segunda-feira, 29 de novembro de 2010

CASA DE MOURAZ PRIVATE SELECTION TINTO 2007

Foto retirada da net

Uma vez por semana, eu e mais 2 amigos, juntamo-nos no restaurante Bar das Colunas em Lisboa, para almoçar. Com a autorização do dono, levamos nós o vinho para irmos degustando um por semana. Desta vez, foi o Fernando que levou, e o vinho escolhido por ele foi Casa de Mouraz Private Selection 2007. Um vinho biológico, da região do Dão, e que me encheu as medidas. Este projecto pioneiro e inovador na produção de vinhos de quinta de forma ecológica, é da responsabilidade de António Lopes Ribeiro e Sara Dionísio. Este vinho é feito com Touriga Nacional, Jaen e Água Santa.

Aspecto limpido, lágrima persistente e de cor violeta escura. No nariz, limpo, jovem, e com intensidade média. Na boca, fruta madura em grande destaque, floral, madeira bem integrada, com taninos suaves muito bem trabalhados, intensidade média e final de boca longo. Um Dão de excelente qualidade, que mais uma vez prova o poder daquela região.

Nota: 17,25
Rótulo: Bom design, apelativo e atraente - Excelente
Preço: 12€

domingo, 28 de novembro de 2010

PORTO E DOURO WINESHOW 2010


Hoje, domingo, fui a este evento. Um local muito acolhedor, bonito, com espaço, e bem pensado. Os produtores tinham espaço, corredores também espaçosos, e com bom design. Uma opinião, as divisões que havia se fossem pela cintura, o espaço ganhava mais amplitude e mais luz.
Os vinhos, esses, já eram de esperar. Bons vinhos, nada de novo a saltar à vista, mas com uns produtores a mostrarem as recentes apostas para o mercado. Boa organização, boa conversa, que para mim é o mais apetecivel, pois aprende-se muito em conversas e o falar com algumas pessoas de que gosto e que estão sempre dispostas a ensinar mais um pouco, nem que seja a história por detrás dos vinhos e das pessoas. De salientar o MUX Branco 2009, muito bom, e o Quinta da Silveira Grande Escolha, um vinho muito diferente e que me agradou imenso provar. Continuem o bom trabalho. Para o ano que se realize novamente.









sexta-feira, 26 de novembro de 2010

ADEGA DE PEGÕES TOURIGA NACIONAL 2008

Este vinho foi amor à primeira vista. Por um lado gostei da garrafa, rótulo atraente, e a curiosidade de provar um Touriga Nacional da zona de Setúbal. É claro que os olhos comem, e todos os aspectos anteriores serviram para esta escolha, que foi de espanto. Não estava à espera tanto deste vinho.

Com uma rolha magnifica e de cortiça pura, o aroma do vinho na rolha era excelente. Passando para o copo, aspecto limpido, lágrima persistente e de cor violeta carregado. No nariz, limpo, jovem, médio na intensidade. Frutos do bosque como cassis e mirtilhos, floral, especiado bem entranhado com a madeira. Na boca, seco, acidez baixa, corpo médio, com taninos suaves, de intensidade média e de um final de boca mais que suficiente para saboreá-lo bem. Muito boa qualidade, e de um preço excelente para a gama. Surpreendeu-me pela positiva e aconselho a se o virem no supermercado, comprem porque não se vão arrepender.

Nota: 16
Rótulo: Atraente - Bom
Preço: 4,20€

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

À DESCOBERTA DO VINHO


À DESCOBERTA DO VINHO

É com enorme prazer que anúncio aqui, quase em primeira mão, o lançamento do livro de Rodolfo Tristão sobre vinhos, que irá decorrer no dia 9 de Dezembro, pelas 19 horas, na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril. Um livro escrito para não entendidos, que na minha opinião, é um livro para todos.
Rodolfo Tristão é um dos melhores escanções em Portugal, representando este ano o país em duas frentes. E em parceria com a Adega dos Leigos, as duas primeiras respostas certas à pergunta que se segue, recebe um livro devidamente autografado. Um muito obrigado ao Rodolfo Tristão por mais um contributo para se perceber melhor o vinho, e um especial agradecimento por ter aceite a nossa proposta de fazer com que duas pessoas possam ter o seu livro autografado. Continuação de bom trabalho é o que a Adega dos Leigos deseja.

Obrigado,
Adega dos Leigos
Nuno Ciríaco


PASSATEMPO UMA PERGUNTA DOIS LIVROS

ATENÇÂO: Só serão aceites as duas primeiras respostas certas devidamente registadas.

Quais as duas competições que Rodolfo Tristão representou no ano de 2010?

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

RTP - AS HORAS DO DOURO

RTP - AS HORAS DO DOURO

Um documentário de rara sensibilidade

“O que é que faz o tempo ao vinho? O tempo faz ao vinho o que faz às pessoas. Torna-as mais calmas. Dá-lhe a paz que ele precisa.” Zézé Nogueira Os Livros de Horas são manuscritos iluminados, comuns na Idade Média. Cada livro contém uma colecção de textos, orações e salmos adequados para determinados horários do dia. São maravilhosamente ilustrados e mostram a vida tal como ela era nessa época. Nos calendários dos Livros de Horas encontramos a enumeração dos trabalhos rurais e os meses em que estes têm lugar. São uma espécie de ordenação da vida criada por Deus. AS HORAS DO DOURO é inspirado nesta ideia medieval de inventário e registo anual e dá a ver o modo como o ciclo da vinha e do vinho, veio central do filme, determina a vida das pessoas nesta região. O que queremos mostrar, através do reconhecimento minucioso da transformação da paisagem ao longo das estações do ano, é que esta vinha é obra de homens, que o vinho é uma coisa humana e que assim tem de se mostrar.

"texto retirado do site da RTP"



sábado, 20 de novembro de 2010

QUINTA DA MURTA TOURIGA NACIONAL 2005

Já tinha este vinho cá em casa à tempos. Sei que um dos meus colegas bloguer o adora, e com isto também me deu para o abrir mais rápidamente para confirmar coisas que já li. A quinta tem uma pequena parte do seu terreno com Touriga Nacional. Contudo, sendo este local em Bucelas, calcula-se que com um clima adequado para brancos, lá está na parte superior direita, avistando da adega para o vale, Touriga Nacional plantada, resguardada dos ventos mais fortes que possam por ali passar. Pensando melhor, e olhando para a garrafa, fiquei a pensar como seria um TN de Bucelas? Curioso? Comprove que vale mesmo a compra.

Aspecto limpido, lágrima persistente e de uma cor granada. No seu aroma, limpo, jovem, mas a tentar já passar para um desenvolvimento inicial e de intensidade média. Frutos do bosque como framboesa, e algo floral. Na boca mostrou-se seco, de acidez baixa, corpo médio, frutado e com taninos suaves. Com uma intensidade média e de final de boca médio. Um vinho muito equilibrado e que me surpreendeu pela positiva, pois não estava à espera. Os meus parabéns ao Hugo Mendes, enólogo da Quinta da Murta, que com uma TN num terroir bastante mais virado para vinhos brancos, mais frescos e aromáticos, conseguiu extrair desta uva um vinho muito prazeroso e de excelente qualidade.

Nota: 16
Rótulo: simples, com fraca projecção: Razoável
Preço: Gentilmente cedido pelo produto, mas ronda os 6€

terça-feira, 16 de novembro de 2010

QUINTA DA TOURIGA-CHÃ 2007

Desta vez, abri um Quinta da Touriga-Chã para o jantar. Provei o vinho antes, durante e depois do jantar. Uma palavra para este vinho. Extraordinário. Um vinho que em qualquer situação é um vinho de arrasar. Maravilhoso. Quem puder provar este vinhão, faça o favor. Vamos então à prova.

Aspecto opaco, lágrima persistente e de cor violeta carregado.
No nariz, limpo, jovem, com uma intensidade pronunciada. Aroma algo fechado, mas a sair a fruta compotada, mirtilhos e cereja, um pouco floral, madeira suave bem trabalhada. Já na boca, explodiu. Seco, acidez suave, encorpado, bastante frutado, especiado, taninos suaves, intenso, alguma amêndoa no fim e de final de boca muito longo. A sua qualidade não engana, excelente. Um vinho que começou bem, acompanhou muito bem a iguaria e acabou sózinho na perfeição. Queria desde já agradecer ao Sr. Jorge Rosas pelo envio desta amostra.
O rótulo era de 2006 devido a não ter ainda o de 2007, e por isso estar corrigido.

Nota: 18
Rótulo: Objectivo, informativo, simples mas trabalhado para atrair: Bom
Preço: Gentilmente cedido pelo produtor, mas ronda os 30€

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

MONTE DA PENHA FINO RESERVA 2004

Monte da Penha situa-se em Portalegre, terra de grandes vinhos do Alentejo. O Monte da Penha é dirigido pelo Sr. Francisco Fino, o herdeiro da tradição dos vinhos da Tapada do Chaves. Decidiu em boa hora lançar-se neste projecto, e fazer vinhos diferentes do que se está habituado, vindo de terras alentejanas, mas diferentes em bom sentido.

Um vinho limpido, com lágrima persistente e de cor acastanhado escuro. No nariz mostra-se um vinho limpo, desenvolvido e de intensidade algo pronunciada. Frutado, com fruta compotada, pimenta, algum fumado e madeira presente mas muito bem conjugada. Na boca, seco, frutado, com fruta bem madura, especiado, taninos suaves, com intensidade média, final de boca longo e com complexidade suficiente. Um vinho de extrema qualidade, diferente, muito atraente e curioso. Não estava à espera de encontrar este vinho ao nivel a que se encontra, pois para mim, um dos diferentes e muito bons vinhos do Alentejo.


Nota: 17
Rótulo: Pessoal, directo: Bom
Preço: Gentilmente cedido pelo produto, mas ronda os 22€

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

QUINTA DO CASAL BRANCO TINTO 2007

Quando vi esta garrafa na casa de um amigo, fiquei com curiosidade de o provar, acabando por ser aberto para acompanhar o nosso jantar.
Um vinho de aspecto limpido, lágrima mediana e de uma cor violeta. No nariz mostrou estar sem defeito, jovem e de intensidade média. Soltavam-se frutos do bosque, amoras e framboesa, um pouco floral. Parecia ser uma boa escolha. Mas na boca desiludiu. Seco, acidez média, corpo suave, pouco frutado e com taninos médios a tornarem-se um pouco desagradáveis. A sua intensidade de boca foi suave e de final curto. Mostrou ter uma qualidade suficiente mas com pouco para dar. Mesmo depois com a comida desiludiu.

Nota: 14,5
Rótulo: Atraente : Bom
Preço: ?

ENCONTRO COM O VINHO E SABORES 2010

Este evento é muito importante para os produtores de vinho, mais até do que alguns, muito poucos, que se encontravam no recinto a dar a provar os ditos sabores. Uns enchidos, chocolates, pão com chouriço e não só, e pouco mais. O vinho sim, estava bem presente, bem representado. Mas, os produtores estavam muito mal tratados. Mas o que é que esta organização quer? Espaços minimos a preços de ouro. Ridiculo, como alguns produtores tinham que estar para oferecerem os seus produtos. 10€ a entrada? E o copo? Ainda mais ridiculo. No evento Vinhos do Alentejo sim, um copo à altura a 3€. Mas também os produtores pagam. Mas poderia ser um evento ainda maior, se os preços fossem mais acessiveis, pois sei de alguns produtores que não estiveram presentes devido ao exagerado preço da caixa de fósforos. Também não interessa muito à organização ter lá vinhos menos conhecidos, digo eu. Claro que existem sempre alguns.

Bem, fiz boas provas, bons vinhos, grande qualidade em vinhos menos conhecidos, pois os outros para manterem o nome têm que ter qualidade, boa conversa, boa companhia. Um especial agradecimento a algumas pessoas e empresas, como ao Fernando Magalhães por tudo o que fez, à Improve Wines, que me recebeu muito bem com a simpatia que era de esperar, à Quinta da Murta e ao seu enólogo Hugo Mendes, sempre bem disposto, à Quinta do Pinto em especial à Rita, a produtora, pelos bons vinhos que me mostrou, em especial ao Viognier e Chardonnay e ao Merlot e Syrah magnificos, à casa Rozés que me deu a provar um dos melhores colheitas tardias que provei e um Vinho do Porto Branco Reserva magnifico. À Herdade das Servas e ao amigo Artur, Quinta Mendes Pereira, à Quinta da Pôpa e ao Stephane, à VDS que tinha lá uma excelente Touriga Nacional, e à Quinta do Lubazim, mais propriamente à Catarina, que estava dificil o encontro mas desta vez foi. Um obrigado ao Manuel Pessoa pela companhia no domingo.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

TAYLOR´S TAWNY 10 ANOS

No sábado à noite, fui a casa de uma amiga beber um café. Conversa puxa conversa e acabámos por abrir uma garrafa de Vinho do Porto que ela lá tinha esquecida no bar. Uma garrafa que mal olhei, atraiu-me logo. Um Taylor´s Tawny 10 anos, engarrafado em 1998. Não sabia ela o que tinha em casa. Abriu-se a garrafa e vamos lá então à prova.

Um vinho limpido, com lágrima persistente e com uma cor castanho alaranjado. Nos aromas, sobressaia madeira de carvalho, flor de laranjeira e algumas notas de chocolate. Já na boca, muito aveludado, suave, fruta madura, compotado e de final longo e persistente a deixar ligeiramente sabor a amêndoa. Um vinho que me agradou bastante e que pelo preço que anda nos supermercados, é um excelente vinho para se consumir no dia a dia. Adorei. Obrigado Ana.

Nota: 18
Rótulo: Histórico, atraente e eficaz: Excelente
Preço: 17€ aprox.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

CASACA DE FERRO RESERVA TINTO 2006




" A Sociedade Agricola Regueiro e Pinto Hespanhol, Lda. é uma empresa familiar.
Surge da união de duas famílias com grande tradição na produção de vinhos do Douro e em especial Vinhos do Porto.
A família Nogueira Regueiro e a família Pinto Hespanhol, aliam todo o seu know-how à longa tradição familiar e, às tradições da região na arte de produzir vinhos de qualidade.
Como estratégia, esta empresa aposta na produção de vinhos do Douro de qualidade e excelência para surpreender e proporcionar ao consumidor todo o prazer que só grandes vinhos conseguem dar.
No seguimento desta estratégia, em 2006 lançamos a marca “Casaca de Ferro” com o objectivo de conquistar novos públicos e fidelizar o consumidor a nível global no mercado nacional e internacional do mundo do vinho."
Tive o prazer de ser contactado pela produtora, Filipa Hespanhol, na qual se disponibilizou em oferecer os seus vinhos para prova e respectivo comentário sobre eles. Desde já o meu agradecimento.
Hoje escolhi o Casaca de Ferro Reserva Tinto 2006. Com um aspecto limpido, lágrima muito persistente, a mostrar ser um vinho bem acima dos 13% e uma cor granada. No aroma é limpo, jovem e de intensidade média. No que toca aos aromas que se iam soltando, ressaltam os frutos vermelhos e do bosque, alguma ameixa e amoras, um pouco especiado com ligeira pimenta. Madeira com presença suave. Estagiou 12 meses em barrica e mais 6 meses em garrafa.
Na boca, um vinho seco, corpo médio, com taninos suaves e bem trabalhados. A sua intensidade é média e com final de boca médio para o longo. Boa complexidade e a mostrar ser um vinho de boa qualidade. Gostei bastante deste vinho, que não conhecia, mas a mostrar ser um verdadeiro filho do Douro, bem trabalhado e com grande poder de boca.


Nota: 16,5
Rótulo: Simples, honesto, directo: Bom
Preço: Gentilmente cedido pelo produtor