segunda-feira, 30 de abril de 2012

PORTAS DA HERDADE RESERVA TINTO 2010

Com uma nova imagem, aí está o novo Portas da Herdade Reserva 2010 tinto, da Companhia das Quintas, Herdade de Farizoa. Um vinho com uma cor rubi, lágrima presente e límpido. Mostrou-se com aroma complexo, com notas de flor de violeta, chocolate e cerejas e com ligeira baunilha. Estagiou 12 meses em carvalho francês. Na boca, seco, acidez presente e bem casada com a fruta, vinho com alguma elegância, bom volume, intensidade média e final médio. Um vinho com qualidade e fácil, para acompanhar a nossa gastronomia. Acompanhei com queijo curado de ovelha e saiu-se muito bem.









Região:Alentejo
Castas: Aragonez, Alfrocheiro, Touriga Nacional e Alicante Bouchet
Tipo: Tinto
Álcool: 14%
Produtor: Companhia das Quintas
Enólogo: João Corrêa e Nuno do Ó

Nota Pessoal: 15,5
Preço: 4,99€ no Continente

quinta-feira, 26 de abril de 2012

PERIQUITA RESERVA 2009

Mais um ano que é lançado este reserva, já conhecido por muitos. Sempre no mesmo perfil doe anos anteriores mais recentes, mas cada vez mais a ser feito para ser um vinho fácil, que não desaponta nenhuma mesa, cada vez mais um todo-o-terreno. Provei-o a 16º.

Aspecto límpido, cor violeta brilhante.

No nariz mostrou-se exuberante, com ligeiro floral de início e álcool presente, mas à medida que se agitava o copo tornou-se muito delicado, com charme, perfume, apimentado, amoras e ginja.

Na boca, seco, fruta, acidez e madeira em bom equilíbrio mas ainda com a madeira a sobressair um pouco, mas nada de grave. Especiado, taninos suaves, de intensidade médio e final médio/longo.

Gostei bastante deste vinho.

Região: Península de Setubal
Castas: Castelão, Touriga Nacional e Touriga Franca
Tipo: Tinto
Álcool: 13,9%
Produtor: José Maria da Fonseca
Enólogo: Domingos Soares Franco

Nota Pessoal: 16,5
Preço: 8€ aprox.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

VISITA À QUINTA DA FONTE BELA ( PARTE 2 )

Depois da visita à Quinta da Fonte Bela, seguimos para a sala de provas onde Cristina Antunes tinha já preparado alguns vinhos para se provar. Bons vinhos de entrada, gama média de qualidade e que me agradou imenso, e por fim uns monovarietais com grande potencial de evolução. Mais uma vez agradeço a Cristina Antunes pela excelente prova. Fica então a prova dos vinhos. 

Portada Branco 2011, maçã verde, muito fresco, suave, mineral, com acidez correcta, intensidade média e de final curto e agradável.

Nota Pessoal: 14















Paxis Arinto 2011, muito citrico, frutos de árvore ainda verdes, limão, muito fresco, acidez alta, intensidade média e
de final médio. Excelente para o verão.

Nota Pessoal: 15
Grand´Arte Alvarinho 2011, de nariz citrico, limão suave, marmelo e alguma líchia, com flor de laranjeira à mistura. Na boca complexo, macio, encorpado e persistente.

Nota Pessoal: 15,5
Portada Tinto 2009, frutado, boa estrutura, fácil, com algum corpo, intensidade média e de final médio e guloso.

Nota Pessoal: 15
DFJ Pinot Noir e Alfrocheiro 2008, rubi com rebordo acastanhado, fresco, alfarroba, ligeiro doce, complexo, corpo médio, intenso e de final longo.

Nota Pessoal: 16
Paxis Tinto 2009, seco, frutado, cor violeta, frutos vermelhos, bom corpo, fresco, intensidade m+edia e de final médio.

Nota Pessoal: 14,5
DFJ Touriga Nacional e Touriga Franca 2008, frutado, ameixas pretas, intenso, floral. Boca cheia de fruta, boa frescura, acidez perfeita, encorpado, taninos presentes, intenso e de final longo e persistente.

Nota Pessoal: 16,5
DFJ Caladoc e Alicante Bouchet 2008, frutado, com mirtilos e amoras pretas bem maduras, intenso, escuro, tosta. Excelente na boca, complexo, expressivo, encorpado, cheio de fruta bem madura muito bem casada com a madeira e acidez perfeita, intenso e de final longo.

Nota Pessoal: 16,5

Grand´Arte Touriga Nacional 2009, floral, frutos vermelhos, violeta. Na boca enche por completo, fruta madura, com boa frescura, caramelo suave no final.

Nota Pessoal: 16
Grand´Arte Alicante Bouchet 2009, ataque com espargos verdes acabados de cortar, café, fruta. Na boca encorpado, fruta madura, intensidade média, taninos médios e de final médio, com madeira ainda muito presente. Precisa de garrafa.

Nota Pessoal: 15,5
Grand´Arte Shiraz 2009, aromas intensos, vegetal, fruta madura, iogurte, ameixa passa, tosta, vinoso, intensidade média e de final longo.

Nota Pessoal: 15,5
Grand´Arte Touriga Nacional Special Selection 2007, aroma atraente, com fruta madura, cacau, fresco. Na boca, seco, fruta e madeira em conjunto com uma acidez perfeita, untuoso, muito elegante, complexo e de final longo e persistente. Excelente e a pedir comida.

Nota Pessoal: 16,5

domingo, 22 de abril de 2012

VISITA À QUINTA DA FONTE BELA ( parte 1 )

No dia 14 de Abril, rumei ao Cartaxo para uma visita à Quinta da Fonte Bela, onde se encontra a sede da DFJ Vinhos. Ali são os escritórios, vinificação, engarrafamento, armazéns, depósito de aproximadamente 3 milhões de litros de capacidade, adega de barricas, tanoaria, laboratório e sala de visitas. À minha espera estava Cristina Antunes, gestora de clientes da empresa, que me mostrou as instalações, contou a história da quinta e da empresa, tudo com muito entusiasmo e dedicação, transmitindo uma enorme paixão pelo que faz, pela área em que trabalha e pelo produto que tem para mostrar ao futuro cliente ou simples visitante. 

Localizada perto de Vila Chã de Ourique, no Cartaxo, esta quinta é centenária, sendo a maior parte dos edifícios da Arquitetura de Ferro no séc. XIX, executada por discípulos de Eiffel, e isso ainda se vê nas estruturas dos telhados todos feitos em ferro onde pousam as telhas, e uma destilaria magnífica mas que está inactiva.
A DFJ restaura algumas barricas em tanoaria própria, o que faz com que alguns vinhos que usem barricas de 2º e 3º ano, tenham um seguimento mais a fundo, escolhendo a tosta a usar depois de restauradas, ficando praticamente novas e conseguindo fazer experiências se é aquele perfil que querem para os vinhos a lançar. Todos os vinhos são pensados e elaborados ao gosto do cliente, resultado conseguido com parcerias, com distribuidores estrangeiros, nomeadamente no mercado inglês, que pedem a José Neiva qual o perfil de vinho que querem para que vença no mercado em questão. Mais de 90% da produção vai para exportação, e estamos a falar de cerca de 6 milhões de garrafas, cujos países são Inglaterra, Polónia, Suécia, Dinamarca entre outros. José Neiva, neste momento, o único proprietário da quinta, entre muitas castas que tem exclusivas para os seus vinhos, introduziu em Portugal a casta Caladoc, cruzamento de Grenache com Malbec, maior produtor português da casta Pinot Noir, também a casta tinta alemã Dornfelder está a ser cultivada. Alvarinho, onde é o maior produtor desta casta fora da região dos vinhos verdes, Alfrocheiro, uma casta do Dão e Alicante Bouchet fazem parte do vasto leque de castas que tem para produzir vinhos. 

A DFJ Vinhos é uma empresa 100% portuguesa, fundada em 1998 e orientada para a exportação de vinhos. Controla cerca de 400 ha de vinhas em quintas maioritariamente na região de Lisboa, Tejo, Douro, Terras do Sado e Alentejo.

Deixo-vos em baixo algumas fotos da beleza da quinta.


A destilaria inactiva mas de uma beleza...





 




Sala de provas


Toda a gama de vinhos da DFJ Vinhos.


Queria agradecer a Luís Gouveia e Vasco Neiva Correia pela amabilidade para com o blogue Adega dos Leígos de uma visita à Quinta da Fonte Bela, e a Cristina Antunes que foi de uma simpatia maravilhosa na maneira como me recebeu, de como falou do projecto e de ter estado num sábado disponível para a visita.

Obrigado a todos.

A seguir, a prova de alguns vinhos da Quinta.

terça-feira, 17 de abril de 2012

BULAS RESERVA TINTO 2007

A Quinta da Fozceira e Quinta da Costa de Baixo, no Douro, são da propriedade da família Bulas. Entre várias referências no mercado, provei este Reserva 2007. Feito com Vinhas Velhas e 25% de Touriga Nacional, revelou-se um Douro genuíno.

Aspecto opaco, de cor violeta escuro e de lágrima presente.

No nariz muito exuberante, com fruta madura em compota, amoras pretas e ameixas, flores e baunilha.

Na boca, seco, acidez presente, fruta bem madura, taninos presentes, encorpado, enchendo bem a boca, parecendo que estamos a mastigar, intenso e de final de longo e persistente.

Um vinho com qualidade que desconhecia e que fiquei fã e aconselho a todos a provarem.



Região: Douro
Castas: Vinhas Velhas ( 75% ) e Touriga Nacional ( 25% )
Tipo: Tinto
Álcool: 13,5%
Produtor: J. A. M. Bulas Cruz
Enólogo: ?

Nota Pessoal: 16,5
Preço: 9,90€ na http://www.exauro.com/pt/bulas-reserva-tinto-2007.html

terça-feira, 10 de abril de 2012

PROEZA TINTO 2009

O que é que nos dá prazer quando abrimos uma garrafa de vinho? Com toda a certeza o seu conteúdo. E quando o preço é verdadeiramente extraordinário em relação à qualidade do vinho que estamos a beber? Então é um duplo prazer. Quando vamos a uma prateleira e nos agrada o rótulo, que na maioria das vezes é por aí que um consumidor escolhe um vinho, e pegamos numa garrafa para ler o contra rótulo e a garrafa é poderosa? O primeiro pensamento é olhar para o preço antes de ler o que quer que seja, pois o peso da garrafa também pode estar associado a um preço mais elevado.

 Foi com este vinho que senti isso mesmo, que maravilha. Este vinho mostra uma região, o Dão. Um vinho com um aroma atraente, cativante, a não querer deixar tirar o nariz do copo, e na boca....só sei que se vir mais à venda, compro. Feito com as castas Touriga Nacional, Tinta Roriz e Jaen e com estágio de 6 meses em barricas de carvalho francês de 2º e 3º ano.



Aspecto límpido,  de cor rubi e de lágrima presente.

No nariz, fruta madura com amoras, flores, excelente frescura, madeira, boa intensidade, álcool presente, ligeiro pimento e no final resina.

Na boca, seco, acidez presente, equilíbrio entre a fruta e acidez, madeira suave mas menos presente que no aroma, corpo médio, intensidade alta e de final longo e persistente.

Nota: 15,5
Preço: 2,49€ nos supermercados Aldi
Produtor: Boas Quintas Sociedade Agrícola
Enólogo: Nuno Cancela de Abreu

DOMINGOS SOARES FRANCO CP MOSCATEL ROXO ROSÉ 2011

Gostei e muito. Feliz ideia de Soares Franco em apostar fazer um rosé desta casta em 2007, e espero que continue, pois achei-o bastante versátil. Seja como simples aperitivo, como com algumas comidas, este vinho está muito bem conseguido. 

De aspecto límpido, de cor rosa claro e de lágrima suave.

No nariz mostrou-se muito atraente, floral com rosas brancas, boa mineralidade e com lichias confirmando os aromas ditos pelo produtor, mel, algum caramelo e especiado. Muito fresco e adocicado.

Na boca, seco, frutado, com acidez presente e bem casada com a fruta, sem exageros, muito fresco, equilibrado, encorpado, de intensidade média e de final de boca médio. As senhoras adoraram.




Nota: 16
Preço: 9€
Produtor: José Maria da Fonseca
Enólogo: Domingos Soares Franco

sábado, 7 de abril de 2012

PREMIUM 2007

Premium, o topo de gama da Herdade da Ajuda em Vendas Novas. Terra das boas bifanas, também se produzem bons vinhos. Vinhos com qualidade, diferentes dos comuns alentejanos, mais frescos. Este vinho é para guardar ainda uns anos, pois mostrou-se estar ainda com juventude suficiente para estar mais um tempo em repouso. Quero destacar a imagem, que acho muito boa, directa e atraente.

Aspecto límpido, de cor rubi com rebordo acastanhado e de lágrima presente.

No nariz, limpo, de primeiro contacto vegetal, fresco, com mentol, espargos verdes acabados de cortar, ameixa e alguma pimenta.

Na boca, seco, acidez presente, fruta com confirmação de ameixa sem estar muito madura, bom casamento entre a fruta e a madeira, tornando o vinho sedoso, boa complexidade e muito gastronómico, bom volume de boca, de intensidade média e de final médio.
Pede comida como um bom pernil de porco no forno com batatas assadas.



Nota: 15,5
Preço:
Produtor: Herdade da Ajuda
Enólogo: António Ventura

quinta-feira, 5 de abril de 2012

FELIZ PÁSCOA PARA TODOS


MONTE CASCAS COLHEITA TARDIA 2010

Feito com Fernão Pires, vinha com 104 anos em Almeirim, este colheita tardia tem raça. Vindimadas as uvas no final de Outubro, este vinho está muito bem feito e com grande equilíbrio. Esta casta é um risco devido a ser muito frágil e sensível ás geadas e ás secas, sendo por isso mesmo as primeiras a serem vindimadas. Ainda bem que o clima foi bom para conseguirem as uvas no ponto certo para este vinho.

Aspecto límpido, de cor amarelo palha e de lágrima presente, com 10,5% de álcool.

No nariz, floral,  frutado, com toranja e alperce, mel.

Na boca, doce, com excelente equilíbrio entre a fruta e acidez, com açúcar perfeito, untuoso, novamente mel, fruta bem madura, intenso e de final de boca médio/ longo. 
Um colheita tardia perfeito para acompanhar uma boa sobremesa, como uma maçã assada com bolacha crocante e canela.



Nota: 16
Preço: 12,90€
Produtor: Casca Wines
Enólogo: Hélder Cunha e Frederico Vilar

terça-feira, 3 de abril de 2012

GUADALUPE SELECTION BRANCO 2010

Este vinho vem do Alentejo, mais propriamente da Quinta do Quetzal, na Vidigueira. Um branco de 2010 feito com Antão Vaz pela mão de Rui Reguinga. Com estágio em inox e engarrafado 6 meses depois, é um vinho jovem, fácil e um vinho para uma boa companhia à beira da piscina, ou como aperitivo.

Aspecto límpido, de cor citrina e de lágrima suave.

No nariz, pouco aromático, fechado. Ao longo do tempo nota-se a fruta, muito fresco, boa mineralidade, limão e maçã bem verde.

Na boca, seco, acidez presente e alta, juntando-se bem com a fruta, mineral, fresco, de intensidade suave e de final de boca curto.

Para mim, a única coisa a apontar é o preço, que acho um pouco elevado.





Nota: 14,5
Preço: 7€
Produtor: Quinta do Quetzal
Enólogo: Rui Reguinga