terça-feira, 29 de outubro de 2013

VISITA À ADEGA MÃE









    Foi no dia 31 de Agosto que, a convite do produtor, visitei a Adega Mãe na Ventosa, Torres Vedras. Este projecto pertence ao Grupo Ribeiralves e está a começar a dar os primeiros passos no mundo do vinho. O projecto tem 30ha de vinha, e tem como responsáveis pela enologia Anselmo Mendes e Diogo Lopes. Uma adega nova, bem estudada e desenvolvida, moderna, com alta tecnologia. O edifício que está construído no meio das vinhas e que se vê de bem longe, está desenhado não só para se fazer vinhos mas para enoturismo, pois está preparado para receber visitantes, sejam grupos ou a solo, basta aparecer. Ao longo da visita fui acompanhado por alguns videos a explicar o projecto. Eu e o grupo de bloggers fomos acompanhados pelo director geral Bernardo Alves e pelo enólogo Diogo Lopes, que nos conduziram numa visita muito descontraída pelo edifício, onde fomos acabar numa sala de prova muito bem preparada para provar os vinhos da casa.
    Os vinhos provados foram os Dory Colheita branco, os 4 monocastas brancos, Alvarinho, Viosinho, Chardonnay e Viognier, todos de 2012, e os tintos, Dory Colheita tinto de 2011 e o Dory Reserva tinto de 2010. Todos estes vinhos são vinhos com grande frescura, estrutura, os brancos com grande mineralidade, algum vegetal e uma acidez fantástica, os tintos com frutos pretos maduros, intensidade média e bom corpo, todos com ligeiros toques de salinidade devido à influência atlântica, o que os torna vinhos bastante interessantes e gastronómicos. Depois da prova, seguimos para a sala de jantar. Lindíssima., espaçosa, com uma varanda enorme com vista para as vinhas e uns vidros gigantes no lado oposto para a adega. E fomos presentiados com um belo bacalhau Ribeiralves que estava simplesmente delicioso. 

De salientar que todos estes vinhos têm uma relação preço/qualidade muito boa, começando na gama de entrada a rondar os 4€ e a ir até aos 9€ aproximadamente. Quero agradecer o convite e que continuem o excelente trabalho que até aqui têm feito.

Dory colheita branco 2012 - 14,5 (médio)
Alvarinho 2012 - 16 (bom)
Viosinho 2012 - 15,5 (bom)
Chardonnay 2012 - 15 (médio)
Viognier 2012 -  14,5 (médio)
Dory colheita tinto 2011 - 15 (médio)
Dory resreva tinto 2010 - 16,5 (bom)






segunda-feira, 21 de outubro de 2013

VINHOS DO ALENTEJO EM LISBOA 2013

Mais uma vez os produtores de vinhos alentejanos estiveram em Lisboa para promover os seus vinhos. Foi nos dias 18 e 19 de Outubro. Novas colheitas, algumas novidades, tudo reunido no CCB, espaço muito bom para que consumidores, apaixonados, estrangeiros que por ali passaram, etc, pudessem provar o que de bom se faz no País, mais propriamente no Alentejo. O espaço estava com uma temperatura simpática, pelo menos no inicio do evento e o tempo na rua também ajudava, pois não estava calor. Pelo que provei, destaco alguns dos vinhos que gostei bastante, todos com boa qualidade, talvez alguns desajustados para o preço que está à venda, mas todos bons vinhos. Começo pelo Torais 2011 tinto, que em relação à anterior colheita, está mais frutado, mais redondo, com aromas potentes, direccionado para se gostar à primeira.
Nota: 15,5
 Não foi este que provei de seguida, foi no final dos tintos e brancos de mesa, mas destaco-o aqui como um licoroso muito agradável, este Mouchão Licoroso 2007. Com notas especiadas, fumados, melaço, bom corpo, com algum alcool a notar-se mas com acidez e açucar presentes para que o conjunto seja feliz.


Nota: 16
 Este é uma novidade deste produtor, um colheita tardia feito de Viognier. Nada pretensioso. Tudo muito arrumadinho, docinho q.b., bons aromas, floral, mel, um vinho bastante interessante para se acompanhar com uma boa sobremesa.

Nota: 15
 Aqui pára tudo. Herdade dos Machados reserva 2011 é um grande vinho. Muito jovem, com uma potência de fruta bem evidente, acidez, madeira ligeira, encorpado e intenso. Um vinho para um bom prato, um daqueles valentes à portuguesa, ou então deixar na garrafeira mais uns anos, pois tem grande potencial de envelhecimento.

Nota: 16,5
 É um bom vinho, conhecido pela maioria, mas ainda muito instável, desarrumado. Coloco-o aqui para quem quiser comprar um vinho para guarda, pois acredito que vá fica um vinho à séria, mas para já, o excesso de madeira não me cativou.

Nota: 15,5
 Uma surpresa que me agradou bastante. Um vinho de 2008, prontinho a ser consumido. Tudo bem harmonizado, tendo tudo para agradar. Fruta, acidez, corpo, final de boca bastante agradável.

Nota: 16
 Uma novidade que será lançada muito em breve. Um vinho do caraças. Um Grande Reserva de 2008 de João Barbosa que com certeza vai dar que falar. Só posso dar um conselho, comprem. Não é barato, mas está no patamar de preço certo para a excelência de vinho que é.

Nota: 17
 Para terminar, este Caladessa tinto de 2012, da Herdade da Calada. Uma surpresa muito agradável, um vinho muito gastronómico, onde os seus aromas cativam a estar a namorá-lo mais tempo, e com uma boca muito elegante.

Nota: 16








Parabéns à organização, aos produtores presentes e aos bons vinhos que trouxeram.


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

BLANCO NIEVA SAUVIGNON BLANC 2012

Viñedos de Nieva foi fundada em 1989 e situa-se em Segóvia, a norte de Madrid. Apenas abrangidos pelo D.O. Rueda, Nieva fica a uma altitude de 850 metros e na parte mais oriental da denominação. O produtor tem o total de 55 héctares, sendo 50 de Verdejo e 5 de Sauvignon Blanc, que é o vinho que vos trago hoje. Continuando, as uvas deste produtor estão maioritáriamente em solos de areia com muitas pedras soltas bem pequenas, o que faz que, juntamente com as condições climáticas, seja o sitio perfeito para estas duas castas brancas que tão bons vinhos fazem. Este que vos trago hoje, é o Sauvignon Blanc de 2012, está de muito boa saúde e recomenda-se. Grandes aromas, potente, com citricos em destaque mas com maçãs verdes e pêssegos a darem ao conjunto uma harmonia perfeita. Na boca, um vinho seco, muito vegetal, rebelde e ao mesmo tempo elegante, com grande acidez, deixando a boca fresca e vibrante. Um vinho branco que deve ser bebido todo o ano.

 
Região: Nieva
Castas: Sauvignon Blanc
Tipo: Branco
Álcool: 13%
Produtor: Viñedos de Nieva, Grupo Martúe

Nota Pessoal: 16 (Bom)
Preço: a rondar os 8€

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

MUSEU COA 2009

Museu do Coa é um vinho tinto produzido pela Lavradores de Feitoria.  O museu tem agora a participação neste projecto, sendo o primeiro museu português a ter um vinho próprio. Ao obter este vinho tem a grande oportunidade de visitar o Museu, pois cada garrafa tem um voucher que vale uma entrada gratuita. Quanto ao vinho em si, é um vinho com aromas exuberantes, floral, com notas de esteva, juntamente com a fruta madura, tornando-o muito elegante. Na boca é um vinho seco, com muita fruta a notar-se, bem madura, muito macio, elegante, boa complexidade e intensidade, e com um final longo e persistente. Um vinho do Douro com muita frescura, com acidez bem integrada e com uma estrutura e elegância deliciosa. Este vinho é uma excelente opção para acompanhar um bom coelho assado ou um cabrito.

Região:
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz e Vinhas Velhas
Tipo: Tinto
Álcool: 14,5%
Produtor: Lavradores de Feitoria, Vinhos de Quinta S.A.
Enólogo: Paulo Ruão

Nota Pessoal: 16,5 (Bom)
Preço: a rondar os 15€

terça-feira, 1 de outubro de 2013

DONA BERTA RESERVA ESPECIAL TINTO 2009

Tive a sorte de passar no Intermarché de Mafra e lá encontrar este magnifico vinho, por 8€ a garrafa. Garanto-vos que é dado, pois o preço comercial anda no dobro, mais coisa menos coisa. É na Quinta do Carrenho, em Freixo de Numão, bem no Vale de Foz Côa, que se faz estes maravilhosos vinhos, pela mão de Hernani Verdelho. Dona Berta era como a população chamava a sua mãe, ficando assim a marca dos vinhos. E que vinhos. Mas falando agora deste que vos trago, é um vinho de que gosto bastante. Com uma cor violeta carregada, começa logo a cativar pelo nariz, onde notas de frutos silvestres e ligeiro tostado salta do copo com exuberância. Na boca, seco, musculado, potente, mas sem nunca perder a elegância, o equilibrio entre acidez e fruta estão perfeitos. Um vinho com boa complexidade, intenso e de final longo e persistente. Grande vinho a grande preço.


Região: Douro
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Barroca, Tinto Cão e Touriga Franca
Tipo: Tinto
Álcool: 14%
Produtor: Quinta do Carrenho

Nota Pessoal: 17,5 (muito bom)
Preço: 15€