16,75
Montefino Reserva 2005: 16,5
Preço: Mux Branco 2009 - 11€
Montefino - 7€


terça-feira, 19 de outubro de 2010

BÉTULA 2009



No sábado ao almoço, a decisão recaiu mais para um belo peixe grelhado, e a escolha foi um Sargo. Um peixe muito bom, com um gostinho maravilhoso, e que iria combinar com um bom vinho. Esse foi um Bétula 2009, gentilmente cedido pela produtora que descobriu o blogue quando navegava pela internet, e perguntou se estava disponivel para receber e comentar o seu vinho, na qual a minha resposta foi positiva, e deixo então aqui a minha opinião sobre o seu vinho a solo, e acompanhado de uma boa gastronomia.

Um vinho feito das castas Viognier fermentado em barrica, e Sauvignon Blanc fermentado em inox.
Pelo aspecto, um vinho limpo, cor amarelo esverdeado e lágrima média. Na parte aromática, sem defeito, um pouco desenvolvido, pois apresenta algumas notas de fruta bem madura como pêssego e meloa, e também algum mel, ligeiro, tosta ligeira e bem casada. Na boca, acidez média, madeira presente mas muito bem envolvida na fruta, e com um final médio a fugir para o longo.
Casou muito bem com o peixe, mostrando que a sua acidez é perfeita para este tipo de comida, e nunca ficando esquecido a meio, ficando o peixe sozinho. Uma armonia perfeita do começo ao fim.

Mais uma vez o meu agradecimento a Catarina Montenegro pela oferta e os meus parabéns, pois tem aqui um excelente vinho.


Nota: 16,5
Preço: amostra gentilmente oferecida pelo produtor