segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

FONTANÁRIO DE PEGÕES TINTO 2008


Este Fontanário de Pegões é um vinho agradável para se beber, mas com a companhia de comida, pois sem ela fica pobre, sem destaque e com o alcool a evidênciar-se em demasia. É um vinho onde a fruta é pouco sentida, apesar de lá estar, mas escondida. Podia dizer que é um bom vinho para o dia a dia, mas prefiro dizer que é um bom vinho para temperar comida, pois para beber, acho-o fraco em relação a vinhos do mesmo valor que têm mais potencial. Pequenas notas de madeira no final de boca, com taninos domesticados que não ferem o palato. Vamos ver como sai o 2009.

Nota: 14
Preço: cerca de 3€ nos supermercados

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

DIA DA MULHER NA HERDADE DAS SERVAS

Para celebrar o Dia da Mulher, a Herdade das Servas abre as portas para uma visita gratuita no dia 8 de Março.

A Herdade das Servas assinala o Dia da Mulher com uma visita guiada e gratuita, desde a vinha até à adega, onde partilhará a sua experiência e tradição da criação de vinhos.
As visitas são grátis para mulheres e realizam-se entre as 10h e as 12h e as 14h e as 17h. A marcação é obrigatória e feita através do contacto telefónico 268 322 949 ou do email enoturismo@herdadedasservas.com
 Info retirada da Revista de Vinhos

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

QUINTA DA CANAMEIRA COLHEITA 2008

A Quinta da Canameira situa-se em Vila Nova de Foz Côa, e produz vinhos de mesa de qualidade. Com produção de vinhos tintos, brancos e rosés, lançou recentemente o Quinta da Canameira Colheita 2008. Um vinho muito interessante, gastronómico e de boa estrutura.


Aspecto limpido, de lágrima persistente e de cor violeta.

No nariz, limpo, jovem, e de intensidade média. Frutos do bosque, floral, vegetal, algum pimento, especiado e com madeira presente, mas tudo meio fechado.

Na boca, seco, corpo médio, frutado, adstringente no inicio, especiado, taninos redondos, de intensidade média e de final de boca médio.

Um vinho que gostei, muito gastronómico, com uma boca mais sincera que o nariz, e que me agradou bastante a acompanhar um frango dourado no forno e batatas assadas. Gostei.

Nota: 16,25
Preço: ?

HOJE NA DELIDELUX, PROVA DE VINHOS QUINTA DA TOURIGA CHÃ

José António Ramos Pinto Rosas (1919-1996) dedicou a sua vida ao sector do Vinho do Porto e à Região Demarcada do Douro, tendo sido apelidado por diversos “wine-writers” como o “Pape du Douro”, o “Profeta do Douro”, ou ainda “Pioneiro do Douro”, graças ao notável trabalho que realizou para o desenvolvimento desta Região.

Poucos anos antes de falecer, José Rosas, decidiu concretizar o seu último sonho e de realizar a “quinta perfeita” para a produção de Vinhos do Porto e Douro. Após um longo e detalhado estudo da Região, encontrou uma propriedade com cerca de 20 hectares, no Douro Superior perto de Vila Nova de Foz Côa, que pelas suas características julgou ter as condições ideais para produzir vinhos de qualidade superior.

Comprou a propriedade no início da década de 90 e, com 72 anos de idade, aplicou todo o know-how que adquiriu ao longo de toda a sua carreira. Plantou uma vinha com cerca de 8,5 hectares, com castas seleccionadas, sobre um solo muito duro, xistoso e “virgem”. A inovadora decisão de plantar uma quinta com cerca de 80% de Touriga Nacional, levou José Rosas a baptizar a Quinta com o nome Touriga.

Na propriedade é hoje produzida uma quantidade limitada de um vinho de DOC Douro, o Quinta da Touriga-Chã, reconhecido pela imprensa especializada como sendo um dos melhores vinhos da Região.


À prova vão estar os vinhos:


Quinta da Touriga Chã Tinto 2004

Quinta da Touriga Chã Tinto 2006

Quinta da Touriga Chã Tinto 2007

Puro 2005 (ensaio)

Puro 2006 (ensaio)

Puro 2008 (novidade)

Começa ás 18 horas e acaba ás 22 horas. Não faltem.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

MEIA ENCOSTA 1999 NA PROVA À QUINTA


O que é a Prova à Quinta?

Tudo se desenrola da seguinte maneira:
- O blogue interessado lança um desafio, sempre no último dia do prazo que será obviamente uma Quinta Feira, os desafios podem ser tão variados como por exemplo: provar um vinho de casta estrangeira, um branco inox, vinho clássico, vinho italiano, vinho para acompanhar Queijo da Serra... depende da imaginação de cada um.
- O blogue que lançar o desafio fica responsável por recolher todas as notas de prova dos restantes blogues e fazer no final um apanhado com algumas conclusões, nada de muito extensivo apenas o básico e interessante da coisa.
- Os blogues que participam afixam a sua nota de prova com a foto alusiva, para melhor se identificar dos restantes artigos colocados. Convém dar uma pequena explicação sobre os motivos da escolha de cada um para cada desafio.
- Após ser lançado o desafio, os bloggers têm 15 dias para responder, passado esse prazo voltamos ao primeiro passo e um outro blogue poderá lançar novo desafio.
- Convém dizer que a escolha dos vinhos é livre e da responsabilidade de cada blogue, desde que respeite os objectivos colocados.
- Como é óbvio e após vários pedidos, esta iniciativa é aberta à participação de todos os leitores dos blogues participantes.

O primeiro desafio surgiu por parte do blogue Copo de 3, que desafiou os outros blogues e seus leitores a apresentar um tinto de perfil clássico, proveniente de uma região de Portugal.

A minha escolha foi um vinho do Dão, um Meia Encosta 1999. Escolhi um clássico "low cost" da região, pois este vinho é um vinho muito acessível, cerca de 3€, de anos mais recentes, e que já tem muita história na região.  Desde o seu lançamento em 1970 que cativa alguns consumidores diários. Mas este já estava na garrafeira à muito tempo, até pensei que já não tivesse grande coisa, mas enganei-me. 


Depois de decantado, esperei cerca de 30 minutos para o provar.

Aspecto turvo, lágrima média e de cor vermelho acastanhado.
No nariz, limpo, desenvolvido e de intensidade média. Aromas terciários devido à sua idade como couro, especiado, erva seca. 

Na boca, seco, baixa acidez, corpo médio, especiado, taninos suaves, de intensidade média e de final de boca médio/longo.

Não esperava muito deste vinho, mas surpreendeu-me, pois é um vinho que é feito não para guarda mas para consumo diário, e conseguiu, depois destes anos todos, mostrar-se de boa saúde e muito prazeroso.

Nota: 15,5
Preço: ?, sendo os de anos mais recentes cerca de 3€ nos hipermercados.




FREI JOÃO TINTO 2007

Este tinto, produzido nas Caves São João, Bairrada, é um vinho curioso. Feito apartir das castas Baga (50%), Touriga Nacional (40%), e Tinta Roriz (10%), mostra ser um vinho que concorre com vinhos de patamares mais altos, pelo menos em preço. Para mim, a casta Baga não é de se ter amor à primeira vista, mas aqui a Touriga Nacional vem dar estrutura a este vinho. 

Aspecto limpido, lágrima média e de cor vermelho escuro com nuances acastanhados.

No nariz, limpo, com aromas a figos secos, ameixa, ligeiramente floral e com uma intensidade média.

Na boca, seco, frutado, boa estrutura, equilibrado, alguma madeira, intenso e de final de boca médio.

Um vinho que me agradou muito tanto no nariz como na boca, e que me agradou pela boa compra que é, pois é um vinho barato para a qualidade apresentada. Acompanhou uns enchidos variados e um queijo de cabra seco. Gostei.

Nota: 15,5
Preço: 2,19€ no Pingo Doce

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

OUTONO DE SANTAR 2005

Quem nunca provou ou sequer ouviu falar de vinhos de colheita tardia, tem aqui uma boa hipótese para começar a saber o que são. São vinhos geralmente mais doces, ditos de sobremesa. As uvas são apanhadas mais tarde que a vindima normal, desidratando a uva e ganhando o nome de podridão nobre. Já na fase de caminhar para passa, a uva consegue dar estes magnificos vinhos. Este Outono de Santar 2005 é um vinho agradável para começar a saber como são estes vinhos.

Aspecto limpido, lágrima persistente e de cor amarelo palha.

No nariz, limpo, fruta seca, amêndoa, terra molhada. 

Na boca, meio-doce, fresco, algum citrino, casca de laranja, untuoso, de intensidade fraca e de final de boca médio.

Como disse, para quem não conhece, acho que é um bom vinho para começar a apreciar, mas a mim não me convenceu, pois conheço outros e este fica bem atrás deles. Acompanhem com um bolo de chocolate ou um doce regional que vai acompanhar muito bem. Beber fresco.

Nota: 15,5
Preço: a rondar os 11€, garrafa de 0,50l. Podem encontrar no Jumbo.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

ALFARAZ TOURIGA NACIONAL 2006

Estava bastante curioso de provar este monocasta alentejano. Gosto muito de vinhos feitos com esta casta, mas, se não estiver bem trabalhada não faz milagres. Este está de excelente saúde e recomenda-se.

Aspecto limpido, lágrima persistente e de cor violeta escuro.

No nariz, limpo, poderoso, aberto, frutado, especiado. Enche bem o nariz.

Na boca, seco, frutado, encorpado, com madeira presente no ponto, muito intenso e de final de boca maravilhoso.

Gostei bastante deste vinho, um vinho que dá prazer em beber, seja para o fazer a solo ou com uma boa comida. Bom vinho e muito boa qualidade.

Nota: 17
Preço: +- 12€

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Vinhos de Portugal no Bom Dia Brasil /Tv

10 CONSELHOS PARA A ESCOLHA DE UM VINHO

 1 Atenção à temperatura
Evite os vinhos expostos ao calor. Altas temperaturas são terríveis, porque cozinham o vinho e muitas vezes estufam a rolha, permitindo a entrada de ar e a oxidação da bebida.

2 Cuidado com a luz
Evite os vinhos expostos ao excesso de luz, o que acelera o processo de oxidação da bebida. Claro que num supermercado não sabemos por onde o vinho andou.

3 Nada de vinhos caros
 Rótulos de mais de 25€ não são para o dia a dia e é melhor comprá-los nas distribuidoras ou em certas garrafeiras.Existem muito bons vinhos a preços excelentes.

4 Observe a cápsula
Se estiver estufada ou com vazamento é um péssimo sinal, geralmente prova de que o vinho foi exposto ao calor.

5 Tampa de rosca não é defeito
Não tenha preconceito com a screwcap, a tampa de rosca: ela não é indicação de vinhos piores. Há grandes produtores usando o novo conceito em vez de rolha.

6 Não tenha medo de errar
Ouse, compre vinhos que não conhece. Se o vinho não agradar, será só uma garrafa, mas se cair no seu amor, você terá ganho um novo rótulo para variar.

7 Peça ajuda
Os grandes supermercados costumam ter entusiasmados vendedores, que vão saber orientar e tirar suas dúvidas.

8 Desconfie de ofertas muito sedutoras
Se o preço for baixo demais, compre só uma garrafa e prove. Se o vinho valer a pena, volte e compre mais.

9 Fique atento à idade
Certos tipos de vinhos e uvas não aguentam muito, desconfie das garrafas com mais de 5 anos na prateleira do supermercado .

10 Não beba rótulos
Há deliciosos produtos em todas as faixas de preço e para todas as ocasiões. Não tenha vergonha de provar vinhos mais baratos.
 
Espero ter ajudado.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

BORGES TOURIGA NACIONAL 2004

Este vinho é um dos vinhos preferidos de uma amiga, e por isso mesmo, ofereceu-me uma garrafa. Não conhecia, e como ela e outros amigos vieram cá a casa jantar, abri a garrafa. Que maravilha de vinho. Já com alguma idade, mostrou-se à malta de muito boa saúde. Está no ponto para ser consumido, mas devido à sua qualidade, quem guardar não se vai arrepender, mas se tivesse mais umas garrafas, bebia-o.

Aspecto limpido, lágrima persistente e de cor violeta carregado.

No nariz, limpo, com inicio de desenvolvimento e de intensidade média. Frutos do bosque maduros, ainda floral, especiado, frutos secos, madeira presente e algum caramelo.
Na boca, seco, encorpado, frutado, especiado, a madeira presente bem casada, taninos suaves. Um vinho intenso e de final de boca longo.

Um excelente vinho, de grande qualidade, que eu quero com certeza comprar umas garrafas para beber mais umas vezes. Aconselho este vinho com um lombo de porco no forno, recheado com farinheira, e vão ver que não se vão arrepender. O preço para a qualidade não é muito, e uma vez não são vezes. Aconselho.

Nota: 17,5
Preço: 10€

TEIXEIRÓ BRANCO 2009

Não tenho muito a dizer deste vinho. Abri, mas foi uma desilusão.

Aspecto limpido, de lágrima média e de cor amarelo suave.

No nariz, jovem, citrico, fresco, apelativo, simpático.

Na boca, seco, acidez baixa, pesado.

Um vinho que me dizia algo antes de o abrir, mas que não gostei muito.

Nota: 13,75
Preço: Cerca de 8€, encontrando nos supermercados

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

ALVES DE SOUSA NA DELIDELUX


Foi no dia 10 de Fevereiro, passada quinta-feira, que fui à Delidelux a mais uma prova de vinhos, desta vez com os vinhos de Alves de Sousa. Sempre com um excelente ambiente, gente conhecida e uma boa conversa, iniciou-se então a prova de vinhos deste produtor do Douro, comentados pelo próprio e com os seguintes vinhos:

Branco da Gaivosa Reserva 2009
Um branco bem feito, boa acidez, frutado, untuoso. Um branco engraçado para pratos de carne.
Nota: 15,75

Tinto Abandonado 2007
Espectáculo de vinho, encorpado, frutado, jovem. Um Douro com alma. Peca pelo preço, muito caro, a rondar os 85€.
Nota: 17,25

Tinto Tapadinha 2008
Um vinho de entrada de gama com bons pormenores. Mas por 9€...
Nota: 15,75

Tinto Tapadinha TTT 2008
Ainda muito jovem, a precisar de tempo em garrafa. Mas promete. Gostei.
Nota: 16

Tinto Tapadinha Grande Reserva 2007
Boa estrutura, fruta bem casada com a madeira, jovem e de enorme final de boca.
Nota: 16,5

Tinto Quinta da Gaivosa Douro 2005
Excelente. O eleito da noite. Notas de juventude muito bem casadas com notas terciárias. Adorei.
Nota: 18

Porto Quinta da Gaivosa Vintage 2008
Um bom Vintage, mas na minha opinião, mais um a concorrer com outros. Bem feito, fruta bem madura, mas a precisar de algum tempo.
Nota: 16,25

Por fim, ainda provei um Porto Branco que não me encheu as medidas. Mais uma excelente prova na Delidelux. Queria agradecer desde já ao Paulo por oferecer este tipo de provas e ao Sr. Alves de Sousa que conversou, apresentou, divulgou e explicou muito bem o seu produto.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

BORGES GRANDE RESERVA 2005

Aqui está um vinho de topo da casa Borges. Um Grande Reserva 2005, do Douro, com muita personalidade e estilo, ainda com muito para dar, pois mais uns 3 ou 4 anos em garrafa com certeza ficará extraordinário.

Aspecto limpido, lágrima persistente e de cor ruby escuro.

No nariz, poderoso. Limpo, ainda muito jovem e com uma intensidade pronunciada. Muita fruta madura, frutos negros, madeira, compota em destaque, especiado e alguma manteiga.

Na boca, seco, boa acidez, encorpado, muito frutado, especiado e com madeira presente, chocolate negro, taninos presentes mas de excelência, intenso e de final de boca muito longo.

Um vinho de muita qualidade, com uma juventude bem presente. A companhia para este vinho, comidas bem condimentadas, bem temperadas, mas também a solo. Gostei.

Nota: 17
Preço: 54€ na Garrafeira Nacional

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

JOSÉ MARIA DA FONSECA COMEMORA DIA DOS NAMORADOS


" Uma vez mais a José Maria da Fonseca junta-se à celebração do Dia dos Namorados, proporcionando uma agradável experiência aos casais de namorados que queiram passar um dia diferente, quer ficando a conhecer a história da José Maria da Fonseca, quer usufruindo de um jantar romântico num dos mais de 300 restaurantes de Norte a Sul do país que se aliou à José Maria da Fonseca nesta celebração, beneficiando da possibilidade de ganha...r um dos diamantes que a empresa tem para oferecer.

Na véspera deste dia tão especial, Domingo, dia 13 de Fevereiro, pode surpreender a sua cara-metade com uma visita à Casa Museu José Maria da Fonseca, em Azeitão, onde uma visita guiada com prova de dois vinhos será oferecida a todos os casais de namorados num dos seguintes horários: 11:00h e 15:00h (limite máximo de 50 pessoas por visita).

Nesta visita poderá conhecer muitos dos locais onde desde 1834 se fez a história da José Maria da Fonseca, a empresa produtora de vinhos de mesa e Moscatel de Setúbal mais antiga de Portugal. A visita tem início na Sala Museu, passando pela Adega da Mata, onde estagia o vinho Periquita, pela Adega dos Teares Novos e termina na Adega dos Teares Velhos (onde estagiam os Moscatéis de Setúbal mais antigos).

Também pode celebrar esta ocasião com um jantar romântico num dos mais de 300 restaurantes de Norte a Sul do país que se juntaram a esta iniciativa e habilitar-se a receber um dos muitos diamantes que a José Maria da Fonseca tem para lhe oferecer.

Em qualquer um dos restaurantes aderentes, para além de poder usufruir de uma ementa especialmente preparada para esta ocasião, acompanhada por vinhos criteriosamente seleccionados, também poderá participar num desafio no qual os vencedores receberão a oferta de um Diamante. "

Para efectuar a reserva destinada à visita à Casa Museu da José Maria da Fonseca, ou receber mais informações sobre as iniciativas aqui apresentadas, contacte:

Departamento de Enoturismo
Tel.: 21 219 89 40
E- mail: enoturismo@jmfonseca.pt

MERCEARIA DA ALDEIA

É com enorme prazer que venho aqui falar deste espaço, que é único. A Mercearia da Aldeia, situa-se em Janas, Sintra. Um local que tem à disposição cerca de 3000 produtos, desde fruta e legumes frescos, até aos chás, bolinhos, congelados, e como não podia deixar de haver, vinho. Uma garrafeira impressionante num espaço pequeno mas acolhedor, com uma variedade espectacular, e, o mais importante, preços de excelência. O objectivo é dar ao cliente motivos para voltar e não o contrário. Deixo aqui umas fotos para aguçar curiosidade.








terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

ESPUMANTE BRUTO MÉTODO CLÁSSICO 2009

Abri este espumante no sábado ao jantar com amigos para acompanhar umas entradas. Não conhecia e sinceramente, ia com receio que não apreciassem. Mas, ao contrário do que eu pensava, adoraram. Gabaram o vinho, e a concorrer com outro que abri de seguida e supostamente melhor, não o foi e deu-lhe pontos de avanço. Fiquei fã. As castas Antão Vaz, Arinto e Verdelho são muito bem trabalhadas, dando uma delicadeza no nariz e na boca excelentes. Um espumante muito bem feito.

Aspecto limpido, lágrima média e de cor amarelo pálido.

No nariz, limpo, jovem e com intensidade média. Frutos de árvore, maçã verde, limão, floral.

Na boca, frescura, com fruta de caroço em compota e algum marmelo. Boa acidez, frutado, intensidade média e de final de boca médio. Qualidade excelente. Adorei e recomendo.

Acompanha bem Queijo Blue para entrada.

Nota: 17
Preço: 12€ no El Corte Inglês

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

QUINTA DA CAROLINA 2008

Este vinho é um Douro genuíno. Um vinho cheio de vida, que dá prazer beber e convida a mais um copo. Excelente vinho.

Aspecto limpido, lágrima persistente e de cor ruby.

No nariz, limpo, fruta bem madura, alguma compota, chocolate e madeira elegante.

Na boca, seco, encorpado, especiado, boa acidez e taninos médios de qualidade, intenso e de final longo.

Mais palavras para quê. Adorei.

Beba-o como quiser. Vendido em garrafeiras de todo o país.

Nota: 16,5
Preço: A rondar os 20€

CASTELLO D´ALBA TOURIGA NACIONAL UNOAKED 2009


Já tinha provado este vinho numa feira e tinha gostado bastante. Fui ao Continente, e lá estava ele na prateleira, com um preço convidativo. Trouxe uma garrafa para o jantar.

Aspecto limpido, lágrima persistente e de cor violeta.

No nariz, limpo, de intensidade média, com frutos vermelhos, floral.

Na boca, seco, corpo médio, frutado, com taninos suaves, intenso e de final de boca médio/ longo.

Um vinho a não perder, até digo que poderá ser um vinho para ter umas garrafas em casa para ir bebendo, pois este vinho em relação qualidade/preço é muito bom. Gostei e aconselho.

Para acompanhar, poderá sempre fazer um lombo de porco no forno recheado com farinheira que não se arrependerá.

Nota: 15,75
Preço: 4,99€ no Hipermercado Continente

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

ENCOSTAS DE SÃO JOÃO 2009

Mais um vinho da Quinta da Massôrra, desta vez um Arinto. Surpreendeu-me. Bem mais atractivo que o irmão tinto, que apesar de ser um vinho bem feito e gastronómico, este ganha alguns pontos.

Aspecto limpido, lágrima persistente e de cor amarelo palha.

No nariz, limpo, jovem e com muita vida. Citrino, frutado, mineral e intenso.

Na boca, seco, boa acidez, corpo médio, frutado, com uma intensidade média e de final de boca longo.

Um vinho de muito boa qualidade. Como sugestão gastronómica para acompanhar este vinho aconselho uma boa salada, pratos de peixe graúdo ou mariscos.

Nota: 16
Preço: 4,75€, sendo vendido na quinta.
Mail da Quinta da Massôrra: quintadamassorra@gmail.com

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

ADEGA DOS LEIGOS NA ANDRESEN

Continuando a viajem de dia 29 de Janeiro, depois do almoço na Cálem e da maravilhosa visita a uma das caves mais emblemáticas do Vinho do Porto, seguimos caminho para a Andresen, empresa mais tradicional, também com vinhos de excelência. Já estavam à nossa espera, na estação de Gaia-Devesas. Depois do grupo reunido, subimos a rua e entrámos no mundo Andresen. Ficam umas fotos para mostrar o que vi que vale mais que as palavras.









Muitas das barricas usadas têm mais de 80 anos, o que faz o perfil seguido pela empresa, ter um toque muito próprio para os seus vinhos. Também são dos poucos que ainda têm tanoaria própria, o que é fantástico. Depois da visita à adega, seguimos para a sala de enologia onde nos esperava Álvaro Van Zeller, que já tinha preparado os vinhos que iam estar em prova, e que vinhos. Uma prova menos formal, mais tradicional ou rústica, onde ia-mos servindo, provando, comentando e apontando à medida que queríamos, falando uns com os outros e tirando conclusões. E os vinhos que provámos foram:

ANDRESEN COLHEITA 1997

Um vinho intenso, castanho e límpido, fruta seca, flor de laranjeira, especiarias, amadeirado. Na boca, meio-doce, boa acidez, bom corpo, de intensidade média e de final longo.
Nota: 17,5

ANDRESEN COLHEITA 1995

Mais fechado que o anterior, algum mel, frutos secos, amêndoa. Na boca, doce, acidez média, encorpado, especiado, intenso e de final longo.
Nota: 17,25

ANDRESEN COLHEITA 1992

Aromáticamente fiel, frutos secos, mineral, tilia, melaço. Na boca, cheio, boa acidez, bom corpo, intensidade média e de final de boca longo.
Nota: 17

ANDRESEN COLHEITA 1991

Muito parecido com o anterior, mas de uma qualidade invejável. Mel, frutos secos, mel. Na boca, encorpado, especiado, madeira presente, intenso, complexo e final longo.
Nota: 17,25

ANDRESEN VINTAGE 2007

Com muita vida, fruta compotada, frutos secos, meio-doce, um pouco adstringente, cereja preta madurissima. Cai um pouco no final de boca que é médio. Gostei.
Nota: 17,75

ANDRESEN BRANCO 10 ANOS

Fruta seca, ligeira acácia, muita frescura, alcool médio, boa acidez, mel. Um excelente branco.
Nota: 17,25

ANDRESEN BRANCO 20 ANOS

Mineral, floral e muito fresco. Um vinho cheio de vida, gordo, acidez magnifica, intenso e de final de boca longo.
Nota: 17,75

ANDRESEN VINTAGE 2008

Ainda um pouco verde, fruta em compota, ameixa e morangos, intenso e de final de boca médio. muito gastronómico.
Nota: 17,5

ANDRESEN COLHEITA 1982

Muito perfumado, pronunciado, mel, especiado. Na boca, untuoso, fresco, boa acidez, intenso e longo.
Nota: 18

ANDRESEN COLHEITA 1980

Flor de laranjeira, frutos secos, mel. Bom corpo, o alcool mais evidente, intenso e longo.
Nota: 17,75

ANDRESEN COLHEITA 1975

Castanho com nuances esverdeados, mel, frutos secos, amêndoa, caramelo, boa acidez, muito intenso e de final muito longo.
Nota: 18

ANDRESEN COLHEITA 1968

O que hei-de dizer deste magnifico vinho. Adorei. Para mim o melhor de todos. Um vinho de eleição, de grande qualidade e perfeito.
Nota: 19,75

ANDRESEN COLHEITA 1910

O que todos esperavam. Sem palavras, mas na minha opinião, não conseguiu bater o Colheita 1968. Vinho que não vale a pena sequer tentar descreve-lo.
Nota: 19,5

Queria agradecer a todos da Andresen pelo esforço a terem uma visita destas a um sábado, mas que para mim, valeu a pena e muito. Vinhos de uma qualidade invejável. Obrigado.