quarta-feira, 27 de junho de 2012

LOURO DO BOLO GODELLO 2006

A casta Godello é originária de Espanha, mais propriamente da Galicia. É uma casta com bago médio,  de cor amarelo esverdeado e é muito aromática e de grande qualidade. E este vinho é um excelente exemplo muito bom para apreciarem esta casta. Quanto à rolha, de borracha. Vamos ao vinho.

Límpido, de cor amarelo dourado e de lágrima presente.
No nariz é muito atraente, intenso, com notas de maçãs, ligeiro floral e mel. A madeira está presente e nota-se alguma evolução que lhe assenta muito bem e muito complexo. Boa mineralidade.
Na boca, seco, excelente corpo, uma acidez muito boa, mineral, intensidade alta e de final longo.

Um excelente vinho branco, muito gastronómico, para acompanhar umas comidas bem condimentadas e com alguma gordura, como umas ameijoas à bulhão pato.






Região: Espanha
Castas: Godello
Tipo: Branco
Álcool: 13,5%
Produtor:  Rafael Palacios
Enólogo: Rafael Palacios

Nota Pessoal: 16,5
Preço: 12€

segunda-feira, 25 de junho de 2012

JOSÉ DE SOUSA TINTO 2010

Gostei, gostei e gostei. Um vinho que ronda os 7,5€ e que tanto prazer me deu. José de Sousa é um vinho alentejano de José Maria da Fonseca, da Herdade do Monte da Ribeira, que fica em Reguengos de Monsaraz. Uma percentagem fermentou em  ânforas de barro, coisa típica no alentejo e que se foi perdendo ao longo dos anos, e o restante em inox, cabendo o estagio em barricas de carvalho americano e francês.

Aspecto límpido, cor rubi e de lágrima presente.
No nariz é muito interessante. Esteva, figos, tabaco, com ligeiro toque de baunilha. Madeira presente. Que maravilha.
Na boca, seco, complexo, fruta madura, muita frescura, muito equilibrado entre a madeira e a fruta, cativante, suave e com muita juventude. Mostrou-se com boa intensidade e de final longo e persistente. Adorei.







Região: Alentejo
Castas: Grand Noir (45%), Trincadeira (35%), e Aragonez (20%)
Tipo: Tinto
Álcool: 13,5%
Produtor: José Maria da Fonseca

Nota Pessoal: 16
Preço: a rondar os 7,5€

CONCHA Y TORO LATE HARVEST 2009

Este Colheita Tardia chegou-me ás mãos pelo meu amigo Luís. Veio directamente do Chile, atravessou o Atlântico e veio cá parar a casa, juntamente com outros vinhos que lhe tinha pedido para trazer. Mas este foi surpresa. E que boa surpresa. Já tinha provado um Colheita Tardia deste produtor, Concha Y Toro, e que gostei bastante, mas este ainda é melhor. Obrigado Luís.

De cor amarelo dourado, límpido e de lágrima presente.
Nos aromas, destacou-se mel, pêssegos maduros e papaia, intenso. Na boca revelou um excelente corpo, cheio, untuoso, com notas de mel e ligeira fruta madura, mas presente. Muito suave, intenso e de final longo e persistente. 

Acompanhou na perfeição um Bolo de Rolo maravilhoso, e podem ler a receita aqui.






Região: Chile
Castas: Sauvignon Blanc
Tipo: Colheita Tardia
Álcool: 12%
Produtor: Viña Concha y Toro S.A.

Nota Pessoal: 16,5

domingo, 24 de junho de 2012

GRANDES QUINTAS RESERVA 2009

A Casa da Arrochella já nos habituou a vinhos de qualidade e este não foge à regra. Um vinho do Douro, com grande potencial de evolução, mas com grande potencial para ser bebido já. Está muito jovem, com a presença de fruta madura em compota de amoras e um toque floral de violeta, ligeiro balsâmico, madeira presente mas ainda em demasia. Na boca mostrou-se seco, frutado, especiado, com corpo, madeira presente, taninos elegantes, algum mentolado, muito elegante, intensidade média e de final longo. Um excelente vinho do Douro e deste produtor. 

Achei engraçado que o Colheita 2009 deste produtor está muito ao nível do Reserva 2009, e isso faz com que para o dia-a-dia, possa haver um excelente vinho na mesa, o Colheita 2009, e deixar este Reserva para comprar e guardar, pois apesar de ser um excelente vinho, dar-lhe mais 1 ou 2 anos em garrafa só o irá beneficiar.






Região: Douro
Castas: 80% Vinhas Velhas, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca
Tipo: Tinto
Álcool: 14,5%
Produtor: Casa da Arrochella
Enólogo: Luís Soares Duarte

Nota Pessoal: 16,5
Preço: 14€

quinta-feira, 21 de junho de 2012

ADEGA SEM FRONTEIRAS



Adega Sem Fronteiras
Almoço apresenta pratos de bacalhau desconhecidos da maioria dos apreciadores.
A Adega Cooperativa de Palmela promove no próximo dia 24 de Junho mais um encontro gastronómico «Adega sem Fronteiras», juntando propostas das Confrarias Gastronómicas do Bacalhau (Ílhavo) e dos Saberes e Sabores do Lousal (Grândola).
Este é o quarto de seis almoços mensais, numa iniciativa integrada na programação de «Palmela - Cidade Europeia do Vinho 2012» distinção atribuída ao município pela RECEVIN - Rede Europeia de Cidades do Vinho.
Recorde-se que já participaram nesta iniciativa as Confrarias; Gastronómica de Palmela, do Moscatel, Gastronómica da Chanfana e Gastronómica de Angola.
A exemplo do que aconteceu em anteriores repastos, as propostas gastronómicas das confrarias serão «casadas» com vinhos seleccionados pelo enólogo da Adega Cooperativa de Palmela.

Neste caso vai haver Sopa de Bacalhau acompanhado por Adega de Palmela Branco D.O. 2011, Feijoada de Samos de Bacalhau que é acompanhado por Adega de Palmela Tinto D.O. 2011. 

(Por proposta da Confraria do Bacalhau)

Chora - sopa de bacalhau que alimentava os pescadores em plena faina
Adega de Palmela Branco D.O. 2011

Feijoada de Samos (ou sames) de bacalhau
Adega de Palmela Tinto D.O. 2011

Bacalhau à Confraria – receita criada pelo Chefe Silva para a Confraria            
Vale dos Barris Castelão 2011

(Por proposta da Confraria Saberes e Sabores do Lousal - Grândola)

Carne do Alguidar com batata de coentrada
Adega de Palmela Tinto D.O. Reserva 2009

Doce da Sta. Barbara
Moscatel de Setúbal 2010 ou Vinho Licoroso Abafado


Informações e inscrições:

ana.nunes@acpalmela.pt
212 337 020

Adultos: 20€
Crianças: 10€
Crianças até aos 10 anos: Grátis

quarta-feira, 20 de junho de 2012

VINHO A COPO EM LISBOA E PORTO



No âmbito da campanha de promoção do consumo de vinho a copo, a Viniportugal convida-o a participar na Festa a copo! que decorrerá na cidade de Lisboa, dias 22 e 23 de Junho, no Bairro Alto e Rua da Barroca, e no Porto a 29 e 30 de Junho na Rua Galeria Paris e Rua Cândido dos Reis.

Porque os bons momentos brindam-se a copo, os consumidores podem degustar um conjunto alargado de vinhos de qualidade em qualquer um dos estabelecimentos aderentes a um preço de 1,50€ por copo.
Venha brindar connosco.

terça-feira, 19 de junho de 2012

OS BLOGUES PORTUGUESES POR ANÍBAL COUTINHO


Li esta noticia hoje, gostei e achei que devia partilhar, pois sem os meus leitores, seguidores, amigos e outros, não podia estar numa lista de 10 blogues nacionais escolhida por Aníbal Coutinho, jornalista e crítico de vinhos, entre outras coisas.Vale o que vale mas é sinal vivo que os blogues têm quem os siga e que o trabalho feito é seguido por aqueles que menos esperamos, e dá-me ainda maior motivação para continuar a fazer aquilo que realmente gosto.



http://w-anibal.com/media/pdf/24_2LiquidosW.pdf












Obrigado a todos.

Nuno Ciríaco
Adega dos Leigos

CARACÓIS COM VINHO? PORQUE NÃO?

É sabido pela maioria que o belo do caracol vai bem com uma boa cerveja fresquinha. Pelo menos a mim sabe-me muito bem mesmo. Mas, e quem não gosta de cerveja? Não tem direito? Com sumo? Não me parece. Foi então que perguntei a alguns especialistas na área e fui para casa para as comprovar. Ora, caracóis, bastantes oregãos, bacon, cebola, azeite, ligeiro piripiri e..........


um belo dum espumante bruto para acompanhar os meninos ou a escolha de vinhos brancos com acidez alta. Ficam muito bem casados na boca, e isso é o que se quer. Os vinhos ficam à vossa escolha, pois têm aqui no blogue muitas opções. Experimentem e depois digam de vossa justiça.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

QUINTA DOS AVIDAGOS GRANDE RESERVA 2008

Palavras para quê, assenta na perfeição a este vinho, que dá prazer de beber em qualquer situação. Mais uma referência de topo da Quinta dos Avidagos, e mais uma vez este produtor a mostrar o que de bom se faz pelo Douro, o fabuloso Douro que tanto amo. Este vinho quando caí no copo dá logo vontade de lhe pegar para ver e sentir os aromas que este ser vivo nos vai brindar. Cor opaca, violeta carregado. Nos aromas, fruta bem madura, preta, amoras e ameixa, complexo, alcool presente e muito intenso. Na boca, encorpado, cheio, potente, fruta presente, madeira com bom equilíbrio, intenso e de final longo e prolongado. Grande vinho. Pode beber já, jovem e solto, ou guardar uns anos e apreciar a sua evolução, pois acredito que seja espectacular. 













Região: Douro
Castas: Touriga Nacional e Vinhas Velhas
Tipo: Tinto
Álcool: 15,8%
Produtor: Quinta dos Avidagos
Enólogo: Rui Cunha

Nota Pessoal: 17,5
Preço: a rondar os 40€

quinta-feira, 14 de junho de 2012

É JÁ ESTE SÁBADO


É já no dia 16 de Junho que se vai realizar em Lisboa,  Hotel Flórida (Rua Duque de Palmela 34 - ao Marquês de Pombal)., das 17 horas ás 23 horas, conjugando o fim da tarde com uma noite que promete. Vai poder provar, comprar, e até comer, numa novidade que vai estar à "esquina", o Sushi Corner. Eu vou estar presente, e gostaria imenso de conhecer alguns leitores do Adega dos Leigos, onde faço questão de ouvir opiniões, criticas e sugestões para poder melhorar o meu trabalho. Apareçam, e eu vou estar identificado, abordem-me.

Entrada: €10,00. Inclui copo de vinho.
Mais informações em www.adegga.com/winemarket/summer2012 e também na página do evento no Facebook.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

QUINTA DE PANCAS BRANCO 2011

Aí está o novo Pancas Branco no mercado, com o ano de 2011. Vinho produzido pela Companhia das Quintas, este Pancas já é conhecido pela maioria, e é sem dúvida um vinho muito agradável para o calor que se avizinha, pelo menos assim o esperamos, falando do calor claro. Um vinho de cor amarelo pálido, com aromas a citricos, tropical suave a notar-se e ligeiro mineral. Na boca é seco, muito agradável, frutado q.b., fácil, fresco, com intensidade média e de final curto. Um vinho honesto, fiél, e que não desaponta em nada.
















Região: Alenquer
Castas:  Arinto, Chardonnay e Vital
Tipo: Branco
Álcool: 12,5%
Produtor: Companhia das Quintas

Nota Pessoal: 14,5
Preço: 3€ nos supermercados

domingo, 10 de junho de 2012

TERRAS DO MINHO TOURIGA NACIONAL ROSÉ 2011

Enviado pelo produtor, mal saiu da caixa fiquei completamente apaixonado pela sua cor e pela sua imagem. Uma imagem limpa, feminina com seus toques de rosa, e à sua volta todo aquele vermelho vivo, aberto, límpido. Como será por dentro, apesar de o estar a ver. Quinta da Lixa é, a meu ver, o produtor de vinhos verdes que melhor preço qualidade tem, e com uma gama de vinhos invejável. Um produtor que tem por ano cerca de 4 milhões de litros de vinho, é obra. E a maioria dos seus vinhos não ultrapassam os 5€. Mas tem qualidade. Chegou ao copo e saltou logo os morangos e groselhas, com notas florais, ligeiramente adocicado a fazer com que fosse difícil desviar o copo do nariz. Confirmou-se o contra-rótulo da garrafa. Na boca, seco, ligeiro gasoso, excelente acidez casando na perfeição com a fruta, bom volume de boca, enchendo bem, ficando ali a dar-nos prazer, intensidade média e de final médio. Posso dizer que é dos melhores rosés que provei até hoje, fresco, fácil e a dar-me muito prazer. Vou comprar para ter neste Verão. Com certeza que o encontram nos supermercados Continente.







Castas: Touriga Nacional
Tipo: Vinho Verde
Álcool: 11%
Produtor: Quinta da Lixa
 
Nota Pessoal: 15,5
Preço: 2,99€

quinta-feira, 7 de junho de 2012

HERDADE DO MOUCHÃO, VISITA E PROVA


Herdade do Mouchão, este emblemático nome do Alentejo que produz vinhos, azeite, cria borregos, cerca de 1000 e outras coisas. Uma herdade com cerca de 950 hectares, dos quais 38 hectares são com vinha. Foi por meio de Edite Alexandre, responsável pelo marketing da herdade, que recebi o convite para estar presente no Bloggers Day, que se realizou no passado dia 2 de Junho, ao qual me juntei a outros colegas. Fomos recebidos por John Fordyce, que após uma pequena conversa introdutória, fomos então visitar as vinhas. O que eu gosto de andar no terreno. O cheiro, os barulhos, ver os rebentos das videiras e muito mais. Foi-nos explicado a história da herdade, das vinhas, e de como foi plantada a Vinha dos Carapetos, com 29000 pés de videira e todas plantadas à mão, assim como os respectivos buracos abertos também à mão. " Ainda havia mão de obra ", disse John. Foi a primeira herdade em Portugal a plantar Alicante Bouchet, por mão de John, neto de Thomas Reynolds que já tinha negócios no Porto. John, começou com a cortiça, e logo expandiu a herdade para produzir vinho. E que vinho. Mas este vinho, conhecido por todos, só conseguiu deixar ser um vinho de mesa para passar a ser um vinho DOC, Denominação de Origem Controlada, imaginem só, 118 anos depois, e isto deu-se no ano de 2010. Sim, 2010, como pode ser possível. Bem, vejam algumas fotos e, mais abaixo, está a prova.







Adega preparada para nos receber e provar os vinhos escolhidos pelo John Forlyde






Vamos então à prova.

D. Rafael 1996, uma garrafa que John pôs na mesa para vermos a evolução que este vinho teve. Com uma cor castanho alaranjado e límpido, nariz intenso, com notas de madeira e especiarias em destaque. A fruta era passa, seca. Na boca, seco, ligeiro doce de início, de médio corpo, com intensidade médio, ligeira secura no final que se mostrou curto. 15,5

D. Rafael Tinto 2010, Cor violeta, límpido, aberto. No nariz, ligeiro doce, fruta madura, com frutos silvestres como amora e framboesas, notas de madeira e mentol. Na boca, seco, frutado, ligeira secura no final, boa intensidade e de final médio. 15,5

Ponte Canas Colheita 2009, cor rubi, opaco. Fruta madura, compota, alguns fumados, ligeiro doce, balsâmico, com especiarias, intenso. Na boca seco, menos expressivo que no nariz, fruta doce, madeira, alcool em demasia e ainda em desiquilibrio, com secura final presente e tabaco. Não se mostrou com grande potência na boca, esperava mais, mas com o tempo estará melhor. 14,5

Ponte Canas 2006, acastanhado, alcool presente, frutos maduros, esteva, especiado, mentol e cacau. Intensidade média e de final médio. Se o anterior tinha o alcool desajustado por ser novo, este com mais idade ainda se nota ligeiro desajuste, especialmente quando a temperatura subiu mais um pouco. 14,5

Mouchão 1984, apareceu no copo límpido, castanho com rebordo alaranjado. No aromas, couro, cogumelos, ameixa madura, amoras, muito complexo, com ligeiro mentol e tomilho. Na boca, seco, boa estrutura, a dar-nos conversa, com fruta madura, madeira e café. No ponto. 17

Mouchão Colheitas Antigas 2002, violeta de cor, límpido, com aromas de mentol, tinta da china, carvão, fruta madura e madeira. Na boca, seco, bom corpo, com a fruta madura presente e a dizer-nos para a mastigar, ligeira adstringência, intenso e de final longo. Para mim, o melhor. 18

Mouchão 2007, ainda em terras alentejanas, um vinho novo, ainda em plena juventude, com muita fruta, potência, garra, ainda a ser domado. Amoras pretas, pimenta, eucalipto é o que nos entra pelo nariz. Boca cheia, gorda, fruta madura, fresco, intenso e de final longo. 17

O almoço, que foi uns belos secretos bem suculentos e macios, umas costeletas de borrego fabulosas e um entrecosto, tudo na grelha, feita pelo John, que se agarrou às brasas e fez de lá sair estas deliciosas carnes, acompanhou o famoso Arroz Indonésio, que estava simplesmente............sem palavras, uma boa salada de tomate e salada de alface, temperada por nós, com azeite e vinagre da casa. Acompanhou os vinhos da herdade e ainda o D. Rafael Branco 2011, acabado de sair para o mercado, e no final, ainda pudemos apreciar o Mouchão Licoroso 2006, o Mouchão Abafado e um Mouchão Licoroso 1929, que é só para a família e amigos. 

Queria agradecer mais uma vez a todos os que me proporcionaram este dia fantástico.

Obrigado,
Nuno Ciríaco