sexta-feira, 31 de maio de 2013

BRANCO, O INJUSTIÇADO

Desde sempre, os vinhos brancos são alvo de escolha por parte do consumidor quando o calor começa a apertar. Porquê. Porque é de facto o tempo que manda na degustação deste tipo de vinhos, por vezes menos pesados por serem servidos mais fresquinhos. Mas o consumidor, na maior parte das vezes, espera que os novos brancos cheguem à prateleira. Mas, se no ano anterior aquele vinho que escolheu era uma escolha acertada, porque não escolhê-lo este ano de novo? Se ainda está à venda, porquê não arriscar novamente no do ano anterior? É claro que se quer provar o que aí vem, mas se houver oportunidade de comprar o do ano anterior, ou mesmo de à dois ou três anos atrás, acho que o devem fazer. Experimentem, só uma garrafa para poderem comparar se é um vinho que evoluí bem ou não, para saber se conseguiu passar mais um ano dentro da garrafa sem perder a sua frescura ou acidez, que é o principal para que um vinho consiga ficar alguns anos em garrafa. Vai ver que existem vinhos brancos fabulosos e que, devido a alguma evolução que tenham tido, positiva claro, vai poder passar de um vinho de Verão para um vinho que pode ser consumido com o tempo mais fresco e até apreciá-lo na companhia de algumas carnes. Deixo aqui alguns vinhos que estão fantásticos e que pode experimentar com confiança. É claro que existem muitos mais.

Quinta da Murta Arinto 2009
Edmun Do Val  Alvarinho 2009
Terra D´Alter Reserva 2010 e 2011
Rovisco Garcia 2010
Senhor D´Adraga 2009
Três Bagos Verdelho 2008
Monte Cascas Reserva Regional Minho 2010

sexta-feira, 24 de maio de 2013

HERDADE DE TORAIS, VISITA


   Foi no dia 6 de Abril que fui até ao Alentejo, Montemor-o-Novo, onde está situada a Herdade de Torais. Fernando Pedro Pereira Coutinho é produtor de vinhos mas também tem exploração de cereais, pastagens e gado bovino. Mas foram os vinhos que me levaram até estas terras maravilhosas. A herdade tem cerca de 200 héctares, mas em vinha são somente 20 héctares que tem em produção, escolhendo cerca de 10% para fazer os vinhos da Herdade de Torais, vendendo a restante uva. A herdade não tem adega própria, recorrendo a uma adega que aluga para fazer os vinhos e deixar a estagiar.






   Os vinhos já estavam à nossa espera, e, antes de almoçar um maravilhoso cozido à portuguesa, provámos os brancos e um rosé. Herdade de Torais Branco 2012, está prontinho para sair para o mercado mas ainda à espera do melhor momento. Ainda muito jovem, frutado, cítrico, muito vegetal e a deixar ligeiro amargo no final, com a madeira ainda a moldar-se, boa acidez, complexo e encorpado. Seguiu-se o Herdade de Torais Branco 2011. Excelente evolução. Boas notas de fruta madura, mais suave que o 2012, boa complexidade, acidez alta, fresco, bom corpo, com baunilha ligeira e toque de manteiga. Intenso e de final médio. Está no ponto. Provámos um Rosé 2012, que não está nem vai para venda, somente para consumo do proprietário, na qual tenho pena, pois gostei bastante. Framboesas, ligeiro doce mas sem chatear, frescura, boa acidez e toque floral. Feito com Syrah e Touriga Nacional. 



 Os vinhos foram acompanhados de queijos e enchidos da zona.



Seguiu-se o almoço, onde pudemos provar o Herdade de Torais Tinto 2008 que acabou de sair para o mercado. Fruta madura com ameixa passa, ligeiro chocolate. Frutado, acidez alta, frescura, encorpado, complexo e com final longo. Por gentileza do proprietário, seguiu-se o Torais Tinto 2004, Torais Tinto 2005 e para finalizar o Torais Reserva 2007. O primeiro, mostrou-se cheio de vida, com notas de cacau, ligeiro balsâmico, fruta passa, compota, com boa acidez, frescura e alguma evolução. O 2005 mostrou muita frescura, mais frutado, chocolate e notas de café, com ligeira adstringência no final. Bom corpo, intenso e final longo. E por fim, o Reserva 2007, muito vibrante, fruta bem presente, muito seco, complexo, intenso, músculado. Dos tintos, o 2005 está perfeito, é pena já não haver para comprar.



 Depois do almoço, um passeio pela herdade de trator, com uns belos bancos de palha. Ou se está no campo ou não se está. Uma visita guiada pelas vinhas, e por toda a herdade. Soube bem e a vista era linda.











 Mais umas explicações do Dr. Fernando Pedro Pereira Coutinho

E final da visita. Podem encontrar este vinhos à venda em garrafeiras, no El Corte Inglês e alguns restaurantes.

Herdade de Torais Branco 2012
Nota: 15
Preço: ainda não se encontra no mercado

Herdade de Torais Branco 2011
Nota: 16
Preço: a rondar os 9€

Herdade de Torais Tinto 2008
Nota: 15
Preço: a rondar os 9€

Herdade de Torais Reserva Tinto 2007
Nota: 16,5
Preço: a rondar os 24€

Herdade de Torais Tinto 2004
Nota: 16,5

Herdade de Torais Tinto 2005
Nota: 17,5

quinta-feira, 16 de maio de 2013

DUORUM COLHEITA 2011

Este é um dos vinhos que costumo comprar e que nunca me deixa ficar mal. Um vinho com carácter, com muita elegância. Um vinho de João Portugal Ramos, com a enologia de José Maria Soares Franco, é um vinho onde sobressai os aromas a frutos negros, especiado q.b., ligeiro tostado. Na boca seco, fruta madura presente, com uma acidez média mas perfeita, encorpado, intenso e de final longo e persistente. 

Uma elegância entre fruta, acidez e madeira, que nos dá prazer em bebê-lo. Uma boa costoleta de novilho mal passada, para quem gosta tá claro, é um dos muitos pratos que fazem uma combinação perfeita com este vinho.









Região: Douro
Castas: Touriga Franca, Touriga Nacional e Tinta Roriz
Tipo: Tinto
Álcool: 13,5%
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Enólogo: José Maria Soares Franco

Nota Pessoal: 16,5
Preço: a rondar os 9€

terça-feira, 7 de maio de 2013

MONTE SERRANO RESERVA 2008

Vem da Adega da Covilhã este Reserva 2008, feito com as castas Touriga Nacional e Tinta Roriz. Um vinho que pode ser encontrado no El Corte Inglês, no supermercado, a cerca de 6,5€. Gostei do vinho. Aromas a fruta madura com notas de ameixas, algum pimento, tostado, ligeiro floral, muita frescura. Na boca, seco, fruta presente, frescura, acidez alta, madeira suave, com corpo médio, intensidade média e de final de boca médio/ longo. 

Gostei mais deste vinho a acompanhar comida do que sózinho, e um bacalhau no forno regado de azeite é um prato de muito boa companhia.

Região: Beira Interior
Castas: Touriga Nacional 80% e Tinta Roriz 20%
Tipo: Tinto
Álcool: 13%
Produtor: Adega da Covilhã

Nota Pessoal: 15,5
Preço: 6,5€ no El Corte Inglês Supermercado

quarta-feira, 1 de maio de 2013

BSE 2012, O BRANCO SECO ESPECIAL

Começámos na corrida aos brancos. Apesar de ainda não estar o calor que todos querem, porque com um inverno como foi, venha de lá o calor para aquecer o esqueleto, é altura dos produtores lançarem as novidades de castas brancas ao mercado. Este é mais um ano do famoso BSE de José Maria da Fonseca, o 2012. Um vinho de compra segura, barato, fiél, sem grandes pretensões, simplesmente para disfrutar. Um vinho com aromas a citrinos, mineral, ligeiro floral. Na boca é seco, mostrando boa acidez, alguma fruta madura, boa frescura, corpo médio, com uma intensidade baixa e de final curto. 

Em dias de calor, acompanhar este vinho com um peixinho grelhado e uma salada, não podia calhar melhor.


Nota pessoal: 14
Preço: encontram este vinho na maioria dos supermercados com o preço a rondar os 4€