segunda-feira, 30 de agosto de 2010

PROVA MARQUÊS DOS VALES

Ora aqui estão 4 provas dos vinhos de Marquês dos Vales, Algarve. Uma região que não está tão entranhada no mercado como devia estar, pois realmente têm vinhos muito bem feitos, bem trabalhados, e que depois de serem bebidos, são vinhos que se devem, com toda a certeza, ter na garrafeira, sem qualquer problema. Estes vinhos são o exemplo que no Algarve, existe um clima muito bom, solos férteis, e muito boa uva para se apresentarem com vinhos de grande qualidade.

A primeira prova foi do Marquês dos Vales Primeira Selecção 2009. Um vinho branco, com uma cor amarelo palha, em que os aromas no copoforam frutos tropicais, sendo a banana a evidênciar-se. Um vinho suave, com uma acidez muito bem controlada, finalizando com um final médio. Gostei. Nota: 15,5



De seguida, abriu-se o Marquês dos Vales Grace Vineyard 2009. Com uma cor amarelo palha torrado, os seus aromas foram mais evidentes que o anterior. Frutos tropicais mais vincados, com especial para pêssego amarelo maduro, manga, um pouco adocicado e alguma baunilha. A madeira estava presente mas bem envolvida. Na boca, frutado, alguma meloa bem madura, suave e de final longo. Um excelente vinho branco.
Nota: 17



Ao jantar, a escolha caiu para o Marquês dos Vales Segunda Edição Tinto 2007. Com uma cor vermelho violeta, quando caiu no copo mostrou-se com aromas a frutos vermelhos, framboesa e ameixa preta. Leve passa, madeira, final longo, e a mostrar-se jovem e poderoso. A cada prova melhorava bastante. Nota: 17



O seguinte foi o Marquês dos Vales Grace Touriga Nacional 2008. Com uma cor vermelho violeta carregado, quase retinto. Um vinho com madeira bem vincada, frutos silvestres e algum mentol. Boa profundidade, mastigável, final longo e alguma rugosidade passageira. Um bom vinho, mas a demorar muito a se mostrar. Mas vale a pena esperar. Nota: 16



Ficaram 2 tintos por abrir, que assim que houver oportunidade, serão provados e comentados. O meu agradecimento à Quinta dos Vales que teve a gentileza de enviar os seus vinhos. Muito obrigado e continuação de bom trabalho e bons vinhos.

QUINTA DOS LORIDOS, PROVA NA DELIDELUX

A Delidelux, no passado dia 26, teve em sua casa a prova de vinhos da Quinta dos Loridos. Para quem não conhece, a Delidelux é uma mercearia, cafetaria e charcutaria, onde se pode ir ás compras, como estar na esplanada a apreciar a magnifica vista para o Tejo, petiscar qualquer coisa e beber um bom vinho. Nesta prova de vinhos, tinhamos a contar a história Fernando Magalhães, um dos gerentes da Empor Wines, que distribui os Quinta dos Loridos, e não só. Uma pequena e rápida conversa que tive com ele, pois foi sinal do sucesso do evento, foi bastante esclarecedor e muito simpático. Comecei com o Espumante Quinta dos Loridos Blanc des Blancs Chardonnay Vintage 2007. Um espumante agradável, fresco, algum alperce, fruta ligeira, com final médio.

De seguida, provei o Espumante Loridos Rosé 2007, novidade absoluta. Cor rosa cobre, um aroma a framboesa, algo doce, e na boca um toque de frutos vermelhos e flor. Um final longo e seco muito agradável.

O Quinta dos Loridos Tinto 2008, apresentou-se com uma cor vermelho violeta com nuances de castanho. O seu aroma logo que posou no copo foi de caramelo, muito prazeroso, fruta madura, ameixa preta e algum cacau. O seu final mostrou-se médio, um pouco seco mas duradouro. Um tinto que não estava à espera e que me surpreendeu bastante. Uma prova agradável.


Nota:

Espumante Quinta dos Loridos Blanc des Blancs Chardonnay Vintage 2007 - 15
Espumante Loridos Rosé 2006 - 16
Quinta dos Loridos Tinto 2008 - 16

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

VALLE DO NIDEO 2007


Este vinho é produzido em Vila Nova de Foz Côa e teve um estágio em carvalho novo de 6 meses. No copo, mostrou uma cor vermelho violeta carregado, tendo um aroma muito atraente. Com fruta madura, alguma baunilha e um pouco especiado. Na boca é a excelência, fruta madura a encher por completo a boca, encorpado, uma boa acidez a casar com amora preta e vestigios de cacau, que achei interessante. Um final longo, suave, o que para mim faz deste vinho um magnifico exemplar do Douro.

Nota: 16,5
Preço: 6€

CHAMINÉ 2009


Já cá tinha este vinho em casa mas ainda não tinha sido premiado para ser aberto. Hoje, decidi-me abri-lo, e acompanhou uma pescada no forno com arroz de tomate à casa.
No copo, mostrou ter uma cor vermelho violeta carregado mas limpido, soltando aromas de frutos silvestres maduros, amoras pretas e alguma especiaria. Na boca, mostra-se frutado, corpo médio, redondo, e com final de boca médio e agradável.
Gostei deste vinho, e casou muito bem com a comida que é das coisas principais de um vinho para quando a acompanha. No final, ainda sobrou para acompanhar um queijo de cabra.

Nota: 15,5
Preço: 5€

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

QUINTA DA MURTA BRANCO RESERVA


Este vinho é feito com 100% Arinto, casta predominante em terras de Bucelas. Um vinho trabalhado por Hugo Mendes, que fez com que estagia-se em carvalho francês durante 3 meses. Com uma garrafa atrativa e um rótulo suave, no copo começa por mostrar uma cor amarelo palha. O seu aroma é frutado, mas como esperei um pouco depois da sua abertura, notei que com o tempo ia largando um aroma mais vincado e bonito. Primeiro gosta-se depois adora-se, pois para o fim era realmente um vinho bem estruturado, frutado, algum fumado mas pouco, e nuances de tomilho-limão que me agradou imenso. Com um final longo e intenso, este vinho superou as minhas espectativas, pois sinceramente, não contava com tanto talento. Foram produzidas 2600 garrafas.

Nota: 16
Preço: ???

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

QUINTA DA ARRANCADA RESERVA TINTO 2008


Continuando o jantar de sexta, a meio do mesmo, foi hora de abrir mais uma garrafa. A escolha recaiu sobre um Quinta da Arrancada Reserva Tinto 2008. Já tinha comentado aqui o Tinto 2008, que gostei bastante, este reserva era de esperar mais um pouco do que o irmão, e realmente mostrou-se muito poderoso.

Quando caiu no copo, vermelho violeta foi a cor com que se mostrou. Um aroma com leves notas de baunilha como o irmão, fruta madura de grande qualidade, dava ao seu cheiro um poder de cativar o nariz desde o inicio. Na boca, bastante estrutura, intenso, redondo e com um final longo, a casar muito bem com a comida. Sobrou um pouco para se poder apreciar a solo, o que originou quando acabou, desilusão de não haver mais. Excelente vinho, Regional das Beiras, que mostra bem que na região há quem saiba a arte de fazer vinho. Com o preço a que é vendido, é sem duvida uma compra muito boa e, comparando com outros vinhos mais conhecidos e mais caros, mete-os a um canto.

Nota: 17,5
Preço: amostra gentilmente oferecida pelo produtor

HERDADE DO PINHEIRO TINTO 2006

Na sexta-feira, tive convidados em casa onde, mesmo com o calor que se tem sentido nos ultimos dias, por hora do jantar estava muito agradável para beber um bom vinho tinto. O jantar foi Fondue, com carne de vaca bem tenrrinha por sinal, e tudo a que o Fondue tem direito, como arroz, feijão preto à moda da casa, couve de caldo verde salteada em azeite e alho, alguns molhos, fruta da época, e mais umas coisas, como boa disposição.
Para abrir a janta, como os convidados já vieram mais tarde do que o esperado, um vinho tinto alentejano de 2006, de uma das herdades que se dedicam ao vinho e ao azeite.

Herdade do Pinheiro Tinto 2006. Com uma cor vermelho escuro, quando no copo soltou aroma frutado, ameixa bem madura e alguma passa, mas ligeira. Um toque abaunilhado a sair, devido ao seu estágio, que me agradou muito. Na boca, mostrou-se bem estruturado, com intensidade suficiente, e um final médio/ longo.

Gostei deste vinho, querendo futuramente provar o reserva, ficando com grande curiosidade.

Nota: 15,5
Preço: ?

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

CLASSIFICAÇÃO DADA AOS VINHOS

Existem revistas mensais que nos falam das novidades de certas quintas, produtores, novos desafios, novos vinhos a sairem para o mercado, etc. Compramos, lemos, para estar a par das novidades. Mas por vezes deparo-me com situações em que a minha cabeça fica a pensar. A classificação que dão aos vinhos nas revistas. O grande interesse dos produtores é terem notas altas nos seus produtos, mas como é que isso se adquire? Tem realmente o vinho, classe para ter a nota dada pelas revistas? Como é que temos produtores que vão para o estrangeiro com os seus produtos e trazem de lá medalhas de ouro, e cá não passam de vinhos com notas ditas normais? Por vezes esses produtores não são conhecidos como as grandes quintas já conhecidas, mas o pouco que têm para investir, querem investir em concursos no estrangeiro, e com isso, fazerem-se conhecidos cá dentro. É que assim, fica-lhes muito mais barato. Mas é vergonhoso terem que ser eleitos por fora para conseguirem vingar no nosso cantinho. As revistas são pagas com publicidade, e nenhum produtor quer fazer publicidade ao seu produto, tendo os avalistas dado uma nota menos boa aos seus vinhos, pois não ia vender. É muito mais cómodo e menos complicado fazer com que acreditem num produto, do que ter um produto bom. A falta de "tomates" que o português tem impressiona-me, só é pena haver pouca gente na luta contra estes defeitos que a sociedade tem.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

VISITA À QUINTA DA MURTA, BUCELAS

"à conversa com Hugo Mendes"


Depois de combinado, lá chegou o dia de ir ter com Hugo Mendes à Quinta da Murta em Bucelas. Depois de percorrer uma estrada alcatroada sempre a subir, cheguei à entrada da quinta. Entrei, e de imediato começei a descer, avistando logo um vale magnifico, avistando logo vinha a rodear uma casa, que quando cheguei soube que era a adega. Lindo, verde brilhando por todo o lado, com as folhas de Arinto a fortalecer a paisagem. À minha espera, Hugo Mendes, Enólogo da Quinta da Murta, que já tinha uma pequena ideia sobre ele, mas que ao longo de 3 horas de conversa, essa ideia reforçou ainda mais e é muito positiva. Gosto de pessoas simples, que acreditam em algo, que trabalham para um fim, e que com isso querem e mostram que estão cá para fazer algo de muito proveitoso e não mais um que diz e que só critica sem fundamento, ou que acha que sabe mas no fundo não percebe nada do que fala. Pelo contrário, sabe, quer, e vai chegar bem longe.

A quinta tem 25ha, dos quais 14ha estão plantados, sendo 90% da casta Arinto, predominante na zona demarcada de Bucelas. Falámos dos vinhos, da filosofia que a quinta tem para os seus vinhos, de como são feitos, desde os brancos que é a grande produção da quinta, tintos, e dos espumantes, que pelo brilho nos olhos com que falava, são uma paixão que atrai bastante o Enólogo. Visitei a adega, vi os espumantes e brancos em estágio, espumantes nas garrafas e brancos em madeira, que também têm em produção. Gostei muito da pequena grande conversa, que apesar de serem 3 horas, falou-se bastante de vários assuntos bem interessantes e enriquecedores.

Também tive o previlégio de conhecer o produtor, que foi muito simpático e deixou-me bem à vontade. Agradeço imenso o final da visita e toda a conversa que tivemos. Vou voltar com certeza, para continuar-mos o bate boca e para aprender mais um pouco, pois para mim, é para isso que as visitas servem.

Obrigado Hugo e até logo.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

DONA PATERNA ALVARINHO 2009

Comecei a falar com Márcio Lopes à pouco tempo, mas desde já queria agradecer a amabilidade a que se prestou e pelo tempo que teve para comigo a explicar-me em poucas palavras a região, quem era o produtor e mais algumas coisas muito interessantes. Abri este vinho hoje, 36º graus ás 8 da noite, e um jantar a convidar um vinho bem fresco.
Já disse aqui, que cá por casa somos amantes de vinho tinto, não que os brancos, verdes e outros não sejam também degustados e apreciados, mas mais por mim. Posso dizer que este Alvarinho foi um sucesso.


Abri a garrafa bem fresca, e copo com ele. Uma cor amarelo citrino, limpa, mostrando juventude. Os aromas que saiam do copo eram sedutores. Destaque para notas florais, fruta, alperce maduro e doce, que fazia o nariz encher-se de tal forma que não dava para parar. Na boca revelou-se um vinho excelente, algo meloso, fruta, encorpado e com um final longo. Certamente um dos melhores Alvarinhos que já provei, muito bem cuidado, devendo esse cuidado ao trabalho depositado nele e à grande qualidade da uva que o faz. Um excelente Alvarinho.
Vou certamente aceitar o convite feito pelo Márcio para visitar a região e melhorar e aprender mais com quem sabe do assunto.

Obrigado Márcio.

Nota: 17,5
Preço: ???

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

QUINTA DA ARRANCADA TINTO 2008


Estive na XXI Feira do Enchido, Queijo e Mel, no dia 31 de Julho, em Vila de Rei. Depois de umas boas provas, encontrei uma barraquinha que vendia vinho. Comprei um Quinta da Arrancada Tinto 2008 e um Quinta da Arrancada Tinto Reserva 2008.
Com uma garrafa bastante atraente para um vinho Regional das Beiras, e com um rótulo moderno e chamativo, abri hoje o Tinto 2008.
É um vinho com uma cor vermelho violeta, muito bonito no copo e a soltar um aroma inicial muito convincente. Depois de ser mais apreciado, tem um aroma a frutos vermelhos, aom leves nuances de madeira. Na boca, mostrou-se muito suave, fruta madura, ameixa preta, misturando-se bem e mostrando ter bastante potencial. Final persistente e suave, este vinho conseguiu mostrar que estava à altura de vinhos de qualidade superior, e ser rotulado de muito bom por quem estava à mesa. Parabéns ao produtor, que apesar de não ter a projecção de outros, sabe bem o que faz.

Nota: 16,5
Preço: amostra gentilmente oferecida pelo produtor

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

VALLADO 2009 BRANCO


Ainda de férias e com o calor a sentir-se bem nos ultimos dias, decidi abrir uma garrafa de Vallado 2009 Branco, bem fresquinha. Já tinha provado o tinto, e este branco mal o abri surpreendeu-me. Fruta, fruta e mais fruta, e ao mandá-lo para o copo, viu-se uma cor amarelo fraco, mas com um aroma muito bom. Deu-me suaves notas de alperce. Ao provar, mostrou-se frutado, muito suave, alguma ameixa e notas citricas, com um final médio muito agradável. Acompanhou umas frebras grelhadas na brasa, arroz branco, maionese de alho, salada de tomate e salada raita bem fresca. Uma refeição excelente para um vinho de qualidade.

Nota: 16
Preço: 5€